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Siga o Leão...

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

NÃO ESTÁ BOM NEM VAI MELHORAR

Depois de ver o triste, para não dizer medíocre, desenrolar dos resultados da fatídica mudança da lei que regulamenta as eleições para diretores das escolas municipais, estou eu aqui a meditar no que vai dar a convivência dos futuros diretores eleitos (?) com a atual secretaria de educação.

Primeiramente é preciso observar a jogada política - e por que não dizer politicagem? - da administração, tentando atrair os seus simpatizantes para se candidatarem: O que não aconteceu. Pelo contrário, as poucas chapas inscritas são da chamada "oposição". Mais triste ainda é observar que até a educação já está sendo infectada pela politicalha ...

Em segundo lugar, vê-se que em função do exposto acima, a existência de chapa única concorrente à eleição, acaba mascarando a tão propalada democracia, uma vez que você não tem outra opção. Ou você vota pela continuidade dos opositores no poder, o que pode prejudicar todo o andamento do processo de ensino-aprendizagem, ou você anula o seu voto, por não querer a continuidade e, ao mesmo tempo, para pagar para ver quem se atreveria a aceitar uma futura nomeação, caso aquela chapa única não consiga os 50% mais 1 dos votos válidos.

Por outro lado, já que o voto do aluno acaba tendo um peso elevado, seria necessário um trabalho de conscientização do mesmo, mostrando a ele que este tipo de eleição (chapa única), consiste numa avaliação do trabalho daqueles diretores que se candidatam à reeleição. E isto não pôde ser feito. O aluno recebeu uma cédula para marcar um "X" no quadrinho único, da chapa única e mais nada, com uma severa ordem de não poder escrever nada além de um "X", sob pena de anulação do "supremo direito ao voto", sem que lhe fosse oferecida até uma possibilidade de "votar em branco" para experimentar uma direção nomeada.

Por causa da "burrice" da administração pública e pela malandragem viciosa do processo eleitoral é que não posso compactuar com este estelionato eleitoral, que estão fazendo com a educação. Preferiria não votar, porque bom não está e não acredito que vai melhorar.

sábado, 30 de novembro de 2013

NA CONTRA-MÃO DA DEMOCRACIA 

A criação do Estatuto do Magistério, lei 920/89, do qual sempre me orgulhei de ter dado a minha contribuição como servidor e diretor do SINTRAMON, foi uma conquista de suma importância para nós, professores municipais. Acrescente-se aí, e bastante, a preocupação do Prefeito Leonardo Diniz e de seu vice e também diretor do Departamento de Educação e Cultura, Prof. Antônio de Paula, em deixar este grande legado de valorização para nós.

Em 1993, já na administração de Bio, a citada lei foi violentamente execrada, conforme postagem anterior. A partir daí todo o mundo meteu a mão na lei sem, no entanto, trazer prejuízos para a classe..
Em 2011, o Prandini tentou nos prejudicar, mas deu com os burros n'água, uma vez que  não tinha a maioria na câmara.

20 anos se passaram e, mais uma vez, vem um rolo compressor e nos espezinha. Desta vez, um pouco diferente, já que os dois últimos movimentos paredistas serviram para nos fortalecer ainda mais e conhecer melhor com quem estamos lidando, dando-nos um pouco de auto-confiança, fazendo-nos acreditar que estaríamos incólumes. Ledo engano.

Para se fazer "diferente", já que o diálogo também não faz parte da atual administração, a Câmara de Vereadores "aceitou" conversar com o sindicato e comissão de professores ... pura enganação. Não vou nem entrar em detalhes. Todos nós já sabíamos no que ia dar ...

Com tal atitude, mais uma vez, vereadores da situação e administração municipal perdem novamente, deixando respingar em toda a comunidade escolar as consequências de suas intransigências.

As mudanças que ocorreram na lei, no fundo, poderiam até serem bem vindas, com diálogo, democraticamente discutidas e analisadas com os principais interessados: professores que já estão na lida há um bom tempo e que terão de conviver com a lei bem mais tempo, do que uma administração pública e uma câmara de vereadores politiqueiras, que estão de passagem por apenas mais 3 anos ... Sim, porque do jeito que está, 3 anos já vão ser demais ...

Diante de tudo o que aconteceu e o que tem acontecido, a estas alturas do campeonato, não seria má ideia os possíveis candidatos, o que agora é sabido que diminuíram bastante, não mais se candidatarem, já que pela lei atual o pré-requisito à candidatura é estarem alinhados com o projeto político do prefeito; caso contrário,se eleitos, serão depostos. Ora, se eu não aprovo o projeto educacional (Existe?) da atual administração, não posso votar em nenhum candidato. Daí, é melhor que a administração indique os diretores para as escolas municipais, já que ela prefere andar na contra-mão da democracia.

O mais interessante de tudo isso é que não há nenhum artigo da lei 920/89, onde se trata deste tal "alinhamento severo" com a administração pública e, por mais que houvessem divergências entre direção e secretaria de educação, elas nunca impediram que houvessem alinhamento com os seus projetos.

Esta história, que se repete, ainda não terminou. O próximo passo da administração, em conluio com a maioria dos vereadores, será na próxima data-base: acabar com aquela diferença entre os 6 níveis salariais. A partir daí, só Deus sabe, porque "tudo que começa mal, termina mal". Assim sendo, repito o que postei no início do ano: A educação municipal não será a mesma ...


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

... E A HISTÓRIA SE REPETE ...



O Estatuto do Magistério Municipal foi criado na administração de Leonardo Diniz. Naquela época, o prof. Antônio der Paula, vice-prefeito e diretor do Departamento de Educação e Cultura, convidou o Sintramon para, junto aos servidores, formular um estatuto que atendesse os nossos anseios. E assim, depois de muitas reuniões e debates, nascia a lei 920 no dia 10 de julho de 1989.

Pensando na importância daquela conquista e preocupados para que ninguém “metesse o dedo”  alheatoriamente na lei, no capítulo XV- das Disposições Finais e Transitórias - havia o artigo 66 que dizia que “ Este Estatuto só poderá sofrer alguma alteração mediante Projeto de Lei ao Legislativo, após a aprovação por uma comissão paritária formada de representantes da Administração Municipal e professores eleitos pela categoria.”

Em 30 de agosto de 1993, o prefeito Germin Loureiro, a pedido da secretária de educação prof. Geralda Maria Nunes Machado, uma vez que a mesma pretendia fazer mudanças no estatuto contra a vontade dos professores, enviou à câmara municipal um projeto de lei alterando dispositivos da lei 920/89, no artigo 66, passando o mesmo a vigorar com a seguinte redação:  “ Este Estatuto só poderá sofrer alterações mediante Projeto de Lei ao Legislativo, de iniciativa dos órgãos competentes, ou por sugestão de Comissão representativa dos Servidores da área Municipal de Ensino”.

O mais interessante é que uma das mudanças, naquela época, tratava-se exatamente das regras da eleição para diretores de escola. Aquela administração mexeu na lei, por achar que o voto dos servidores teria que ter um peso maior que o da comunidade escolar (pais e alunos).

A administração atual pensa que o voto da comunidade escolar tem que pesar mais, por isso o prefeito enviou à Câmara Municipal um projeto de lei, mudando as regras da eleição de diretores das escolas públicas municipais, além de outras mudanças, dentre elas, dedicação exclusiva do diretor, mesmo sabendo que o salário do diretor é igual ao do professor.

Por mais certo ou errado, a verdade é que depois daquele acordo coletivo conturbado, temperado com greves, intransigências e truculências, a administração atual insiste em “desagradar” ainda mais a categoria, mudando a lei mais para atender aos seus interesses políticos que “consertar” o que, na conjuntura atual, não precisa de conserto e, pior, sem diálogo com os educadores.

O resultado da votação na câmara não será novidade: 9 X 2.Com certeza, será mais um motivo para o povo demonstrar a sua insatisfação com o conluio entre os poderes executivo e legislativo. A câmara municipal só não é tão ruim quanto a administração do Teófilo, de acordo com a pesquisa recomendada pelo jornal “ANOTÍCIA”, porque, ainda, há dois vereadores tentando sobreviver às imposições do clã dos Torres e CIA.LTDA.

Desta forma, o nosso estatuto, elaborado democraticamente, passou a ser um “brinquedo” nas mãos dos assessores de educação e vereadores. E depois dessa, poderemos esperar por outra mudança: aquela da diferença salarial entre os níveis P1 a P6, que a administração anterior tentou e só não conseguiu por não ter a maioria na câmara.

A história é a mesma, protagonizada por outros...




terça-feira, 8 de outubro de 2013

OUTRA ESTÓRIA PRÁ BOI DORMIR...



Toda  vez que  abro o meu blog e vejo que há muito tempo  não escrevo nada, tento buscar lá no "âmago do meu ser" alguma coisa interessante, nem que seja uma pérola para transformá-la em algo mais extasiante, como o lapidar de um diamante ... Não sei o porquê, exatamente, de, às vezes, sentir uma falta imensa de escrivinhar algo e, quando falta inspiração, o próprio dedilhar neste teclado, abre-me uma perspectiva de estar buscando algo que vai se desvendando à minha frente.

Finalmente, acabo de me lembrar de um causo que, há uns tantos anos atrás, quando o Tim Mirim fez a caridade de pegar umas aulas de português lá no CEJM, contou para mim. Para começar, é preciso salientar que o mestre dos causos letrados, era uma pessoa de uma humildade franciscana, mas não gostava de ser passado prá trás; aliás, quem gosta, não é? Mas o Tim era demais ... Confidenciou-me, certa vez, que o Otávio Viggiano, o Tavim da Revista Mostrar, havia pedido a ele que lhe mandasse para uma edição especial da revista, um pequeno conto, em vez de um causo, como de costume. O Tim, encucado com tal pedido, sem muita justificativa, resolveu atender àquele editor. 

Assim sendo, inspirado naquele pedido inédito, deitou o escritor a escrever naqueles garranchos inconfundíveis, um conto de aproximadamente 6 laudas, o que desdobrou em, praticamente, 3 páginas da citada revista. O Tavim, vendo que a tal crônica tomaria muito espaço, começou a tesourá-la ... Ao findar os cortes e já com a "boneca" pronta e com o texto bem encaixado, o Tavim envia o que sobrou do conto para a bênção final do Tim. Algumas horas depois, o Tim, depois de cortar algumas coisinhas e acrescentar outras, devolve o material para aquele editor, agora, sob um novo título: O Causo do Corte de um Conto.

Não me lembro se o Tavim editou aquele "Causo"... mas sei que eu não tenho nenhum problema com espaço neste blog. O problema meu é mesmo a falta de memória ... e estou achando um absurdo terminar esta história por aqui, sem ao menos lembrar do título do conto ou até mesmo de que se tratava aquele conto do Tim Mirim. Assim sendo, vou contrariar aquela máxima de que "quem conta um conto aumenta um ponto", senão vai virar história para boi dormir ...

sábado, 21 de setembro de 2013

ONDE ESTÃO OS OUTROS NOVE?


Cada dia que se passa acredito menos na classe política. Talvez o leitor pense que estou escrevendo, aqui, o óbvio, o que todo o mundo está cansado de saber. Mas, é preciso que batamos nessa mesma tecla, sempre, no sentido de fazê-lo refletir não somente sobre a importância de sua escolha, como também sobre a necessidade de acompanhar o "trabalho" daqueles que você elegeu e cobrar dos mesmos um compromisso com a coletividade.

Vejamos, por exemplo, o poder legislativo de nossa cidade: O que cada edil tem feito do seu mandato? Atualmente, o que se tem observado é que há, sim, nove vereadores legislando em causa própria, uma vez que eles estão a serviço dos interesses do prefeito, seja por afinidades partidárias, seja em troca de favores pessoais e políticos, esquecendo-se de que estão alí para representar os anseios do povo, mesmo que seja contrário à sua magnânima vontade ... viu, Djalma Bastos?

Recentemente, os servidores municipais, em campanha salarial, o que detonou em alguns dias de greve, seguidos de aproximadamente 4 meses de operação tartaruga, não tiveram o apoio do, já conhecido, G-9. Este famoso bloco de sustentação do governo municipal é composto pelo Djalma Bastos, Tuquinho do Povo (?), Carlos Gomes, Vanderlei Miranda, Zé Lascado e por Teles Superação(?), Fabrício Lopes e o PROFESSOR Lélis que, possivelmente, tenham sido eleitos com o voto dos "companheiros de trabalho" da prefeitura, além de Guilherme Nasser, que até no ano passado preocupava-se com o bem estar dos servidores.

Realmente, a cidade de JOANA Monlevade se transformou na casa dos filhos da mãe, mesmo ... a ponto de os nove vereadores autorizarem a troca de um lote em área nobre do Aclimação por um pedaço de barranco lá no Ipiranga. Em atendimento a quem? A um eleitor especial do Vanderlei Miranda. E se você, leitor, tiver um terreno na lua é só pedir aos NOVbrEs edis, que eles autorizam qualquer troca ...

A esta altura do campeonato, um poste desligado, fincado em lugar impróprio pode ser mais útil que aquele que já está lascado, há muito tempo, com o povo de nossa cidade ... afinal, em boca fechada pode não entrar mosquito, mas não somar em nada é demais ...

Mas, ainda assim, o que não se faz pela vaidade, mesmo que tenha sido ludibriado(?) por um instituto que leva o nome do grande mártir da inconfidência mineira? O Tuquinho, aquele que também está preocupado só em conceder diplomas aos cidadãos, aquele que é do povo (?), foi eleito o melhor vereador de nossa cidade !!! O pior é que ele acreditou ...

Agora, fala sério, hein Carlos Gomes? De todos que ali estão, por ser um excelente comunicador, inclusive, da Palavra de Deus, está demonstrando que em casa de ferreiro espeto é de pau ... Se anunciar é bom, denunciar também o é, mas, omitir é demais!!!

Finalmente, para coroar os nove meses de gestação do mandato dos onze, um aumento salarial sem choro, sem briga, sem greve e, portanto, sem reflexão e sem auto-crítica para todos os nobres edis. Pode ser legal, mas é imoral para aqueles que estão prestando um des-serviço à comunidade.  

Enfim, senhores vereadores, o período de gestação do mandato de vocês já está se findando. O povo, ainda, espera que após este parto, não necessite perguntar: Onde estão os outros nove?

terça-feira, 10 de setembro de 2013

O FURÃO DE FILA



Há muito tempo venho questionando a funcionalidade da separação de filas -  aquela de atendimento especial para idosos, gestantes, crianças ao colo e deficiente físico -  principalmente nas casas lotéricas. 

Hoje, um dia antes de entrar no 5.5  ( veja bem que ainda não são 6.0, portanto, não sou um idoso!) , resolvi bancar o "esperto", mas que a minha cara "queimou", queimou ... Ao chegar numa Casa Lotérica de nossa cidade para pagar um boleto bancário, depois de ver que a fila para os clientes "normais" estava com pelo menos 30 pessoas à minha frente, decidi pegar a fila para "especiais". Afinal de contas havia apenas 6 pessoas naquela fila ... 

Assim, posicionei-me naquela fila e a cada "o próximo!" que eu ouvia, observava que aquela fila andava e a minha, nada ... Aquilo, de certa forma, foi me dando uma gastura ... E assim, o tempo foi passando e, após uns 10 minutos, aquela fila enorme para cinco atendentes, já tinha se dissipado e já havia pelo menos mais uns vinte clientes a serem atendidos. Enquanto isso, a minha fila, composta por duas gestantes; uma senhora idosa; um senhor idoso, que já estava perdendo os últimos fios de cabelo de tanta impaciência e por um outro "rapaz" que, com certeza, era até mais novo  que eu, havia se transformado em 4 à minha frente e mais uns 5 atrás de mim.

Finalmente, fui atendido 20 minutos depois de chegar àquela agência lotérica. E aí fica uma pergunta que não se cala: Para quê esta discriminação se a outra fila "andou" muito mais rápido? Com certeza, se colocassem os outros cinco guichês, também, para o atendimento especial, realmente, estariam facilitando a vida daqueles ditos "atendimento prioritário" ... Por outro lado, será que aquela lei dos quinze minutos é valida somente para agências bancárias?

terça-feira, 3 de setembro de 2013

HISTÓRIA PARA BOI DORMIR (4)


Era uma vez uma cidadela toda cercada pela mata Atlântica, aquela que um tal de Mittal já se adonou de toda ela, também, assim como o chefe do tribunal de contas, Iruam Serrot e a "Mãe Joana". Uma cidadela que já foi administrada três vezes pelo Grande Rei Oib, que já foi desta para a melhor - como dizia um grande escritor monlevadense, que já faz uns tantos anos que mora em Brasileia-se, capital da corruptania hereditária. Eu, como sou um escrivinhador-em-busca-da-perfeição-literária, denominarei esta cidadela, simplesmente, de Reino do Faz-de-conta ... faz-de-conta que tem prefeito, vereadores, justiça, atendimento médico, educação de qualidade, ruas limpas e sem buracos, que não se cria "elefantes brancos", enfim, onde se faz-de-conta que tudo anda às mil maravilhas ...

Bem, mas o caso é que, recentemente, neste Reino, foi empossado um novo rei, filho de Iruam Serrot, o Teófilus Tesoura. É sabido em todo o Reino que Teófilus Tesoura, prometeu que receberia de seu pai, de Anas Dá Azia e Aécio Never as chaves do cofre do tesouro e que, assim, iria RESOLVER todos os problemas daquele Reino. Depois de empossado, o povo descobriu que era tudo mentira. E agora, como ele iria fazer, uma vez que o seu antecessor, Gustavus Prandinet - o inventor da "Tipo Net" com o dinheiro da educação - havia deixado uma dívida enorrrrrrrrrrrrme para ele pagar?

Muito simples. Como já estava próxima  a assinatura de um novo acordo coletivo de trabalho, tratou de engordar a máquina administrativa daquela cidadela, contratando um monte de cabos eleitorais, distribuindo cargos comissionados a rodo, pois, assim, teria mais motivos para não reajustar os salários de seus servos. Além disso, rapou o cofre público e pagou boa parte da dívida pública para mostrar serviço.

Para não negar o nome do chefe do clã dos Serrot, Teófilus Tesoura cortou o projeto "bebendo à bordo", alegando que o "leite" estava caro. Da mesma forma, cortou o transporte dos "filhinhos de papai, sabe-se lá prá que tem que estudar fora". E assim, ele cortou também a "ração" dos alunos, mas não mandou limpar as ruas e nem cortar os matos daquele Reino.

Assim sendo, aquele Reino estava ficando cada dia mais feio. Mais feia, ainda, começou a ficar a situação dos seus servos, uma vez que ele batia o pé e afirmava que não iria dar nenhuma merreca de reajuste salarial. De repente, o presidente do SINTRACONTA,  defensor dos servos fracos e oprimidos, Dom Carlão D'alberto De La Selva, convocou os servos do rei para uma assembleia, onde ficou decidido que haveria uma greve, o que depois se transformou em "Tapeação Tartaruga". Por isso, Teófilus Tesoura, mais uma vez, usa seu instrumento de corte e RESOLVEU cortar o  salário de seus servos, ao que de imediato, justificou através de um decreto real, onde dizia: " Não se preocupem, vassalos! Não me interpretem mal. Vejam isso como um empréstimo compulsório. Dentro em breve, devolverei o dinheiro a vocês com 100% de juros, afinal de contas tenho muitas coisas para RESOLVER."

E assim, no Reino do Faz-de-conta, Helena de Tróia, ministra da educação, passou a comer o pão que o diabo amassou com o rabo, uma vez que os vassalos do rei já haviam mandado o seguinte recado: Se continuarem pedindo o nosso dinheiro emprestado sem o nosso consentimento, não vamos trabalhar, depois, para receber o "empréstimo"... Mas, o tempo passou e os vassalos da educação retornaram ao trabalho, inspirando a secretaria de educação a, até que enfim, entrar "em ação". Só não se sabe se os vassalos da educação, realmente, lerão a "cartilha" daquela administração, já que os mesmos não confiam no grande rei nem  na chefe do tesouro municipal, Arual Ô Velha, aquela que já está procurando "estudar" por onde sairá na próxima Audiência Pública de prestação de contas ...
  
Quando pensava em terminar esta história, veio-me, novamente à lembrança, aqueles que se dizem legisladores, liderados por Guilhotino O'Nasser, presidente da Câmara de Fogo, para não dizer "inferninho". Neste maravilhoso Reino do Faz-de Conta, eles também fazem de conta que representam o povo e só não fazem de conta, que recebem um polpudo salário para nada fazerem, além de atuar como "vaquinhas de presépio" do rei Teófilus Tesoura.

Pois é ... É sabido que  Serrot, Tesoura e Guilhotino fizeram um pacto para eleger outro membro do clã dos Serrot, o Otit Serrot, que antes mesmo de se candidatar, já está em missão nos reinos vizinhos, preparando o curral eleitoral ... Êpa! Eu disse Curral? É lá que o boi dorme ... se ele acordar ...

terça-feira, 27 de agosto de 2013

AJUSTAMENTO DE CONDUTA 

Após todas as turbulências, que envolveram nossas negociações salariais, desde o princípio do mês de Março até a nossa aceitação da proposta de reajuste, que na realidade foi feita pela Justiça Trabalhista e NÃO pelo Prefeito, esperamos que a administração municipal tenha aprendido a lição e saiba que, cobraremos da dela algumas condutas, para que possamos ter uma convivência mais harmônica, tendo em vista o resgate de todas as perdas morais causadas pelo (des) Acordo Coletivo. Sendo assim, há que se atentar para as seguintes reivindicações:

1º) Apresentação da secretária de educação aos demais educadores e das suas propostas para a gestão da educação na rede municipal, já que como bem o disse o prefeito: "Queremos os servidores alinhados ao nosso governo ..."
2º) Elaboração de um calendário de reposição das aulas, em comum acordo com os educadores da rede.
3º) Pagamento de 100% sobre o salário-aula, para a reposição da carga -horária perdida, já que o nosso ponto foi "cortado".
4º) Concretização do nosso plano de carreira.
5º) Respeito à lei 920/89, enquanto a mesma vigorar.
6º) Respeito à lei federal 11.738/2008, que dispõe sobre o pagamento do piso salarial, pelo menos, vinculando os nossos reajustes de acordo com o que determina a citada lei e pagando o 1/3 da hora-atividade.
7º) Prestação de contas do FUNDEB, dentro dos preceitos da lei federal 12.527/ 2011. 
8º) Cumprimento do acordo coletivo de trabalho.
9º) Estreitamento das relações de trabalho, baseado no respeito, diálogo e transparência.

Caso, a administração "pise na bola" com os servidores da educação, a educação pública municipal jamais será a mesma, uma vez que nunca se viu tanta desvalorização do educador como nos últimos 3 anos ...


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A LUTA VALEU! O PREFEITO CEDEU!


Em 2011, depois de deflagrarmos uma greve que durou 61 dias, ininterruptos, retornamos de "mãos vazias" e com um saldo estrondoso de dignidade. Naquela época, o prefeito anterior colocava uma das últimas pás de terra num mandato, que ainda estaríamos sujeitos a tolerar por mais um ano e meio.

Em 2013, depois de oito dias seguidos, de greve, iniciou-se uma "Operação |Tartaruga" em 13 de maio, que se encerra agora, contabilizando 12 dias de paralisação mais o equivalente a aproximadamente 22 dias letivos de perda na carga horária do nosso aluno.

No dia 13 de Março deste ano, o prefeito encaminhou aos servidores um bilhete, onde o mesmo pedia paciência e compreensão, uma vez que não tinha recursos para reajustar nossos salários. Em vez de propor o pagamento em suaves prestações, preferiu o desgaste político temperado com mentiras, intransigências  e incoerências, o que só serviu para queimar ainda mais o seu filme com os servidores e com a comunidade escolar, já que até agora não conseguiu "assumir" o governo, uma vez que, mesmo depois de 8 meses de mandato, não fez nada em nossa cidade que justifique, "fechar o mês de julho com um déficit de 400 mil reais", conforme a mídia noticiou.

Agora, no final de agosto, depois se sentir pressionado, também, pelos alunos do CEJM, o prefeito teve que
ceder. É lógico que a proposta de  reajustar os nossos salários com 8 meses de atraso e pagar o retroativo em 3 parcelas, nos primeiros três meses do próximo ano, não era o que queríamos, até mesmo porque, além de nossas contas não "esperarem", quando estivermos recebendo em março a última parcela, um novo acordo coletivo já vai estar sendo discutido.

Se valeu a pena, valeu, embora tenhamos lutado demais por tão pouco, financeiramente. Mas a essas alturas, o que vale é a conquista de nossa dignidade. Dignidade não é algo que se ganha; é algo que se conquista. Enquanto o poder de fogo do "patrão" veio embebido de enganação, politicagem e covardia, apresentamo-nos com a força da conscientização política, fortalecidos pela nossa coragem, pela nossa resistência, enfim, pelo nossa demarcação territorial, mostrando quem somos nós e despertando muita gente que estava adormecida.

E o que vai ser de nós no próximo ano? Talvez será preciso questionar o que será deles no próximo ano, pois voltaremos mais revigorados, mais preparados para o próximo combate. Uma vez que a nossa operação tartaruga se encerra, cobraremos não só do executivo, como também do legislativo, que a deles seja encerrada, definitivamente, e comecem a trabalhar pelo bem comum, já que o povo confiou a eles esta missão, através do voto.

Com relação às primeiras pás de terra no mandato de Teófilo Tôrres, torço, sinceramente, para que as mesmas sejam jogadas para fora. A nossa cidade não suportaria mais quatro anos de retrocesso. A educação municipal, referência estadual, não pode sofrer nenhuma perda.

... Há que se cuidar do broto prá que a vida nos dê flor e fruto ...

segunda-feira, 19 de agosto de 2013


CIDADANIA, SIM!




Os manifestos que se alastraram por todo o país, quando o povo resolveu colocar para fora tudo aquilo que vinha sendo  reprimido, praticamente, de 20 anos para cá, se não serviu para que acontecessem mudanças radicais, pelo menos, está servindo para mostrar para os governantes que, chega, BASTA! Basta de corrupção, de impunidade, de indiferença à melhoria da qualidade da saúde, educação, transporte, segurança e moradia; que são as bases da sobrevivência humana.

Em Monlevade não poderia ser diferente. O povo foi às ruas manifestar toda a sua insatisfação com a política nacional, o que serviu de aprendizado para os protestos contra a política local. Devido ao fato de estarmos em "operação tartaruga" desde o dia 13 de maio, nós, professores, temos manifestado na porta da prefeitura, na câmara municipal, nas ruas e, ultimamente na AMEPI; numa tentativa de "desenhar" para administração municipal que se nega a negociar conosco, que não vamos voltar para a sala de aula de mãos vazias, não...

Mas, o manifesto que mais me emocionou foi o de sexta-feira, protagonizado pelos alunos do turno matutino do Centro Educacional: Eu estava chegando à escola, quando deparei com aquela turba ensurdecedora, aos gritos e apitos, dirigindo-se à prefeitura e, em seguida, à câmara Municipal, para protestarem em favor de um direito deles: Educação de Qualidade! Qualidade, sim; porque a partir do momento em que o tempo escolar é reduzido, logicamente que há uma queda substancial na qualidade do trabalho docente. E mesmo que não tenham feito o protesto em solidariedade à nossa causa e, sim, pelas complicações que a operação tartaruga pode trazer para a organização de sua vida escolar - como algumas pessoas alegam -  o manifesto deles não deixou de ser legítimo, de ter o seu valor. O que eles fizeram, vale mais que qualquer aula ministrada. Poderia, assim, dizer que neste dia eles trocaram de lugar com muito professor, dando uma verdadeira aula de cidadania.

E se algum dia, alguém não souber descrever o que aqueles bravos alunos sentiram, basta observar a foto acima. De maneira que o dia 16 de agosto seja registrado nas mentes do nosso povo e na história de nossa escola, o que se viu: Um verdadeiro exemplo de protagonismo juvenil, apontando para nós que ... "Verás que um filho teu não foge à luta." Jamais!


sexta-feira, 16 de agosto de 2013


ENTENDA O CASO...


Desde o dia 13 de maio, quando se iniciou a operação tartaruga na rede municipal de ensino, os professores, os alunos, pais e autoridades políticas de nossa cidade sabiam das sérias consequências que poderiam advir desse movimento. O prefeito, por sua vez, encastelado no paço municipal, confiou na blindagem da sua pessoa por seus assessores, preferindo, assim, apenas mandar recados sem procurar conhecer todo o cerne da questão. Mesmo, no seu momento de "fraqueza", quando aceita ouvir a comunidade escolar, tem manifestado  um total desconhecimento desde a sistemática funcional do magistério aos feed-backs que envolvem a "negociação?".

Recentemente, em 2 de julho, um casal de pais de alunos procurou o ministério público para fazer uma denúncia de que seus filhos estariam sendo prejudicados com tal movimento grevista. Atitude correta. O promotor encaminhou um ofício ao Prefeito, em 15 de julho, onde o mesmo "requisita informações sobre providências tomadas, até o momento, no âmbito administrativo ou judicial, para que as aulas voltem ao normal ..." O Prefeito, por desconhecê-las(?), passa o ofício para a assessoria jurídica que, por desconhecê-las(?), passa para a secretária de educação. A secretária de educação, por sua vez, encaminha um ofício ao promotor, em 19 de julho, relatando todos os prejuízos trazidos pelo movimento aos pais e alunos, informando que fez um calendário de reposição de aulas (?) para ser cumprido por aqueles que não aderissem ao movimento (?) e termina o ofício dizendo que: 
" É evidente a necessidade de que sejam adotadas medidas urgentes para resolver os impasse gerados pelo movimento grevista, para que se garanta aos alunos o direito à aprendizagem e aos cumprimento dos dias letivos e a carga horária anual estabelecida em lei.
A situação está insustentável, as famílias estão desorientadas e os alunos são os maiores prejudicados, estando com a vida escolar severamente comprometida.
... solicitamos e contamos com o apoio do ministério público para nos auxiliar a encaminhar a situação. "

Os diretores das escolas tomaram conhecimento do exposto acima no dia 14 de Agosto, através de uma reunião na SME, quando a secretária de educação determinou que, por ordem do senhor Prefeito, até o dia seguinte, fosse enviada a relação dos professores que optarem por continuar a operação tartaruga, para que sejam contratados novos professores para substituí-los.

Pois é, senhora secretária, é bastante louvável a sua preocupação com as consequências do movimento paredista como: comprometimento da aprendizagem, aumento do índice de evasão e repetência, risco de integridade física dos alunos, desmotivação e estresse dos alunos e familiares, queda do índice do IDEB, o não encerramento do ano letivo em 2013, dificuldade do ingresso dos alunos do 9º ano no ensino médio e atraso da entrada dos alunos do 6º ano, conforme se fez constar no citado ofício. Mas todo fogo deve ser contido no princípio do incêndio. O índice de destruição é proporcional ao tempo que se leva para começar a apagá um incêndio. Se não o fazemos em tempo hábil ... mas será que vocês também não sabiam disso? E, conforme a desembargadora lhe disse, naquela reunião do TRT, não teria sido melhor buscar o diálogo, a transparência, a negociação antes da imposição de regras? A autoestima e a valorização do professor não foi levada em conta. Elas foram trocadas pela intransigência, indiferença e ditadura.

Diante de tudo isso, a impressão que se tem é que, desde o princípio, a SME  esperava que o Ministério Público, aleatoriamente, nos obrigasse a retornar ou, até hoje, acreditava que nós poderíamos retornar a qualquer momento, movidos pelas constantes ameaças de nos substituírem e pelos cortes de nosso ponto. Como há atitudes que constituem Assédio Moral, até agora, não nos pediram nada por escrito, nem há dois meses atrás, nem atualmente, quando a ordem foi mais severa.

Já aconteceram duas reuniões conciliatórias no TRT, em Belo Horizonte, sem nenhum avanço, onde somente os servidores cederam. A terceira reunião, agendada pelo TRT, para dia 23/08, foi cancelada pela prefeitura, numa clara demonstração de quem não quer negociar. Pelo visto, teremos que ir para o Dissídio Coletivo, o que deve ser julgado dentro de aproximadamente um mês, aumentando ainda mais os dias letivos a serem repostos.

O prefeito continua alegando não ter condições de reajustar nossos salários, mas continua nomeando cargos comissionados e distribuindo gratificações para funcionários - basta ler as Portarias assinadas por ele. A receita do município continua crescendo, inclusive o FUNDEB (conforme quadro abaixo), de onde sai recursos para nos pagar.


A Câmara Municipal alega estar nos bastidores, intermediando, mas não entra em cena para ajudar a RESOLVER nada, aliás a maioria dos vereadores não sabe ou finge  não saber do que realmente se passa com os servidores da educação.

Assim sendo, os manifestos que estão acontecendo e que tem, sim, prejudicando o povo e que, às vezes, nos fazem sair do sério - e os outros também - tornam-se necessários, para que saia da inércia e se junte a nós, uma vez que a nossa luta é justa e legal. Não estamos pedindo nada além  do que é nosso direito: DIGNIDADE!

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

A IMPRENSA TEM COR?

Um recado para o presidente da câmara
Marcelo Sputinick dando continuidade à reunião da câmara.


Quando se diz que a imprensa costuma ser tendenciosa e prestadora de um desserviço à comunidade, quando se atrela aos interesses da política local, costumam nos criticar. Por isso, transcrevo abaixo, parte da reportagem do Blog O Popular, sobre o tumulto da reunião da câmara de ontem, com devidas observações "esquecidas" pelo repórter Bell Silva:

... "A confusão começou no momento em que o vereador Belmar Diniz (PT) usava a Tribuna e pedia que os colegas não votassem nenhum projeto enviado pelo prefeito Teófilo Torres (PSDB), enquanto ele não concedesse o reajuste para os professores da rede Municipal de Ensino. Antes disso, Nasser já havia advertido o plenário quatro vezes, que se caso houvesse alguma manifestação, o que é proibido pelo regimento interno da Casa, ele iria suspender a sessão. Como não foi atendido, o edil foi obrigado a interromper a fala de Belmar Diniz e a reunião, suspensa por quinze minutos ...

É muito difícil estar alí  sem poder manifestar depois de ouvir certas asneiras como o vereador Fabrício dizer que soube por um professor que teve avanços na negociação(????); o Vanderlei dizer que tem feito todos os esforços necessários para interceder por nós; um presidente de partido dizer que seu partido orienta seus eleitos a representarem os anseios do povo. Por que pode-se aplaudir um homenageado e não se pode aplaudir um vereador que, numa demonstração legítima de representação do povo, chama a atenção de seus pares aos lembrar-lhes que eles são representantes do povo e não do prefeito?

... Que a Câmara Municipal é a “casa do povo”, isso não há dúvida, ninguém questiona, mas nem por isso dá o direito das pessoas faltarem com respeito com os parlamentares que estão ali nos representando, estejam eles nos agradando ou não, afinal, eles foram eleitos para representar a população e não uma pessoa, ou um grupo qualquer. Até na nossa casa temos que ter respeito e mostrar que somos civilizados.

Se o povo não pode protestar na "casa do povo", onde ele vai protestar se os objetivos da Tribuna Popular, criada em 1988, foram adulterados pela mesa diretora atual da câmara, à surdina? Aquele "grupo qualquer" a que você se refere é parte de 2.000 servidores, que estão sendo lesados pela administração atual, que se diz não ter dinheiro para reajustar seus salários, mas todos os dias incha a máquina administrativa com nomeações para cargos comissionados, conforme Portarias fixadas na sede do executivo, à mostra, inclusive para repórteres.

Os protestos são válidos dentro da normalidade, saiu disso vira bagunça e perde completamente a credibilidade e o apoio da população, prova disso, é o que vem ocorrendo na cidade com relação aos professores. Segundo informações, são mais de 650 servidores no município e desde as primeiras assembléias, apenas um número pequeno entre 100 a 130 pessoas estavam presentes.

Protestos normais é ficar calados, aceitando a omissão da maioria dos vereadores? Você já procurou saber quem tem mais credibilidade: Esta Câmara ou os professores? Todos os servidores são convocados para participarem das assembleias, onde todos tem direito a voz e voto. De forma que, aqueles que não comparecem às mesmas para defender as suas reivindicações e/ou ideias, automaticamente, estão delegando aos que se fazem presentes, plenos poderes para representá-los. A única vez que uma pequena maioria de servidores compareceu a uma assembleia do SINTRAMON, foi quando o seu atual patrão, ex-prefeito, mandou os detentores de cargos comissionados e demais chefias para a assembleia. Eles sim, eram a maioria ... 

Hoje nas manifestações, esse grupo foi reduzido ainda mais, não passando de 40 pessoas, entre professores e sindicalistas. O protesto é uma ótima ferramenta do cidadão, seja ele professor ou qualquer outro profissional, mas não podemos banalizá-la com atos grotescos e desrespeito, isso só faz com que a credibilidade do ato se perca. "

Você se engana, meu caro, o nosso grupo não é de 40 pessoas. Atualmente, este grupo é de um pouco mais de 30 mil pessoas, formado por servidores, familiares, alunos, pais e outras pessoas de bem, eleitores em sua maioria. Só nos falta poder de mobilização, uma vez que, ainda, boa parte deles ainda está adormecida ... 

Por fim, não queira desqualificar o nosso movimento. Isto, sim, é que faz com que as pessoas percam  a credibilidade na imprensa.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

OS BANANAS




Há um bom tempo arquivei esta foto histórica dos 9 edis monlevadenses, eleitos pelo povo, mas que como bem afirmou Belmar Diniz, aquele que não compactua com o plano diabólico dos nove, "pensam que foram eleitos pelo Teófilo Tôrres " e por isso, comem na mão do mesmo, fazendo o jogo do toma-lá-da-cá, muito comum naquelas cidadezinhas interioranas, onde ainda impera o coronelismo.

Até pensei que em pouco tempo, este grupo se desmembraria, uma vez que parte deles resolveria sair do armário e assumir o papel de legítimos representantes do povo. Ledo engano. O que pude ver, hoje naquela fatídica reunião da câmara, foi um bando de sanguessugas, demagogos e descompromissados com um verdadeiro projeto político para a nossa cidade. Só se prestam a homenagear autoridades com título de cidadania honorária, distribuir menções honrosas e votos de pesar de falecimentos, com a única intenção de autopromoção e politicagem.

Então, mais uma vez tive vergonha ... vergonha de estar ali naquela reunião; de ter que mostrar a minha indignação com a omissão dos mesmos; de ver que dois cidadãos comuns - e muitos outros - se sentiram obrigados a manifestar oralmente a sua indignação, o que é proibido pela CASA DO POVO, em defesa do povo; enfim, de estar ali de "pires na mão", mendigando apoio daquela casa para a causa do professor e ainda ter que ouvir  de alguns daqueles "bananas", que  estão sensibilizados com a nossa luta e tem intermediado junto ao prefeito para que se resolva o mais rápido possível uma pendenga que já dura 6 meses ... É demais para a minha humilde inteligência!

A única e última esperança que me resta neste momento é esperar que aqueles 9 vereadores levem a sério a proposta do vereador Belmar Diniz de "TRANCAR A PAUTA", ou seja, não votarem nenhum projeto do executivo antes de se discutir a dívida do reajuste salarial, que o prefeito tem com os servidores e que deve ser paga ainda neste ano e não no próximo ano, ano em que ele precisará do voto da população para eleger o seu irmão a deputado estadual. Somente assim, poderão se redimir, na tentativa de serem, pelo menos, respeitados como autoridade política de nossa cidade. Caso contrário, senhor presidente da câmara, as reuniões do legislativo só poderão acontecer na sua casa, a portas fechadas e guardada por força policial.

Maiores detalhes sórdidos da reunião de hoje, ficam por conta da imprensa local, para que ratifiquemos ou não a sua postura de quarto poder dentro da sociedade política; já que um deles - o legislativo - já está começando a abrir falência ...

Monlevade não merece isso. Os cidadãos monlevadenses não merecem isso!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

CURTÍSSIMAS...



MANIFESTO

Se o radialista Carlos Moreira, ontem, em seu programa na rádio cultura  teceu severas críticas ao manifesto dos professores, alegando que a população não pode ser prejudicada pelo fato de o prefeito "não poder reajustar os salários dos servidores", sobraram elogios feitos pelo Geraldo Espinhaço, 10 minutos depois, em seu programa da rádio comunicativa. O SINTRAMON, o grupo Transparência, professores, pais e alunos deverão dar continuidade ao movimento, amanhã, prometendo parar o trânsito até o dia em que o prefeito RESOLVER negociar. Se ontem, havia 40 pessoas, hoje tinha pelo menos 300.

OPERAÇÃO TARTARUGA:

Hoje, completaram 30 dias letivos a serem repostos na carga horária anual dos alunos. Enquanto a administração municipal faz de conta que não sabe contar, a comunidade escolar começa a se preocupar com o efeito cascata da operação: término do ano letivo em março/2014. Os alunos do 9º ano serão os maiores prejudicados, já que as aulas do ensino médio, possivelmente, iniciar-se-ão em 15 de Janeiro, por causa da Copa do Mundo. A estas alturas do campeonato, a torcida por uma greve no Estado é muito grande ... 

GUILHERME NASSER:

O Presidente da câmara, Guilherme Nasser, "sensibilizado" com o movimento paredista, chamou os professores para uma reunião, na tentativa de ajudar a resolver a nossa questão. A primeira pergunta proferida por ele foi: "O que está acontecendo, afinal de contas?". E quando foi questionado sobre a ausência do seu discurso (e prática!) na câmara, em defesa dos professores, como no mandato anterior, alegou que antes, quando era oposição, não tinha acesso às informações; e que agora ele a tem.
Só AGORA? Quando a esmola é muita ...

UM PESO E DUAS MEDIDAS:

Se no princípio da administração a secretária de educação bateu de frente com diversos professores, impedindo-os de reduzirem suas cargas horárias, agora, com o "bicho pegando", ela está aumentando a carga horária até de professor que está em ajuste funcional, mesmo sabendo que outro pode fazer o serviço dele. Cadê o tão propalado choque de gestão, através da desoneração da folha de pagamento?

ENQUANTO ISSO ...

A prefeitura teima em não demitir, aproximadamente, 110 funcionários já aposentados, para não ter que pagar a multa rescisória de 40% do FGTS. É bom lembrar que os anuênios pagos aos demais, a contribuição com FGTS e INSS economizados, já desoneraria bastante a folha de pagamento. Pelo contrário, a máquina continua sendo inchada através de novas nomeações e cargos comissionados. É também por isso, senhor prefeito, que, nós, professores municipais, não podemos aceitar reajuste de 0% em nossos salários ...

MATANDO A COBRA E...

Quem pensa que o Sinval é bobo, engana-se. Ele anda para cima e para baixo com uma máquina fotográfica, onde o mesmo vem registrando "as suas obras". Ninguém divulgou as fotos das árvores doentes do Areão, mas, com certeza, ele mesmo as fotografou antes de podá-las, sabendo que muito chumbo grosso viria ...


QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA:


Esta casa, situada à rua Miguel Arcanjo Machado, no bairro Nossa Senhora da Conceição, está abandonada há pelo menos 15 anos. Por isso, os pombos se alojaram na mesma, onde se reproduziram, trazendo diversos problemas para a vizinhança, dentre eles a possibilidade de transmissão de doenças. A forma mais comum de infecções causadas pelos pombos, é feita pelas vias respiratórias, através da inalação das fezes secas depositadas nos mais variados lugares, como em carros, chãos, janelas e calçadas. Porém outro modo de contaminação bastante comum é através do piolho dos pombos que podem cair sobre as  pessoas quando eles voam. 




quinta-feira, 8 de agosto de 2013


PROCURA-SE UM GESTOR



Ultimamente, tenho me reportado aos diversos conceitos e observações sobre a administração pública, para tentar entender o que pode passar pela cabeça de um sujeito que, da noite para o dia, sem nunca ter administrado nada e, principalmente, pensar que conhece a “coisa pública” e que, pelos braços de um povo desiludido com outro administrador, é levado ao cargo majoritário de um município.

Este cargo de liderança tem se tornado uma bomba prestes a explodir a qualquer momento, uma vez que a verdadeira forma de se tornar um bom líder, é fazer uma administração voltada para o bem coletivo, o que não temos visto até agora, uma vez que vários pactos umbilicais têm sido celebrados, onde as prioridades e os mais necessitados são excluídos.

Assim sendo, vai se vendo uma cidade totalmente desfigurada pela intransigência e incompetência de um administrador público que, aos poucos vai se rodeando de assessores e comissionados, premiando-os pelo apoio recebido durante o período de campanha, confirmando mais uma vez aquele conceito de que cargo de livre nomeação é uma forma que inventaram de impor à Administração Pública a presença de pessoas que não tiveram capacidade para passar em concurso público, nem a competência para ganhar uma eleição.

Desta forma, incha-se a máquina administrativa por causa dos apadrinhamentos políticos, na esperança de poder continuar fazendo besteiras com o aval dos protegidos, às custas de 0% de reajuste salarial.

Decididamente, a nossa cidade não poderia passar por mais esta ... o povo de Monlevade não merece passar por esta situação, embora ouçamos da boca de muitos a fatídica máxima de que “o povo tem o governo que merece”.

Se ser competente é acertar um alvo que ninguém acertou e ser administrador é acertar um alvo que ninguém viu, ficaremos a ver navios por muito tempo, aguardando o advento de um verdadeiro gestor, um verdadeiro líder que consiga colocar a nossa cidade nos trilhos ...

Atualmente, a minha frustração maior é a de ter acreditado que não haveria um sucessor pior que o antecessor. Ledo engano. E para minimizar esta dor, vou jogando pedras na esperança de que alguém as recolha e construa algo, que venha, de fato, atender aos anseios do povo, na tentativa de me redimir ... mas, como está difícil!


Finalmente, devo dizer que quem sabe faz a hora ... Vamos esperar acontecer o pior?

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

TIPO RÁDIO ...



Não sei se nos planos do atual prefeito, no que se refere a ouvir o povo, incluiu-se a questão do trânsito; até mesmo porque eu não fui procurado para falar e nem sei se seria ouvido, mas já há um bom tempo que a população vem pedindo aos prefeitos e até hoje, desde os dois últimos mandatos, nenhum prefeito teve a coragem(?) de fazê-lo: tornar mão única, para quem sobe para o bairro Santa Bárbara, a avenida Getúlio Vargas,  a partir do trevo da CVG .

A avenida Gentil Bicalho foi construída com duas vias, justamente, com o objetivo de desafogar o trânsito intenso da Getúlio Vargas, o que com o tempo tem aumentado substancialmente. É preciso que o poder público entenda que na extensão daquela avenida há casas comerciais, além de uma igreja evangélica, cujos clientes e fiéis, respectivamente, necessitam de estacionar seus veículos, o que,. constantemente, tem provocado engarrafamento do trânsito naquela avenida.

Aliás, o que se pode observar em nossa cidade, é a quantidade de obras que acabaram se tornando verdadeiros elefantes brancos e/ou caídas no esquecimento até que tais obras sejam depredadas ou usadas indevidamente. Assim, temos um terceiro cemitério e um parque ecológico (Areião), inclua-se a isso o Memorial do Aço, construídos pela metade, uma Internet Comunitária que não atende aos anseios da comunidade (Prandinet), uma Estação de Tratamento de Esgotos inaugurada que não funciona, bem como temos e temos a avenida Gentil Bicalho, que tem servido de estacionamento de caminhões. E se pesquisarmos vamos encontrar mais ...

De maneira que, estamos vivendo numa cidade onde, tudo que depende do poder público, nada funciona bem. As ruas estão cheias de buraco, mato, entulho e sujas, por quê? O trânsito em nossa cidade é caótico, por quê? 80% dos semáforos não funcionam, por quê? Está faltando atendimento médico em nossa cidade, por quê? A operação tartaruga na educação já vai fazer 3 meses, por quê? Já foram queimados 2 ônibus coletivos, por quê? As verbas deixadas pelo prefeito anterior não estão sendo utilizadas, por quê?

Respostas para estas perguntas são fáceis e só há uma. É porque, em nossa cidade, os poderes executivo e legislativo são "meia-bocas", NET (Não Está Trabalhando), ou seja, tipo rádio debaixo de um temporal ...

Onde estão os vereadores, que já deveriam ter tomado alguma providência, fazendo cumprir aquela lei que obriga o prefeito a dar continuidade à obra do seu antecessor? É sabido que a cidade está tendo que devolver verbas destinadas a obras públicas, porque passou do prazo de licitá-las ... Onde está o prefeito que prometeu RESOLVER muita coisa, mas que não está dando conta nem daquilo que não necessita de dinheiro e, sim, de arregaçar as mangas e ... TRABALHAR ... e fazer com que os seus assessores façam jus aos seus polpudos salários? 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

O PREÇO DA DESCONCILIAÇÃO



Ontem, aconteceu mais uma reunião (des) conciliatória no TRT, em Belo Horizonte. Pelo visto, mais uma vez os procuradores jurídicos e a secretária de educação foram à capital fazer turismo, ou seja, para gastarem de forma irresponsável mais dinheiro público, aquele que eles dizem não ter o suficiente para reajustar nossos salários. E como nenhum deles tinha poder de decisão, não puderam fazer nada, mesmo depois de confirmarem que a planilha do sindicato estava correta, alegando que o Prefeito não quer correr nenhum risco reajustando os salários agora e depois, passar aperto, caso a receita do município caia.

O SINTRAMON, além de ter levado a nossa aceitação da proposta feita pelo Tribunal, compareceu devidamente acompanhado de assessoria econômica, demonstrando mais uma vez seriedade e compromisso com o serviço público, o que, infelizmente, não se pode dizer o mesmo sobre a postura da atual administração.

A desembargadora, na tentativa de agilizar o processo, já que a administração parece querer fazer todo o mundo de bobo, inclusive aqueles pau-mandados que lá estavam presentes, propôs que se dividisse o percentual inflacionário em até três prestações, mas como "os meninos de recado" só servem para dar recados, ficou marcada uma nova reunião para o dia 20 de agosto.

Desta vez, para que a Secretária de Educação, Helena, não passasse vergonha novamente, a procuradoria é quem clamou pelo retorno do horário normal das aulas, ao que a desembargadora replicou: Os professores é quem sabem, façam tal proposta a eles, mas voltar de mãos vazias ...?

Enquanto isso, a administração, na tentativa de nos vencer pelo cansaço, continua cortando o nosso ponto, o que dificultará ainda mais a reposição das aulas perdidas e/ou sairá mais caro para a administração. No dia 07 de agosto, quando voltarmos do recesso escolar, a operação tartaruga retornará; desta vez com maior adesão dos educadores e mais fortalecida pela indiferença e irresponsabilidade administrativa do Senhor Prefeito. 

Diante de tudo isso, continuam no ar algumas perguntas que não querem calar: O prefeito tem a real noção dos gastos financeiros, em excesso, com esta peleja? Quem dá as cartas e/ou as caras nesta administração? A administração está preparada para os desgastes causados por esta pendenga? E quanto aos "Meninos de recados", até quando vocês servirão de fantoches, caso vocês ainda não perderam a vergonha na cara? 







segunda-feira, 22 de julho de 2013

CRÔNICA PRETA E BRANCA

Já há um bom tempo que venho pensando em escrever uma crônica para os torcedores de um time qualquer. Não porque sejam mais importantes que eu  e nem porque o seu time seja melhor que o meu. Sim, pelo fato de os mesmos serem os mais apaixonados: Aquele tipo de amante que quanto mais apanha, mais ama, mais se apaixona; e quando surge uma esperança de ter uma  retribuição maior pela sua paixão, mais ama, mais se apaixona, mesmo que apanhe novamente ...

O mais interessante é falar do torcedor, porque mesmo que os dirigentes passem, os jogadores passem; o que fica é o torcedor. Ele defende as cores do seu time mesmo que, de repente, a sua camisa se torne cor de rosa... Ele defende as cores de sua bandeira, mesmo quando insistem em compará-la a um pano de chão. Quando falam mal de seu time, buscam no baú da memória as glórias de um time do passado, que nem mesmo ele pôde comemorá-las. Lembranças longínquas ...

Mas, o mais triste, por ser o mais real, pode ser  a comparação dos nossos times atuais Sim, porque o presente é o que vale. Aliás, acho bastante ridículas as estatísticas baseadas em retrospectivas centenárias ou que seja decenais, para justificar favoritismos ... Mais do que isso, o que vale é o confronto direto, apesar que sempre vai haver aquela desculpa de que fulano, beltrano e sicrano estavam machucados, impedidos pelo departamento médico de jogar, quando a culpa não cai nas costas da arbitragem, e por aí vai ...

E assim, vão surgindo as anedotas, aquelas piadinhas sem graça ( só quando atingem a mim e/ou ao meu time, é claro!). Nas redes sociais, então, o confronto é bastante direto. A torcida de um também é para que o time do outro perca, para que ele não se vanglorie daquela vitória e até mesmo para que o mesmo pare de contar com o ovo no fiofó da galinha ...

No meu convívio há, na sua maioria, bastante atleticanos. Pessoas batalhadoras, honestas, tudo gente boa e muito apaixonadas. No momento em que se aproxima a decisão final da Libertadores da América, resolvi dar-lhes uma "trégua". Um time que tem em seu escrete um Victor, Rever, Ronaldinho Gaúcho, Tardelli, Jô, Bernard, Luan e outros menos importantes, merece ser campeão das Américas pelo que tem desempenhado até agora, mesmo que e apesar de, tenham que iniciar um jogo perdendo de 2 X 0 ...

E como gosto bastante destes atleticanos - meus chegados - independente do resultado, imploro que não tenham um ataque cardíaco, pois, preciso de vocês, vivinhos, para que possamos continuar esta zoação, até mesmo porque já temos um clássico marcado para o próximo domingo.

E, desde já, já vou dizendo-lhes: Não sou nenhuma Maria, não, tá?

sexta-feira, 19 de julho de 2013

SINAL FECHADO



Desde o final do mês de fevereiro o SINTRAMON vem tentando negociar, junto à administração pública, um acordo coletivo de trabalho. Normalmente, o carro-chefe de uma negociação é a cláusula econômica, ou seja, a que trata de aumento e/ou reajuste salarial, no caso específico dos servidores, 10%.

A prefeitura vem se negando, não somente a atender tal  reivindicação, como também se nega a negociar, uma vez que não existe negociação, quando se propõe 0% de reajuste e de aumento salarial. Por isso, a partir do dia 24 de Abril foi deflagrada uma greve, sustentada apenas pelo magistério, e que foi transformada em operação tartaruga desde o dia 13 de maio até a presente data.

Em 07 de maio, na Superintendência Regional do Trabalho, em Belo Horizonte, a corregedoria, depois de ouvir as partes, sugeriu   que a prefeitura reajustasse nossos salários em 6,97% (inflação acumulada de março/12 a março/13 e que fosse reajustado o vale alimentação para R$ 228,00 para todos os servidores. Assim sendo, o Sindicato aceitou trazer tal proposta para a nossa assembléia e  a procuradoria da prefeitura, por um momento, teria aceitado trazer a citada proposta para análise. Só que enquanto marcavam uma nova data para se assentarem novamente, um dos procuradores da prefeitura resolveu ligar para a assessoria econômica do prefeito, ao que a mesma ordenou que não aceitassem nenhuma proposta que viesse de tal Tribunal, gerando um impasse.

Diante disso, o SINTRAMON ajuizou um Dissídio Coletivo no Tribunal Regional do Trabalho quando, em primeira reunião conciliatória, na segunda feira, dia 16, a administração, demonstrando, mais uma vez, uma conduta amadorística e irresponsável, em vez de enviar a equipe econômica para justificar o porquê de 0% de reajuste, manda procuradores jurídicos que, além de não apresentarem dados financeiros comprobatórios, como o fez o SINTRAMON, não tinham poder de decisão. Da mesma forma, também se fez presente a secretária de educação, preparada apenas para blindar o prefeito e os alunos, dizendo que o prefeito é um jovem idealista e cheio de vontade de trabalhar e que a greve teria sido precipitada, manifestando sua preocupação com o prejuízo da carga horária do aluno; atitudes severamente criticadas pela desembargadora, recomendando-lhe maior sensibilidade com a causa dos professores.

Novamente é sugerido à administração que se ofereça pelo menos o índice inflacionário e a desembargadora recomenda que, na  reunião, agendada para a próxima terça feira, esteja presente a equipe econômica ou alguém que possa, realmente, responder pela administração pública municipal.

O que se pode concluir de tudo isso é que ou o antigo ditado “em casa de ferreiro o espeto é de pau” continua vingando nesta cidade, administrada por um advogado,  ou então a administração atual, em detrimento do humano, tem se preocupado em caiar o sepulcro, uma vez que, até agora, já foram anunciados um investimento de 1,5 milhão de reais  na manutenção e conservação das escolas,   um empréstimo de 3 milhões de reais para asfaltamento, o pagamento de uma dívida de 11 milhões de reais, além de a administração estar disposta a gastar 100% a mais na reposição da carga horária, cortando nossos pontos.

A falta de diálogo, a intransigência e, conseqüentemente, a permissão da instauração de um dissídio coletivo,  são práticas de um governo ditador - sistema banido há muito tempo em nossa sociedade – o que trarão prejuízos políticos para o prefeito e um desastre imensurável a toda comunidade escolar, uma vez que a partir do mês de agosto o ano letivo começará a ser comprometido.

Uma coisa é certa: Se o prefeito está pensando em administrar esta cidade desprezando os servidores públicos, esquecendo-se de que são eles que fazem a máquina administrativa funcionar, engana-se, pois os da educação, verdadeiros formadores de opinião, estão conseguindo multiplicar, e bastante, o seu índice de rejeição, tornando-se mais fortalecidos na luta pelo respeito à sua dignidade.