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quinta-feira, 5 de abril de 2012


CENTRO EDUCACIONAL: 
40 ANOS CONSTRUINDO EDUCAÇÃO (*)



Em seis de abril de 1972 o Centro Educacional de João Monlevade abre suas portas aos mil alunos da 5ª série do 1º grau e aos 105 matriculados na 1ª série do 2º grau.  A data se cristalizou em história porque marcou efetivamente o início das aulas. O processo de criação da escola começara, entretanto, um ano antes. O Prefeito Municipal Prof. Antônio Gonçalves, tomando posse no início de 1971, deflagrara o processo, criando  a nova escola através da Lei Municipal Nº 260/71, defendida e apoiada pelo então presidente da Câmara Wilson Vaccari. Enquanto se levantavam as paredes do novo prédio escolar, a Comissão Municipal de Educação, composta pelos Professores Héber Fraga de Assis, Vicente Soares, Wilton Rodrigues de Oliveira, Lúcia Muniz Telles e Vilma Stéfani, construía seu projeto pedagógico

No meio do percurso, a promulgação da nova LDB, a Lei Nº 5.692/71, redirecionou o trabalho dos planejadores do CEJM, fazendo com que o seu projeto pedagógico se desenvolvesse em sintonia com os objetivos da Lei que deslanchou uma das maiores mudanças na educação brasileira.

Aquele seis de abril de 1972, a despeito das dificuldades iniciais de qualquer empreendimento que toma corpo, firmou definitivamente alguns marcos para a história educacional do município de João Monlevade:
  • Instalação da primeira escola pública municipal;
  • Primeira escola a implantar a sondagem de aptidão profissional no ensino fundamental;
  • Primeira escola a contar, na Equipe Técnica, além de Diretor e Secretário, com supervisores e orientadores educacionais;
  • Primeira escola a atender com relativa tranqüilidade a crescente demanda educacional de Carneirinhos.

A Primeira etapa gerencial de nossa escola foi marcada pela preparação do Corpo Docente, através de Curso de Treinamento na Arpas e a construção coletiva da proposta pedagógica, conforme recente Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 5692/71), foram trunfos extraordinários. Paralelamente, outra saga inesquecível, vivida com giz, poeira, livros e barro, era vivida pelos alunos e professores, nos primeiros dias de aula, com o prédio ainda em construção. Não obstante, o CEJM marca presença grandiosa nos desfiles de Sete de Setembro, que celebraram o Sesquicentenário da Independência do Brasil, em 1972.

A Direção de uma escola é ponto crucial em seu desenvolvimento. Crises nesta área marcaram os seus quatro primeiros anos, passando pelas mãos de quatro diretores: a Profª Emilse Pacheco Alves dirigiu o CEJM por um ano, passando o comando, em 1973, para sua Vice-Diretora, Maria Irene Amorim Ruminski, que deixou o cargo dois anos depois. Nomeado em maio de 1975, o Cônego Dr. José Higino de Freitas, acometido de doença grave, foi, após quatro meses, aposentado por invalidez. Em 1975, toma posse o quarto Diretor, o Prof. Geraldo Eustáquio Ferreira (Dadinho), que, a despeito de sua juventude e inexperiência, colocou o pé na estrada com algumas medidas significativas: a substituição dos conceitos por créditos na tradução dos resultados, a introdução gradativa de língua estrangeira, a construção de um novo Currículo Pleno e a montagem do processo de reconhecimento dos cursos.

A grande marca deste segundo período foi, sem dúvida, a consolidação da atuação do Diretor, o Prof. Geraldo Eustáquio Ferreira, que, articulando professores e equipe técnica num trabalho bastante integrado, conduziu a escola a um excelente patamar. Datam deste período, entre outras realizações: a reforma do prédio, localizando Diretoria e Equipe Técnica em instalações mais funcionais na ala direita do prédio, onde até hoje permanecem; a   criação da Biblioteca e do Banco do Livro Didático; a obtenção do reconhecimento dos cursos de 1º e 2º graus, através da Portaria 072/79, de 21/02/79;  a instalação da Semana da Normalista e Semana da Secretária; a criação do Centro Cívico Escolar Rui Barbosa, coordenado pelo professor Afonso Alves Ferreira e da Associação de Pais e Mestres;  a realização da I Semana de Estudos do Corpo Docente em Integração com a EMIP; a reconstrução de um novo Regimento Escolar; a implantação da Merenda Escolar;  a instituição da Caixa Escolar, com diretoria e estatutos próprios, e, para finalizar, a instalação dos Círculos da Escola de Pais do Brasil.

Ao lado dessas atividades propriamente administrativas e pedagógicas, o CEJM viveu um forte período de presença em festivais de Música, Teatro, Gincanas, Concursos Literários e Olimpíadas. As comemorações do 10º Aniversário foram realizadas com muito brilhantismo. Desta comemoração, além da construção da Quadra de Esportes, ficou o refrão de uma paródia sobre música de Geraldo Vandré, que projetou o futuro da Escola: “Vem, vamos embora, que esperar não é saber! Se vencemos dez anos outros mais vamos viver!”

O início deste terceiro período coincide com a segunda recondução de Germim Loureiro à Prefeitura Municipal. Após uma interinidade de seis meses como Diretora, em agosto de 1983, a Profª Geralda Maria Nunes Machado é confirmada no cargo. Percebe-se neste período uma participação mais intensa da escola em eventos da comunidade: o CEJM brilha no 3º Forró das Escolas, na Feira da Paz, no Dia Nacional de Ação de Graças, nos Jogos da Primavera, na Gincana Cultural Intercolegial, na Feira de Ciências.

Em plano interno, criam-se as solenidades do Dia do Estudante, da Confraternização dos Professores, da Páscoa dos Funcionários, da Encenação da Via-Sacra, idealizada e coordenada pelo professor Afonso Alves Ferreira, da Noite do Boi Bumbá, Noite Cigana, Grito de Carnaval, entre outras promoções.

Cria-se o Curso Científico e institui-se a Medalha Cônego José Higino de Freitas, para premiar os alunos mais brilhantes. Na comemoração dos 15 anos do CEJM, premiam-se os professores e funcionários mais antigos com um relógio. Finalmente, o CEJM, pela sua atuação em 1987, recebe o Troféu Araponga, no início do ano seguinte. Formam-se as primeiras turmas do Curso Científico, colhendo-se, também, boas vitórias dos alunos em vestibulares.

No início de 1989, Leonardo Diniz assume o governo municipal, eleito pelo Partido dos Trabalhadores. Instaura-se, então, a eleição direta para Diretor de Escola Municipal. Enquanto se preparam as eleições, assume interinamente a diretoria do Centro Educacional, a Profª Maria da Conceição Cotta Cruz. Realizado o pleito, foi escolhida a Profª Maria Salomé de Moura Oliveira, que assume em 31 de agosto.

Os destaques do período ficaram com a realização do I, II, III, IV Educe (Encontro de Educadores do Centro Educacional) e com a participação no Projeto Semear, promovido pela Secretaria Municipal de Educação, idealizado pela Secretária de Educação, a Professora Vera Lúcia Drumond Westgeest. Encerrou-se o período com uma bela festa comemorativa dos 20 anos de instalação da Escola, que contou com as presenças dos quatro Prefeitos Municipais dos últimos vinte de anos, e dois dos ex-Diretores: a Profª Emilse e o Prof. Dadinho.

Germim Loureiro, em 1993, assume pela terceira vez o governo municipal, indo para a Secretaria de Educação a ex-Diretora do CEJM, a Profª Geralda Maria Nunes Machado. O prédio escolar recebe ampla reforma, que tem como destaque a construção do Refeitório para os alunos.

Em meados de 1993, realizam-se novas eleições para Diretor nas Escolas Municipais, vencendo o pleito a Profª Leiva Leite Lima, que assume em 24 de setembro. Na Semana do Folclore, singela homenagem foi prestada ao ativista cultural e folclorista Nilton de Souza, então recentemente falecido.

Entre os eventos promovidos com vistas ao enriquecimento curricular, a novidade foi a promoção do I, II e III Ejucen – Encontro da Juventude do Centro Educacional – idealizado e coordenado pelo Prof. Afonso Alves Ferreira. Outra medida de impacto foi o estabelecimento do mínimo de 60% de aproveitamento para a promoção.

Digna também de menção, ainda neste período, é a implantação do Programa de Gerenciamento de Qualidade Total, preparado com Seminários e Cursos de Treinamento e finalmente aplicado, embora com algumas resistências por parte dos docentes. A festa do Jubileu de Prata do CEJM constou de ampla programação cujo ápice foi uma Sessão de Gala no Anfiteatro, quando se ofereceu às autoridades presentes uma publicação resgatando os 25 anos de História do CEJM, a partir das crônicas deixadas pelos seus ex-diretores.

O período letivo se inicia ainda sob a direção da Profª Leiva Leite Lima, eleita para um segundo mandato, que se inicia em 1º de janeiro de 1998. O destaque para o período é o EJUCEN,- Encontro da Juventude do Centro Educacional -  reeditado por mais seis vezes, firmando-se como excelente instrumento de conscientização e formação ético-religiosa do jovem estudante.

A infra-estrutura física ganha novo suporte com a cobertura da Quadra de Esportes e com a construção do Palco interno, que vai dar novo alento a eventos como Feira Cultural, II Arraiá do CEJM, Noite da Primavera e I Festa da Família. Instauram-se premiações para alunos – ALUNO DESTAQUE – e professores – PROFESSOR NOTA DEZ – à guisa de reconhecimento para esses, e incentivo para aqueles, por sugestão da professora Maria Villani Bedetti Alves.

Confirmando a qualidade de seus alunos e profissionais, naquele ano de 2000, o Centro Educacional é apontado pela UFMG como a melhor escola pública de Minas Gerais, ocupando a 11ª posição entre aquelas que mais aumentam o desempenho de seus alunos.

No plano didático-pedagógico criam-se a Horta Escolar, o PAC (Projeto Aluno-Cidadão) como proposta de ensino acelerado e mais  duas instituições escolares: O Coral do CEJM e o Grêmio Estudantil,coordenados pela Orientadora Educacional Rosângela Vieira Lage e pelo professor Afonso Alves Ferreira, respectivamente; tendo o Grêmio Estudantil como primeira presidente a aluna Naira Soares Ananias. Implementa-se, também, o Projeto Sexualidade. As comemorações do 30º Aniversário da Escola, ocorridas em 2002, já se realizam sob a coordenação do 3º Diretor eleito, o Prof. Geraldo Gomes Fonseca, ex-aluno de seu curso de Secretariado, que assumira o posto em 2001.

Novo milênio. Novos Tempos. Grandes mudanças. O CEJM não ministra mais o Ensino Médio. Criou-se então o PROEMG (Programa de Ensino Médio Geral) que se transformou mais tarde em EJA – Educação de Jovens e Adultos, trazendo consigo o EJA – Ensino Fundamental, em substituição ao PAC - Projeto Aluno-Cidadão. Não obstante tantas mudanças, alguma coisa permanece. E o troféu vai para o EJUCEN, que realiza mais cinco Encontros.

Na promoção de seus eventos institucionais, a escola se abre para o exterior, para a comunidade, vivendo sua dimensão de escola-cidadã, instalando duas edições do Projeto ENCONTRO COM A NOSSA CIDADE (Resgate Histórico) – idealizado pelo prof. Afonso Alves Ferreira, o Projeto Laboratório Vivo - idealizado pela Prof. Maria Lúcia Ângelo, a Oficina de Materiais Recicláveis, a Campanha de Limpeza e Conservação do patrimônio público, Saraus – criado pela professora Dulcinéia Lírio Caldeira, O projeto Semana do Folclore sob a coordenação da professora Denise Maria Guedes, O PEAS (Programa de Educação Afetivo-Sexual) e o Seminário de Pais – PEAS, concebidos em parceria com a Belgo-Arcelor.

Entre 2005 e 2006, a escola passa por reformas em sua infra-estrutura física e instalações, com a construção do Jardim Central, a ampliação da sala de Reuniões, da Biblioteca Prof. Héber Fraga de Assis (aumento de seu acervo literário e instalação de Internet para uso de alunos) , ampliação e inauguração do Laboratório “Prof. Antônio de Paula”, com a inclusão das aulas de laboratório.

A partir de 2006, o Centro Educacional conta com novo diretor, o 4º por eleição direta, o Prof. Afonso Alves Ferreira, servidor desta escola desde 1976, que dá continuidade aos projetos anteriores como o Arraiá do CEJM e a III  edição da Mostra Científica e institui a I Tarde Literária, idealizada pela supervisora Silvânia de Fátima Hosken, a I Mostra de Conhecimento do EJA, 3ª edição do projeto Encontro Com a Nossa Cidade e o Projeto METAMORFOSE, que visa resgatar valores e conscientizar o educando sobre a necessidade de se preservar o meio em que ele vive. Informatiza os serviços da secretaria escolar, promove o retorno da Fanfarra do Centro Educacional e, em parceria com a Júnior Anchievement/Belgo-Arcelor, abre as portas da escola para o Projeto de Empreendedorismo, que muito contribuiu para a formação dos alunos.

Registre-se ainda o excelente desempenho do CEJM, laureado por quatro vezes consecutivas como destaque no “CEM MELHORES” instituído pelo Jornal A Notícia e a empresa H Design e sua participação nos JEM (Jogos Estudantis Monlevadenses) e JEMG (Jogos Escolares Mineiros).

Finalmente, neste tempo de festejos do 35º Aniversário do CEJM, a direção do Centro Educacional, juntamente com a sua equipe pedagógica, professores e demais funcionários, ganha fôlego, instituindo o Regime de Progressão Parcial com reforço escolar extra-turno, a disciplina OE – Orientação Educacional, onde o pedagogo atua diretamente em sala de aula. No ano seguinte executa o projeto Pan-Americano – idealizado pelo professor Dílson Mauro, cria-se um novo modelo de reunião de pais, onde é proporcionado aos mesmos um encontro com os professores de seu filho, um espaço externo para leitura em frente à biblioteca, dando maiores condições para trabalhos escolares no interior da Biblioteca, através da Internet.
   
Merecem menção ainda dois presentes que a administração Carlos Moreira dá ao Centro Educacional: a construção de arquibancadas na Quadra de Esportes, reforma e pintura geral da escola e a ampliação do Anfiteatro Prof. Antônio Gonçalves, palco de gloriosos eventos e de muitas e diversificadas atividades acadêmicas e comunitárias, que se tornara um dos mais sofisticados espaços culturais da Cidade, trazendo consigo a instalação de uma sala de projeção cinematográfica.

2009. Já no último ano de seu mandato, já se podia registrar a nota 5.1 no IDEB: sendo destaque entre os melhores resultados do Estado de Minas Gerais; 3 edições do Projeto “Um Encontro com a nossa Cidade, 4 Mostras Científicas, 3 Tardes Literárias, além do já tradicional Arraiá do CEJM. Implanta-se a educação física escolar, com ênfase no xadrez para alunos do 6º ano. O CEJM continua brilhando seja nos Jogos Escolares de Monlevade, seja nos  Jogos Escolares de Minas Gerais. Neste ano foi adquirido todo o material para a implantação da rádio-escola e recebido do Governo Federal 10 Computadores para montagem do laboratório de informática, não concluindo tais projetos devido à falta de espaço físico, uma vez que a Universidade Aberta do Brasil ainda não havia sido transferida para a FUNCEC. Neste ano, toma posse um novo prefeito: Gustavo Prandini.

A partir de 2010, a escola está sob o comando de outra direção eleita: Silvânia de Fátima Hosken. Neste tempo, algumas reformas físicas são feitas, no sentido de melhorar o atendimento à comunidade escolar. Cria-se a sala de AEE (Assistência ao educando especial). A Rádio-Escola é inaugurada. Uma das salas de vídeo é transformada em sala para capacitação de professores. Os projetos “Tarde Literária” e “Mostra Científica” são definitivamente institucionalizados, bem como o Arraiá do CEJM. Aumenta-se a carga-horária de Artes. Retira-se OE e educação física escolar. Institui-se a disciplina Geometria e Literatura. Tem início o projeto inclusão Digital. Não se pode deixar de registrar os excelentes resultados de nossos alunos na Olimpíada de Matemática.

O Centro Educacional, há quarenta anos é uma escola admirada por todos, pois tem sido considerada a melhor de Monlevade pela pesquisa de opinião pública, devido ao trabalho, a competência e a dedicação de nossos incansáveis servidores: equipe técnico-pedagógica, professores, auxiliares administrativos e serviços gerais, não me esquecendo, principalmente daqueles que deixaram impressas as suas marcas na história do Centro Educacional, quando aqui se aposentaram e daqueles que foram para o descanso eterno.

(*) História do Centro Educacional de João Monlevade, re-escrita pelo prof. Afonso Alves Ferreira, a pedido da direção da escola, por ocasião da realização do projeto 40 anos do CEJM.
                                     

4 comentários:

  1. Parabéns, Prof. Afonso, pela escrita tão clara e tão expressiva da história do CEJM, que me fez retornar aos anos 75 a 79, quando fui aluno deste colégio que é um baluarte da educação mineira!!!!

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  2. Saudades do CEJM, que continua a brilhar na história da educação de João Monlevade e região!!!

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  3. Meus pais foram professores desta instituição na década de 70 e início de 80. Eram profesores de matemática e tenho certeza e que muitos de seus alunos ainda devem lembrar-se deles. Seus nomes: Deusa e Fernando. Morreram em 83 num acidente de carro, mas fizeram história nesta escola...

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    1. Com certeza, amiga, seus pais também fizeram história em nossa escola.Tive a alegria de conviver com os seus pais ...

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