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sábado, 30 de novembro de 2013

NA CONTRA-MÃO DA DEMOCRACIA 

A criação do Estatuto do Magistério, lei 920/89, do qual sempre me orgulhei de ter dado a minha contribuição como servidor e diretor do SINTRAMON, foi uma conquista de suma importância para nós, professores municipais. Acrescente-se aí, e bastante, a preocupação do Prefeito Leonardo Diniz e de seu vice e também diretor do Departamento de Educação e Cultura, Prof. Antônio de Paula, em deixar este grande legado de valorização para nós.

Em 1993, já na administração de Bio, a citada lei foi violentamente execrada, conforme postagem anterior. A partir daí todo o mundo meteu a mão na lei sem, no entanto, trazer prejuízos para a classe..
Em 2011, o Prandini tentou nos prejudicar, mas deu com os burros n'água, uma vez que  não tinha a maioria na câmara.

20 anos se passaram e, mais uma vez, vem um rolo compressor e nos espezinha. Desta vez, um pouco diferente, já que os dois últimos movimentos paredistas serviram para nos fortalecer ainda mais e conhecer melhor com quem estamos lidando, dando-nos um pouco de auto-confiança, fazendo-nos acreditar que estaríamos incólumes. Ledo engano.

Para se fazer "diferente", já que o diálogo também não faz parte da atual administração, a Câmara de Vereadores "aceitou" conversar com o sindicato e comissão de professores ... pura enganação. Não vou nem entrar em detalhes. Todos nós já sabíamos no que ia dar ...

Com tal atitude, mais uma vez, vereadores da situação e administração municipal perdem novamente, deixando respingar em toda a comunidade escolar as consequências de suas intransigências.

As mudanças que ocorreram na lei, no fundo, poderiam até serem bem vindas, com diálogo, democraticamente discutidas e analisadas com os principais interessados: professores que já estão na lida há um bom tempo e que terão de conviver com a lei bem mais tempo, do que uma administração pública e uma câmara de vereadores politiqueiras, que estão de passagem por apenas mais 3 anos ... Sim, porque do jeito que está, 3 anos já vão ser demais ...

Diante de tudo o que aconteceu e o que tem acontecido, a estas alturas do campeonato, não seria má ideia os possíveis candidatos, o que agora é sabido que diminuíram bastante, não mais se candidatarem, já que pela lei atual o pré-requisito à candidatura é estarem alinhados com o projeto político do prefeito; caso contrário,se eleitos, serão depostos. Ora, se eu não aprovo o projeto educacional (Existe?) da atual administração, não posso votar em nenhum candidato. Daí, é melhor que a administração indique os diretores para as escolas municipais, já que ela prefere andar na contra-mão da democracia.

O mais interessante de tudo isso é que não há nenhum artigo da lei 920/89, onde se trata deste tal "alinhamento severo" com a administração pública e, por mais que houvessem divergências entre direção e secretaria de educação, elas nunca impediram que houvessem alinhamento com os seus projetos.

Esta história, que se repete, ainda não terminou. O próximo passo da administração, em conluio com a maioria dos vereadores, será na próxima data-base: acabar com aquela diferença entre os 6 níveis salariais. A partir daí, só Deus sabe, porque "tudo que começa mal, termina mal". Assim sendo, repito o que postei no início do ano: A educação municipal não será a mesma ...


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