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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

A IMPRENSA TEM COR?

Um recado para o presidente da câmara
Marcelo Sputinick dando continuidade à reunião da câmara.


Quando se diz que a imprensa costuma ser tendenciosa e prestadora de um desserviço à comunidade, quando se atrela aos interesses da política local, costumam nos criticar. Por isso, transcrevo abaixo, parte da reportagem do Blog O Popular, sobre o tumulto da reunião da câmara de ontem, com devidas observações "esquecidas" pelo repórter Bell Silva:

... "A confusão começou no momento em que o vereador Belmar Diniz (PT) usava a Tribuna e pedia que os colegas não votassem nenhum projeto enviado pelo prefeito Teófilo Torres (PSDB), enquanto ele não concedesse o reajuste para os professores da rede Municipal de Ensino. Antes disso, Nasser já havia advertido o plenário quatro vezes, que se caso houvesse alguma manifestação, o que é proibido pelo regimento interno da Casa, ele iria suspender a sessão. Como não foi atendido, o edil foi obrigado a interromper a fala de Belmar Diniz e a reunião, suspensa por quinze minutos ...

É muito difícil estar alí  sem poder manifestar depois de ouvir certas asneiras como o vereador Fabrício dizer que soube por um professor que teve avanços na negociação(????); o Vanderlei dizer que tem feito todos os esforços necessários para interceder por nós; um presidente de partido dizer que seu partido orienta seus eleitos a representarem os anseios do povo. Por que pode-se aplaudir um homenageado e não se pode aplaudir um vereador que, numa demonstração legítima de representação do povo, chama a atenção de seus pares aos lembrar-lhes que eles são representantes do povo e não do prefeito?

... Que a Câmara Municipal é a “casa do povo”, isso não há dúvida, ninguém questiona, mas nem por isso dá o direito das pessoas faltarem com respeito com os parlamentares que estão ali nos representando, estejam eles nos agradando ou não, afinal, eles foram eleitos para representar a população e não uma pessoa, ou um grupo qualquer. Até na nossa casa temos que ter respeito e mostrar que somos civilizados.

Se o povo não pode protestar na "casa do povo", onde ele vai protestar se os objetivos da Tribuna Popular, criada em 1988, foram adulterados pela mesa diretora atual da câmara, à surdina? Aquele "grupo qualquer" a que você se refere é parte de 2.000 servidores, que estão sendo lesados pela administração atual, que se diz não ter dinheiro para reajustar seus salários, mas todos os dias incha a máquina administrativa com nomeações para cargos comissionados, conforme Portarias fixadas na sede do executivo, à mostra, inclusive para repórteres.

Os protestos são válidos dentro da normalidade, saiu disso vira bagunça e perde completamente a credibilidade e o apoio da população, prova disso, é o que vem ocorrendo na cidade com relação aos professores. Segundo informações, são mais de 650 servidores no município e desde as primeiras assembléias, apenas um número pequeno entre 100 a 130 pessoas estavam presentes.

Protestos normais é ficar calados, aceitando a omissão da maioria dos vereadores? Você já procurou saber quem tem mais credibilidade: Esta Câmara ou os professores? Todos os servidores são convocados para participarem das assembleias, onde todos tem direito a voz e voto. De forma que, aqueles que não comparecem às mesmas para defender as suas reivindicações e/ou ideias, automaticamente, estão delegando aos que se fazem presentes, plenos poderes para representá-los. A única vez que uma pequena maioria de servidores compareceu a uma assembleia do SINTRAMON, foi quando o seu atual patrão, ex-prefeito, mandou os detentores de cargos comissionados e demais chefias para a assembleia. Eles sim, eram a maioria ... 

Hoje nas manifestações, esse grupo foi reduzido ainda mais, não passando de 40 pessoas, entre professores e sindicalistas. O protesto é uma ótima ferramenta do cidadão, seja ele professor ou qualquer outro profissional, mas não podemos banalizá-la com atos grotescos e desrespeito, isso só faz com que a credibilidade do ato se perca. "

Você se engana, meu caro, o nosso grupo não é de 40 pessoas. Atualmente, este grupo é de um pouco mais de 30 mil pessoas, formado por servidores, familiares, alunos, pais e outras pessoas de bem, eleitores em sua maioria. Só nos falta poder de mobilização, uma vez que, ainda, boa parte deles ainda está adormecida ... 

Por fim, não queira desqualificar o nosso movimento. Isto, sim, é que faz com que as pessoas percam  a credibilidade na imprensa.

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