MAIS TRANSPARÊNCIA,
MENOS INTRANSIGÊNCIA!
A greve de 64 dias do magistério público municipal, no ano passado, foi uma prova cabal da intolerância e da falta de diálogo e de transparência da administração atual.
Aquela greve poderia não ter acontecido e os desgastes de ambas as partes poderiam ser menores, se houvesse bom senso e "negociação" junto aos professores. Vejam bem, que lutávamos para que nos fosse pago o que o governo federal determinou, a través da lei 11.738/2008. Embora imaginássemos que seria quase impossível recebermos na forma da lei, uma vez que isso significaria um aumento de aproximadamente 50% na folha de pagamento do magistério, uma vez que a administração municipal só "acordou" para isso, no abrir das cortinas de 2011; optamos pela continuidade da greve por causa de uma proposta medíocre esculpida dentro de um gabinete por supostos educadores. Medíocre, porque a mesma era um atentado à nossa capacidade de pensar, que embutia direitos já adquiridos (extra-classe, pó de giz, e etc) na dita lei, ferindo a lei 890/1989.
Hoje, a quase um ano do dia em que decidimos retornar ao trabalho com uma mão na frente, outra atrás e as duas na consciência ao mesmo tempo; a nossa causa encontra-se na justiça trabalhista. Ao que tudo indica, é uma causa praticamente ganha. Só não sabemos quando, quem e como nos pagarão ...
O administrador atual não corre o risco de ser reeleito ( Graças a Deus!). O que assumir necessitará de um belo "jogo de cintura" para fazer um choque de gestão, evitando-se prejudicar ainda mais a classe do magistério e a perda da "qualidade de ensino" ministrado na rede municipal.
Portanto, aguardaremos o que o próximo executivo municipal terá a nos oferecer. E, para começar, vai aí uma sugestão: "ABRIR PARA O PROFESSORADO AS CONTAS DO FUNDEB DE FORMA MAIS TRANSPARENTE E ESTAR ABERTO 'AS SUGESTÕES..."