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quarta-feira, 3 de julho de 2013

O EFEITO CASCATA DOS MANIFESTOS

O EFEITO CASCATA DOS MANIFESTOS

O Brasil, país do samba e do futebol, sempre cultivou o senso comum de que esses dois ópios do povo alienam a população dos problemas sociais. Mas, atualmente, ironicamente, é a preparação do país para receber a Copa do Mundo que acaba mobilizando brasileiros. A população, levantando a bandeira sem cor partidária,  pede o fim da corrupção e do desperdício do dinheiro público, lamentavelmente tão comum em nosso país.

Somente agora, o povo está sentindo que a preparação das cidades para a Copa do Mundo passou a ter prioridade sobre outras necessidades da população. Os financiamentos foram direcionados para obras do futebol, em detrimento da saúde, da educação e da segurança, principalmente.

Em muitas cidades, a situação das escolas é deplorável, sem condições mínimas para que ali se processe um aprendizado adequado.  Os professores da rede pública, por sua vez, são muito mal remunerados. A desmotivação desses profissionais repercute no desempenho de suas funções e o resultado dessa falta de prioridades para o setor é o Brasil figurar em penúltimo lugar, no índice de qualidade da educação, num ranking de 39 países, segundo a empresa Pearson. Pior: um a cada quatro alunos que inicia o ensino fundamental  abandona a escola antes de completar a última série, segundo Relatório de Desenvolvimento 2012 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNDU).

Na área da saúde a situação é grave e preocupante. São comuns os casos de doentes que recorrem aos hospitais públicos  e tem seus problemas agravados pela falta de profissionais e até medicamentos para os primeiros socorros. A todo o momento, os telejornais registram mortes de pacientes em longas filas de hospitais... Quem  responde por essa irresponsabilidade criminosa?

A última desta tríade, a segurança, é outra questão bastante preocupante. O desemprego, o culto à vida fácil, a falta de perspectivas futuras, aliadas ao modelo de um estado corrupto e à impunidade generalizada nos tornam reféns da imoralidade institucionalizada.

É nesse contexto que o Brasil se prepara para 2014. Há quem acredita que a Copa resolva todos os nossos problemas, mas  há um grande risco de que esse megaevento aprofunde os que já temos.

Há uma pergunta que não quer calar: Por que estamos organizando a mais cara das últimas Copas? A Copa no Brasil já está custando mais de R$ 30 bilhões de reais, três vezes o aplicado na Alemanha, em 2006, e no Japão, em 2002. E o que dizer da África do Sul, que gastou quatro vezes menos do que o Brasil, R$ 7,1 bilhões, deixando aquele país endividado após a copa.? Além disso, os gastos de todas as cidades sedes foram além do previsto na reforma ou construção dos seus estádios. É sabido que, em Brasília, o Tribunal de Contas do Distrito Federal identificou o pagamento de serviços em dobro e até de serviços não realizados. Com um orçamento inicial de R$ 650 milhões, o estádio Mané Garrincha, um ELEFANTE BRANCO, consumiu R$ 1,2 bilhão, praticamente o dobro do previsto inicialmente: uma vergonha para o governo e ótimos motivos para a população protestar.

Tudo isso nos deixa indignados e contribui para que aumentem as manifestações populares, a fim de inverter a lógica desse sistema que privilegia o capital em detrimento do social.  Estes e outros setores essenciais à sobrevida do cidadão estão falidos e precisa de uma reação  rápida e enérgica do governo.

Enquanto isso, a FIFA anuncia que terá um lucro de R$ 4 bilhões com a Copa no Brasil, livre de impostos. A presidenta Dilma Rousseff repete o ex-presidente Lula, afirmando que realizaremos "a melhor Copa de todos os tempos". Para quem, presidenta? Eles se esquecem que o povo não precisa só de circo, o povo necessita, sobretudo, de pão também. Até aqui, só a FIFA está ganhando pão e é por isso, também, que a população vai às ruas para protestar, com razão.

Finalmente, toda esta insatisfação acabou por respingar  nas outras esferas do poder, despertando a população de um modo geral  para os problemas “domésticos”. Monlevade, não poderia ficar fora desta, uma vez que a administração atual, eleita, sobretudo, sob a promessa de atração de recursos estaduais, balizados na influência de Mauri Torres e CIA. LTDA., até o presente momento, não tem agradado à comunidade de um modo geral. A Câmara Municipal, por sua vez, 80% conivente com os desmandos desse (des)governo municipal, já recebeu o título de "pior câmara de todos os tempos", em apenas 6 meses de atuação.

Desta forma, vários movimentos sociais emergem de suas bases bradando por transparência, moralidade e ética na política, seguindo os mesmos passos daquele “gigante que acordou”. Ao que tudo indica, o estopim  já se acendeu ... pena que os poderosos de plantão ainda não desconfiaram disso; por isso continuam inertes, indiferentes à fumaça, esquecendo-se daquele velho ditado: Onde há fumaça, há fogo ...







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