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segunda-feira, 22 de junho de 2026

A FEIJOADA DA SAUDADE II OU A COPA DO MUNDO OU NADA DISSO, GENTE!



O relógio mal havia passado do meio-dia quando os primeiros integrantes da turma do CEJM de 1973 começaram a chegar...Se bem que as 11 horas já tinha chegado alguns que primam pela pontualidade britânica... O jogo do Brasil contra Haiti pela Copa do Mundo na sexta feira transformava aquele sábado em um dia especial, mas o verdadeiro espetáculo estava prestes a acontecer longe dos gramados e das câmeras de televisão.

Entre comentários sobre gols, escalações e arbitragens - porque brasileiro nunca perde a oportunidade de ser técnico da Seleção - , os antigos colegas se reencontravam após 6 meses de histórias acumuladas... mas, a despeito disso, confesso que não testemunhei ninguém resenhando sobre o jogo do dia anterior.

No bar do Rômulo Rás, lugar simples e acolhedor, local escolhido para o reencontro, o perfume da feijoada já dominava o ambiente. Era um aroma capaz de despertar memórias tão intensamente quanto uma fotografia antiga. Sobre a mesa, panela fumegante, couve picadinha, torresmo crocante, mandioca, amendoim salgado, laranjas cortadas e uma farofa disputadíssima anunciavam que a tarde seria longa.

A turma de 1973 continua carregando alguns fios de cabelos brancos, exceto o Nequinha que afirmava não usar Tablete Santo Antônio para tingi-los; algumas rugas e até algumas ausências dolorosas. Mas bastava alguém lembrar de um professor severo ou de uma travessura da adolescência para que todos voltassem a ter quinze anos.

— Você lembra quando pulávamos a cerca da escola para encontrar com nossos namorados? Relembrava a Cidinha Resende ... inclusive da aula magistral sobre Sócrates que ela “mandou ver” quando foi posto à prova seus conhecimentos filosóficos pela professora de Filosofia da Educação.

Enquanto os pratos eram servidos pela segunda vez - e por alguns, pela terceira - (Eu vi, mas não vou entregar!), as conversas passeavam por quase cinco décadas de vida. Casamentos, filhos, netos, conquistas profissionais, doenças superadas, perdas irreparáveis e sonhos ainda em construção.

Alguém observou que, naquela época de 1973, ninguém imaginava que um simples grupo de colegas de escola sobreviveria ao tempo. Afinal, cada um seguiu um caminho diferente. Alguns mudaram de Estado, de Cidade, outros de profissão; muitos enfrentaram batalhas silenciosas que os demais sequer conheceram.

Mas ali estavam todos novamente... aliás, nem todos. A ausência de muitos foi sentida por todos, com certeza. O agregado aqui, “aprovado” , como diz o Edmilson, aprendeu  a gostar desta turma e se sente na obrigação de puxar a orelha daqueles que, embalados pela  Copa do Mundo, pisaram na bola não comparecendo a esse reencontro. Logo alí embaixo...

A feijoada, na verdade, foi apenas um pretexto. O que realmente os reunia era algo mais raro: a amizade que resistiu ao calendário.

Enquanto a tarde avançava, Rominho comandou a festa com um repertório que mexeu com a galera fazendo-as sambar, dançar e cantar. Ao final, Eduardo Quaresma, agradeceu a Deus por oportunizar mais esse reencontro...

Brindemos então, não à vitória do Brasil. Nem à feijoada. Brindemos ao privilégio de ainda podermos chamar aqueles homens e mulheres de colegas de turma.

E naquele instante ficou claro que, para a turma de 1973, a maior Copa do Mundo não acontecia nos estádios. Acontecia ali mesmo, ao redor da mesa, onde cada reencontro era uma vitória contra o tempo e cada abraço representava um gol marcado pela amizade.

A feijoada acabou. A tarde terminou.

Mas, como sempre acontece com as melhores lembranças, ninguém foi embora levando apenas o gosto da comida.

Todos saíram alimentados pela saudade, pela alegria e pela certeza de que algumas amizades, assim como certas paixões do futebol, são eternas.

ATA OFICIAL DAS AUSÊNCIAS E PRESENÇAS

AO REENCONTRO NO BAR DO RÔMULO RÁS

Todo reencontro começa com quem veio, mas, só fica completo quando a gente começa a falar de quem não veio. Por isso, encontrei uma maneira “educada”, no último encontro de chamar à responsabilidade aquelas pessoas, que fazem muita falta quando deixam de participar dos encontros tão carinhosamente planejados pela “Turma 1973”. Para não perder o costume, vamos lá...

Citarei, primeiramente, aqueles que não participaram dos dois últimos encontros. Comecemos, de novo, por Caetano, um dos idealizadores desse projeto. Se continuar alheio aos encontros, vamos invadir a fazenda dele e vamos montar barraca lá... Não nos esquecendo de Maristane, que perdeu a oportunidade de ver o Márcio...

O Cáril/Edilene e a Çãozinha/Marco Aurélio, embora confirmadas as presenças, aconteceram imprevistos de ultima hora. Que pena... A Gislene não nos deu a graça de sua presença, novamente. O Renato Drumond, definitivamente, não gosta de feijoada!  Em vez de vir, na sexta feira, posta no grupo um convite para a feijoada dos escoteiros, que iria acontecer no dia 21. Isso bagunçou a cabeça de tanta gente...inclusive a dele! Pelo que se sabe, ele não compareceu naquela de lá, também não...

O Genivaldo/Luciana e Eni estão falta nos dois ultimos encontros...

O Whgtmam, até hoje está com problemas no carro (?).  Elizete, colocou o nome na lista, mas ficou de confirmar na segunda-feira dia 22: 2 dias após a feijoada!

O Rui, João Lélis/Elza e Mariana também não compareceram. A ausência deles também foi sentida por todos nós.

O Gabriel não acompanhou sua esposa Neide, pois ficou cuidando da sogra. Mais do que justificado!

Por outro lado, tem gente nova no pedaço: Yone trouxe o seu namorado, Weliton. Quando o pessoal já estava saindo após o encontro, o celular dela tinha sido deixado para trás ... mas, prá que preocupar? Para onde ela ia não precisaria dele – assim diziam as más-línguas...

Não podemos esquecer da participação de Bernadete . Seja bem-vinda!

Agora registraremos os nomes daqueles que vieram para matar de inveja os que não vieram: Alzira ( festeira barra pesada ), Mileana/Luis, Angela/João (vulgo Chico. Será o Xavier???), Margarete/Jander (descobri que ele tem um bom gosto até na música), Cida Resende/Luis (Casal 39), Nequinha(da próxima vez trará uma bateria extra)/Débora, Socorro/Afonso, Eduardo/Cida, Miltinho, Edmílson/Mara, Yone/Weliton ( Ainda aguardando o resultado da enquete), Márcio/Ari, Wilck/Mônica, Bernadete, Dorinha/Juninho, Magalhães, Edmar/Elenice, Fábio e Neide.

Há que se lembrar daqueles que estão no grupo mas, até então, não deram o ar da graça nos encontros: Valéria, Vilma, Marinho, Meire, Osana, Letinho, Luis Carlos (cacau), Maria de Fátima, Maria Íris, Ivonete, Rogéria, Carmem, Cida Moreira, Jairo Lima, Jairo Alves e Janete.

Se eu me esqueci de alguém, perdoem-me, pois fui aceito como agregado em Junho/25.

De acordo com a ata do último encontro, somente um sonho foi realizado: O mascote com marca-passo voltou de microfone na mão cantando Carlos Gardel, agora, acompanhado pelo Rominho – matou a pau! Já, o Caetano, sumiu; as histórias continuam menos confiáveis e os vestidos mais ousados, vão ficar para uma festa de gala. Afinal de contas não combina com uma feijoada à luz do meio-dia. Aliás, vestidos ainda mais ousados é bom, mas só o espelho do wc feminino do bar não mente; São lindas! Isso basta! Já o do masculino: A Obra continua...um dia a gente chega lá...

Que o próximo reencontro tenha:

  • Caetano presente (ou assumido),
  • Histórias ainda menos confiáveis.
  • E um  maior número  de ex-alunos do grupo CEJM 1973                                                                                                                                                                                         Porque, no fundo, é isso que nos mantém vivos, unidos e perigosamente felizes.

CEJM 1973.
Ainda juntos.
Ainda rindo.
Ainda impossíveis.
Ainda somos nós.
E isso é tudo....

 

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