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segunda-feira, 22 de junho de 2026

A FEIJOADA DA SAUDADE II OU A COPA DO MUNDO OU NADA DISSO, GENTE!



O relógio mal havia passado do meio-dia quando os primeiros integrantes da turma do CEJM de 1973 começaram a chegar...Se bem que as 11 horas já tinha chegado alguns que primam pela pontualidade britânica... O jogo do Brasil contra Haiti pela Copa do Mundo na sexta feira transformava aquele sábado em um dia especial, mas o verdadeiro espetáculo estava prestes a acontecer longe dos gramados e das câmeras de televisão.

Entre comentários sobre gols, escalações e arbitragens - porque brasileiro nunca perde a oportunidade de ser técnico da Seleção - , os antigos colegas se reencontravam após 6 meses de histórias acumuladas... mas, a despeito disso, confesso que não testemunhei ninguém resenhando sobre o jogo do dia anterior.

No bar do Rômulo Rás, lugar simples e acolhedor, local escolhido para o reencontro, o perfume da feijoada já dominava o ambiente. Era um aroma capaz de despertar memórias tão intensamente quanto uma fotografia antiga. Sobre a mesa, panela fumegante, couve picadinha, torresmo crocante, mandioca, amendoim salgado, laranjas cortadas e uma farofa disputadíssima anunciavam que a tarde seria longa.

A turma de 1973 continua carregando alguns fios de cabelos brancos, exceto o Nequinha que afirmava não usar Tablete Santo Antônio para tingi-los; algumas rugas e até algumas ausências dolorosas. Mas bastava alguém lembrar de um professor severo ou de uma travessura da adolescência para que todos voltassem a ter quinze anos.

— Você lembra quando pulávamos a cerca da escola para encontrar com nossos namorados? Relembrava a Cidinha Resende ... inclusive da aula magistral sobre Sócrates que ela “mandou ver” quando foi posto à prova seus conhecimentos filosóficos pela professora de Filosofia da Educação.

Enquanto os pratos eram servidos pela segunda vez - e por alguns, pela terceira - (Eu vi, mas não vou entregar!), as conversas passeavam por quase cinco décadas de vida. Casamentos, filhos, netos, conquistas profissionais, doenças superadas, perdas irreparáveis e sonhos ainda em construção.

Alguém observou que, naquela época de 1973, ninguém imaginava que um simples grupo de colegas de escola sobreviveria ao tempo. Afinal, cada um seguiu um caminho diferente. Alguns mudaram de Estado, de Cidade, outros de profissão; muitos enfrentaram batalhas silenciosas que os demais sequer conheceram.

Mas ali estavam todos novamente... aliás, nem todos. A ausência de muitos foi sentida por todos, com certeza. O agregado aqui, “aprovado” , como diz o Edmilson, aprendeu  a gostar desta turma e se sente na obrigação de puxar a orelha daqueles que, embalados pela  Copa do Mundo, pisaram na bola não comparecendo a esse reencontro. Logo alí embaixo...

A feijoada, na verdade, foi apenas um pretexto. O que realmente os reunia era algo mais raro: a amizade que resistiu ao calendário.

Enquanto a tarde avançava, Rominho comandou a festa com um repertório que mexeu com a galera fazendo-as sambar, dançar e cantar. Ao final, Eduardo Quaresma, agradeceu a Deus por oportunizar mais esse reencontro...

Brindemos então, não à vitória do Brasil. Nem à feijoada. Brindemos ao privilégio de ainda podermos chamar aqueles homens e mulheres de colegas de turma.

Por falar em colegas de turma, esse encontro não estava parecendo de ex-alunos de 1973; estava mais para 68 e nem era do Centro Educacional, pois não havia nem sido planejado. É que algumas "meninas" voltaram à primeira infância: Socorro, Teresa, Alzira, Ângela, Margarete e Mileana descobriram um parquinho alí próximo do Lavras Nossas e tentaram heroicamente relembrar o passado. Difícil mesmo, foi conseguir se manter de pé...não é Alzira? 

E para quem acha que o peso da idade seca o amor, engana-se. Cida Resende/Luís depois de postarem os 39 anos de lua de mel nas redes sociais, o grupo achou por bem homenageá-los. De repente, eu me encontrei envolvido naquela trama, sem saber do porquê. Alguém teria dito que era para beijar a minha mulher e eu mandei ver... e cantei para ela a música que eu havia cantado em nosso casamento, há 42 anos atrás. Nesses encontros, o amor continua no ar...

E naquele instante ficou claro que, para a turma de 1973, a maior Copa do Mundo não acontecia nos estádios. Acontecia ali mesmo, ao redor da mesa, onde cada reencontro era uma vitória contra o tempo e cada abraço representava um gol marcado pela amizade.

A feijoada acabou. A tarde terminou.

Mas, como sempre acontece com as melhores lembranças, ninguém foi embora levando apenas o gosto da comida.

Todos saíram alimentados pela saudade, pela alegria e pela certeza de que algumas amizades, assim como certas paixões do futebol, são eternas.

ATA OFICIAL DAS AUSÊNCIAS E PRESENÇAS

AO REENCONTRO NO BAR DO RÔMULO RÁS

Todo reencontro começa com quem veio, mas, só fica completo quando a gente começa a falar de quem não veio. Por isso, encontrei uma maneira “educada”, no último encontro de chamar à responsabilidade aquelas pessoas, que fazem muita falta quando deixam de participar dos encontros tão carinhosamente planejados pela “Turma 1973”. Para não perder o costume, vamos lá...

Citarei, primeiramente, aqueles que não participaram dos dois últimos encontros. Comecemos, de novo, por Caetano, um dos idealizadores desse projeto. Se continuar alheio aos encontros, vamos invadir a fazenda dele e vamos montar barraca lá... Não nos esquecendo de Maristane, que perdeu a oportunidade de ver o Márcio...

O Cáril/Edilene e a Çãozinha/Marco Aurélio, embora confirmadas as presenças, aconteceram imprevistos de ultima hora. Que pena... A Gislene não nos deu a graça de sua presença, novamente. O Renato Drumond, definitivamente, não gosta de feijoada!  Em vez de vir, na sexta feira, posta no grupo um convite para a feijoada dos escoteiros, que iria acontecer no dia 21. Isso bagunçou a cabeça de tanta gente...inclusive a dele! Pelo que se sabe, ele não compareceu naquela de lá, também não...

O Genivaldo/Luciana e Eni estão em falta nos dois últimos encontros...

O Whgtmam, até hoje está com problemas no carro (?). Elizete, colocou o nome na lista, mas ficou de confirmar na segunda-feira dia 22: 2 dias após a feijoada! Mas não se preocupe! Nesse grupo tudo isso é perdoado. Afinal de contas, estamos todos na mesma "jangada"...

O Rui, João Lélis/Elza e Mariana também não compareceram. A ausência deles também foi sentida por todos nós.

O Gabriel não acompanhou sua esposa Neide, pois ficou cuidando da sogra. Mais do que justificado! Sogra é segunda mãe!

Por outro lado, tem gente nova no pedaço: Yone trouxe o seu namorado, Weliton. Quando o pessoal já estava saindo após o encontro, o celular dela tinha sido deixado para trás ... mas, prá que preocupar? Para onde ela ia não precisaria dele – assim diziam as más-línguas... Seja bem-vindo! Outra presença marcante foi a da Bernadete. Que a sua participação seja constante ... você brilhou!

Não podemos esquecer de registrar a ausência de Teresa, que já era sentida pela maioria, mas que, de repente, tornou-se presença para a nossa alegria; para que pudéssemos abraçá-la, como um pai acolhe e conforta o filho na hora da dor, a dizer-lhe: Nós estamos aqui. Conte conosco... ( Na escola da Surpresa, o Nequinha é o professor. Não é Teresa???)

Agora registraremos os nomes daqueles que vieram para matar de inveja os que não vieram: Alzira ( festeira barra pesada ), Mileana/Luis, Angela/João (vulgo Chico. Será o Xavier???), Margarete/Jander (descobri que ele tem um bom gosto até na música), Cida Resende/Luis (Casal 39), Nequinha(da próxima vez trará uma bateria extra)/Débora, Socorro/Afonso(Casal 42), Teresa(Está proibido marcar encontro em dias de eventos no Kennedy, antes de sua aposentadoria!) Eduardo/Cida, Miltinho, Edmílson/Mara, Yone/Weliton ( Ainda aguardando o resultado da enquete), Márcio/Ari, Wilck/Mônica, Bernadete, Dorinha/Juninho, Magalhães, Edmar/Elenice, Fábio e Neide.

Há que se lembrar daqueles que estão no grupo mas, até então, não deram o ar da graça nos encontros: Valéria, Vilma, Marinho, Meire, Osana, Letinho, Luis Carlos (cacau), Maria de Fátima, Maria Íris, Ivonete, Rogéria, Carmem, Cida Moreira, Jairo Lima, Jairo Alves e Janete.

Se eu me esqueci de alguém, perdoem-me, pois fui "aceito" como agregado em Junho/25. Por outro lado, o "alemão" está batendo em todo o mundo aqui...

De acordo com a ata do último encontro, somente um sonho foi realizado: O mascote com marca-passo voltou de microfone na mão cantando Carlos Gardel, agora, acompanhado pelo Rominho – matou a pau! Já, o Caetano, sumiu; as histórias continuam menos confiáveis e os vestidos mais ousados, vão ficar para uma festa de gala. Afinal de contas não combina com uma feijoada à luz do meio-dia. Aliás, vestidos ainda mais ousados é bom, mas só o espelho do wc feminino do bar não mente; São lindas! Isso basta! Já o do masculino: A Obra continua...um dia a gente chega lá...

Que o próximo reencontro tenha:

  • Caetano presente (ou assumido),
  • Histórias ainda menos confiáveis.
  • E um  maior número  de ex-alunos do grupo CEJM 1973, já que o grupo é bem maior... A Evasão escolar aqui está pior que nos tempos atuais...                                                                                                                                               Porque, no fundo, é isso que nos mantém vivos, unidos e perigosamente felizes.

CEJM 1973.
Ainda juntos.
Ainda rindo.
Ainda impossíveis.
Ainda somos nós.
E isso é tudo....

 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025


 

NATAL, AMIZADE E UMA LUZ QUE NÃO SE APAGA(*)

O Natal tem esse poder silencioso de nos devolver ao essencial. Entre luzes, abraços e memórias, ele nos chama a olhar para trás sem saudade amarga e para frente sem medo. Foi nesse clima que um grupo de amigos, unidos desde a adolescência, voltou a se encontrar depois de 43 anos. Amigos que um dia foram apenas meninos e meninas de 11 e 12 anos, sentados nas mesmas carteiras do CEJM, em 1973, sem imaginar o quanto a vida ainda os ensinaria.

Alguns seguiram juntos até os 14, 15 anos; outros atravessaram o ensino médio, o superior, dividiram sonhos, dúvidas e escolhas. Depois, como acontece com todos nós, a vida se encarregou de espalhá-los pelo mundo: casamentos, filhos, trabalho, sucessos, perdas, decepções, alegrias, partidas e recomeços. Cada um escreveu sua própria história, com capítulos de luta e superação, mas sem jamais apagar completamente aquele primeiro vínculo.

Hoje, esse laço se renova no grupo de WhatsApp “CEJM 1973” — uma ponte entre o ontem e o agora. Ali, as mensagens misturam risadas, lembranças, orações, notícias da vida e convites para encontros que acontecem duas ou mais vezes ao ano, sempre com o mesmo propósito: celebrar a amizade e a vida. Porque o tempo passou, mas o afeto amadureceu.

E não é por acaso que esse reencontro acontece no tempo do Natal. É justamente neste período que recordamos que Deus escolheu nascer pequeno para nos ensinar o que é grande: o amor que acolhe, a esperança que não decepciona, a fé que sustenta. Em Jesus, celebramos não apenas um nascimento, mas a promessa da ressurreição e da vida eterna, a certeza de que nada termina no amor de Deus — tudo renasce!

O Natal é a luz que chega na noite, simples como uma estrela, forte o bastante para atravessar décadas. É essa luz que também brilha na amizade construída ao longo da vida, capaz de resistir ao tempo, às distâncias e às mudanças. Uma luz que aquece o coração, ilumina as lembranças e aponta para o futuro com esperança.

Estamos agora confraternizando, agradecidos pelo passado, vivendo o presente e confiando o amanhã. Que este Natal renove em cada um de nós o amor, a fé, o respeito e a amizade, e que nunca nos falte a coragem de recomeçar, perdoar, celebrar e caminhar juntos.

Quem diria que, após 43 anos, ainda estaríamos aqui, juntos, brindando à amizade e à vida? É um milagre, meus amigos!

Que emoção!  É incrível pensar que após 43 anos, um grupo de amigos que estudaram juntos na adolescência se reencontram para celebrar a amizade e a vida!  O grupo CEJM 1973 é um testemunho da força dessa conexão que vai além do tempo e da distância.

Cada um seguiu seu caminho, enfrentou desafios, conquistou vitórias e superou perdas, mas a chama da amizade permaneceu acesa. E agora, ao se reunirem novamente, é como se o tempo não tivesse passado. As risadas, as brincadeiras, as conversas profundas... tudo flui como se fossem ontem que estavam juntos na sala de aula.

E nesse Natal, nós nos se encontram para celebrar não apenas a amizade, mas também a fé e a esperança que os une. A luz que chegou com o nascimento de Jesus é a mesma que brilha em nossos corações, iluminando o caminho e guiando-os através dos desafios da vida.

"Pois a luz brilha nas trevas, e as trevas não a venceram." (João 1:5) Essa luz é a esperança da ressurreição e da vida eterna, um presente precioso que nos foi dado por meio de Jesus.

No meio de tanta alegria, não podemos esquecer o motivo principal dessa celebração: a amizade que nos une. Amizade essa que, apesar do tempo e da distância, permanece forte e verdadeira.

Que a luz de Jesus brilhe sempre em nossos corações e que a amizade que nos une seja eterna!

(*) Mensagem final do Reencontro dos ex-alunos do CEJM - Turma de 73

 

 

 

 

 



E AINDA SOMOS NÓS… CEJM 1973


Dizem que o tempo passa...Mentira. O tempo corre, tropeça, dá risada, muda o cabelo da gente... Aqui, cada rosto traz um passado comum e um presente singular. Há cabelos brancos onde antes havia pressa. Há olhares mais profundos, sorrisos mais conscientes, abraços que dizem mais do que palavras. Este reencontro é mais do que nostalgia. É gratidão.

Gratidão pela vida que nos permitiu chegar até aqui. Pela amizade que sobreviveu à distância. Pela certeza de que, mesmo depois de tantos anos, ainda pertencemos uns aos outros.

Reencontramos não apenas para recordar, mas para celebrar. Celebrar a escola que nos uniu, as amizades que resistiram ao tempo, as histórias que nos marcaram e a fé que, de algum modo, continuou nos sustentando.

Quarenta e poucos anos depois, continuamos a olhar uns para os outros e pensamos: “Eu conheço esse rosto… só não lembrava que ele vinha com cabelos grisalhos, óculos, dores na lombar e histórias repetidas.”

Aqui estamos nós: um ex-professor de alguns - aquele que roubou o coração de sua ex-aluna - com outros que dividiram cadernos, merendas, castigos, risadas proibidas e aquela sensação de que a vida começava logo depois do portão da escola.

Havia os quietos, os falantes, os líderes, os que só seguiam e os que nunca seguiram regra nenhuma - e continuam firmes nesse ministério até hoje. Na sua maioria, quase que absoluta, muito estudiosos. Disputavam para ganhar o título de CDF...

A vida nos levou para longe, nos testou, nos venceu algumas vezes, nos ensinou a perder, a recomeçar e, principalmente, a rir de nós mesmos.                             

E hoje ela teve a ousadia de nos chamar de volta, dizendo:
“Venham ver o que vocês se tornaram...”

E vieram com histórias de filhos, netos, fé amadurecida, saudades bem guardadas e gargalhadas que continuam iguais - só um pouco mais altas, porque agora ninguém precisa pedir silêncio.

Percebemos que o CEJM não foi apenas uma escola. Foi um ensaio de vida.
Ali aprenderam matemática, português… e a difícil arte de conviver, perdoar, sonhar e continuar amigos mesmo quando a vida tenta nos desencontrar.

Se alguém perguntar o que aconteceu aqui hoje, a resposta é simples: Nada demais. Apenas um grupo de jovens de 1973 provando que a amizade não envelhece - fica vintage.

Que este reencontro não seja um ponto final, mas uma vírgula animada, dessas que dizem: “Ainda temos capítulos para escrever.”

E se o tempo insistir em passar rápido, que ele passe. Nós já sabemos onde nos encontrar.

E se falamos de capítulos para escrever desta história, pensei:  é preciso criarmos mais protagonistas desta história. afinal cada um de vocês é história e ao mesmo tempo, faz parte dela. Por isso, convido a cada um que esteve aqui e também aqueles que não puderam vir, para dar a sua contribuição na construção desta história, contando-nos as suas impressões de tudo que se relaciona com esse grupo CEJM 1973. Desta forma, a cada reencontro vamos registrar coletivamente as pérolas dos mesmos. Então, vou terminar essa crônica começando a registrar a minha lavra, na esperança de receber relatos de vocês para adicionarmos à história abaixo:

ATA OFICIAL DAS AUSÊNCIAS E PRESENÇAS

AO REENCONTRO NA CASA DE SOCORRO

Todo reencontro começa com quem veio, mas, só fica completo quando a gente começa a falar de quem não veio.

Comecemos por Caetano, ausência sentida e estrategicamente justificada.
Disse que não veio por motivo de trabalho. Mas há fortes, fortíssimas suspeitas - quase uma confissão coletiva - de que ele optou por um turno extra… na companhia de uma nova namorada...Poderia tê-la trazido com ele para a conhecermos pessoalmente... e não pela foto capturada pelo nosso fotógrafo e investigador: O Nequinha.

O detalhe constrangedor é que este anfitrião aqui construiu um elevador especial, inspirado na engenharia suíça, só para recebê-lo. Eduardo Quaresma, não testou, mas aprovou a ideia e, inclusive, sugeriu que enviássemos a fatura para o Caiufora, digo, Caetano...  Que fique registrado: O amor venceu a acessibilidade... e, contra o Amor não se pode lutar!

Outra ausência que doeu no coração - e nas piadas - foi a do mascote oficial do grupo, pai da Mileana, o Fábio Volante. Mileana não veio com o seu marido Luís, uma vez que ele teria feito uma cirurgia. Dessa forma, virou babá do Pai e do marido em Divinópolis, uma vez que o Fábio adoeceu e teve que colocar um marca-passo - Um castigo injusto para alguém que sempre fez o coração da gente bater… de tanto rir.

Tentamos substituí-lo, mas sejamos honestos: não houve competência técnica nem espiritual para ocupar aquele lugar. Ele fez falta. E riu de nós à distância, com certeza

Pena que algumas pessoas  que moram em Monlevade não compareceram, porém justificaram; como Dorinha e Juninho, Wilck e Mônica, Girlene, Sãozinga e Marco Aurélio e outros mais...

Mas se alguns faltaram, outros chegaram causando...

A Ione, por exemplo, apareceu com um vestido vermelho que fez o reencontro parecer um evento internacional.


A dona da casa - também entrou no clima, porque afinal, nostalgia não combina com bege.

É sabido que muitas pessoas, diante de tantos compromissos de fim de ano, fizeram das tripas o coração para estarem presentes nesse reencontro. A Neidinha e o Gabriel “voaram” de São Paulo, às pressas, para não perderem a oportunidade de compartilhar a sua alegria conosco...

Diretamente de Curitiba, tivemos Nequinha, o homem que não só veio para a festa, mas também para o registro histórico oficial, com um “obrigado!” sempre ao requisitar uma foto e sempre acompanhado de um bom vinho e na companhia de uma paranaense, que está virando coxa. Fotografou tudo, filmou tudo, não perdeu um lance, um gole, um olhar suspeito. Se alguém negar alguma coisa amanhã, saibam: Nequinha tem provas.

E por falar nisso, boa parte das “mocinhas” da festa tiveram seus pés  e algumas pernas fotografadas... Seria um remake de CINDERELA?

E como todo reencontro precisa de uma história que ninguém esquece, entra em cena Cida Resende, com o caso do cachorro vira-latas que mordeu a mangueira de gasolina do seu carro. Um cachorro raro. Um carro azarado.
Uma mangueira que hoje é difícil de encontrar no mercado, porque, como aprendemos:

Nem todo cachorro morde mangueira de gasolina... como disse o João da Ângela.

E, por falar em Ângela, novamente ela ganhou o troféu de mais animada e, se não tiver música, ela dança assim mesmo...

E não é que a Cida estava inspirada, mesmo? Ela sabe ser séria quando precisa: Tascou um belo discurso de agradecimento aos anfitriões, lembrando que as opções vão aumentando cada vez mais de se montar um reencontro. Já pensaram num bate sem voltar cedo no Rio, em plena Região dos Lagos e depois seguirmos para Curitiba? O Whgtmam e o Nequinha que nos aguardem...

Não se pode esquecer a história dos 7 filhotes de gambá, abandonados num ninho dentro da churrasqueira da casa da Socorro, durante a limpeza da mesma para a festa de aniversário de sua filha. Qualquer expert em churrasco vai dizer: Que doideira é essa? Não se lava churrasqueira, tira-se apenas o excesso as cinzas, coloca-se o carvão e fogo nele... O meio ambiente agradeceu por 7 vidas salvas... Já pensaram que sabor teria aquele churrasco?

A Elizete postou lá no grupo que estava passando mal ...Para a nossa surpresa, ela apareceu, ficou um pouquinho, saiu à francesa e depois retornou com energias renovadas. Hein ????

Vou parar por aqui mesmo senão ganho uma alcunha de fofoqueiro, sendo apenas um observador... Tanto é que não posso deixar de registrar a simplicidade, o carinho, o carisma da Alzira do pudim de pão e da feijoada da saudade... E já parei....

Foi nesse nível que chegamos. E foi exatamente por isso que valeu a pena...

Quarenta e tantos anos depois, percebemos que envelhecemos…
mas não melhoramos - e isso é um elogio.

Seguimos amigos, seguimos exagerados, seguimos contando histórias que aumentam a cada reencontro. Seguimos rindo das ausências, celebrando as presenças e provando que o CEJM 1973 não é apenas um grupo: É um estado permanente de espírito.

Que o próximo reencontro tenha:

  • Caetano presente (ou assumido),
  • O mascote com marca-passo e microfone,
  • Vestidos ainda mais ousados,
  • e histórias ainda menos confiáveis.

Porque, no fundo, é isso que nos mantém vivos, unidos e perigosamente felizes.

CEJM 1973.
Ainda juntos.
Ainda rindo.
Ainda impossíveis.
Ainda somos nós.
E isso é tudo....

 

 

sábado, 5 de julho de 2025



                                        A FEIJOADA DA SAUDADE



Depois de dois anos sem escrever aqui, retorno a esse blog para exaltar uma brilhante ideía surgida  de um grupo de ex-alunos do CEJM há algum tempo atrás: reunir uma turma que teria estudado junto em 1973 para religar e consolidar aqueles laços de amizade. Eu, como marido de uma ex-aluna daquele  grupo e ex-professor de alguns deles, resolvi registrar em uma crônica o encontro desse ano sob o título de Feijoada da Saudade, assim como poderia ser a República da Feijoada.

Em 1973, eles dividiam carteira, caderno e travessuras no pátio do Centro Educacional de João Monlevade, uma escola que, hoje, mora na memória e no coração daqueles menestréis entusiastas. A ideia partiu do Caetano – aquele mesmo, do fundão da sala, que agora é PHD em Agronomia e que jura que aprendeu cálculo olhando pela janela. Foi ele quem, num acesso de nostalgia e saudade bem temperada, decidiu reunir com Alzira, Eduardo Quaresma, Elizete e a minha Neguinha  para reviverem os tempos da pré-adolescência e adolescência. E, como bons mineiros teimosos, juntamente com um aqui e outro ali fizeram florescer a ideia, fazendo disso uma tradição.

A "Tetéia", chácara da Alzira do pudim de pão que é mais gostoso que o do Afonso, autor dessa lavra, foi escolhida novamente como palco do reencontro. A Ângela, a Anjinha, que nada de anjo tem, a não ser as mãos de fada para transformar o que os senhores feudais não queriam, em uma bela feijoada. A panela fumegando, o cheirinho do bacon dourando no fogão, a roda de samba se armando devagarzinho debaixo da mangueira, e os abraços... ah, os abraços! Aqueles que vêm com um sorriso largo, olhos que brilham mais que o sol de junho e frases que começam com "lembra daquela vez que...?".

Aos poucos, a turma vai chegando, uns mais, outros menos ressabiados, mas é só atravessar o portão da chácara para que todos voltem a ser adolescentes de novo. Professores, empresários, dentistas, engenheiros, donas de casa, artistas... tudo se dissolve diante da lembrança do recreio. Voltam os apelidos, as piadas internas, os segredos sussurrados nas tardes de aula de geografia.

Quando chegamos, eu e a Neguinha de carona com a Dorinha do Juninho, já tinha muita gente lá preparando o regabofe, enquanto os demais proseavam: Eduardo Quaresma, Yone, Maristane, Eni, Cida Resende, Renato Drumond, Sãozinha, Nequinha, Neide, Genivaldo, Márcio ( aniversariante  que deu o primeiro pedaço do bolo para a Maristane – aí tem coisa!!!) E foram chegando o Miltinho,  o Edimar, a Margarete, Mariana, o Edmílson, trazendo o Fábio Franca, pai da Mileana - segundo os demais ele já teria se tornado um mascote da turma - com a sua voz de tenor à la Nelson Gonçalves; chegou também o Cáril e sua esposa Edilene ( Há quanto tempo não os via...). É ...  e os cônjuges se fazendo presentes, dando aval àquele reencontro, se encaixando perfeitamente naquele espírito de comunhão fraterna. E como isso é fundamental para o sucesso daquela reunião saudosista!!!

E assim, ao som do tilintar dos copos e das cantorias das “meninas” autorizadas pela "ALEXA" a balançar a Sapucaí, que depois se transformou “naquela mesa tá faltando ele ...” e numa grande seresta brindando à amizade. E assim, fica a certeza: algumas escolas não começam nem terminam com o sino do princípio e nem do fim da última aula. Algumas continuam, firmes e saborosas, como a feijoada da Ângela– onde, a cada colherada, se saboreia o passado com gosto de eternidade.

Tem sempre aquele que lembra de tudo, o outro que não lembra de nada, e o que ainda traz xerox das fotos amareladas. Uns têm cabelos brancos, outros, quase nenhum. Alguns se veem sempre, outros só nessa ocasião, mas ninguém se sente de fora ... que encanto, o Nequinha, vindo lá de perto do do Chuí... Segundo a minha Neguinha, o dito já transitou muito por aqueles lados da Tôrre Eifel ... ( Êpa, não é que degustei um licor Francês?) - Um verdadeiro marqueteiro e registrador-mor do encontro que não perdia um flash ... E não é que todos foram premiados, mais uma vez, vendo, vivendo e revivendo os momentos do encontro através dos vídeos e fotos tão bem preparados por ele? Nas palavras da Eni, "... sorrisos são reflexos da explosão de amor!"

Naquela chácara, o tempo parece parar e a escola volta a existir – não mais como prédio, mas como presença viva em cada história contada entre uma colherada de feijoada, regada de caipirinha, cerveja, vinho e a famosa água ardente, tão bem definida pelo Dr. Honoris Causa em Agronomia, Caetano de la Ferrari.

A cada ano, um novo motivo para brindar. Às vezes a chegada de um neto, outras vezes o reencontro com alguém que nunca tinha vindo... Há também o silêncio respeitoso por aquele que não pôde vir ... que pena, mas a cadeira dele sempre está reservada nas lembranças...

E quando o dia vai terminando e o céu começa a se pintar de laranja ... a fogueira já foi acesa e a resenha continua até chegar aquele momento inevitável: o da despedida de alguns que não pernoitariam por lá. Trocam-se promessas de não deixar a tradição morrer, porque, mais do que um almoço, aquele encontro é uma ponte. Uma ponte entre o que foram e o que ainda são, entre o ontem e o agora.

No domingo eu já não estava lá, mas imagino as resenhas nas lembranças do dia anterior entre os resistentes, incansáveis, aqueles que sempre são os primeiros a chegar e os últimos a sair; que antes de fechar as cortinas ainda tiveram fôlego para fazer um balanço melhor que este escrivinhador... Mas uma coisa eu vou dizer e, com certeza, não ficarei sozinho nessa: a nossa anfitriã, Zizi, sabe como receber com maestria, com o zêlo daquela mãe afetuosa, onde o olhar e o sorriso entregam, com docilidade, a satisfação de rever os filhos que retornam àquela casa...

Há quatro anos, um tratado silencioso – mais eficiente que qualquer acordo de paz internacional – reina soberano numa chácara afastada e ou em qualquer lugar que seja marcado tal encontro, onde se reúne uma turma que, em 1973, aprendeu a conjugar o verbo “aprontar e vencer" com maestria. Esses encontros viraram ritual, onde o tempo retrocede e os cabelos – mesmo os que não resistiram aos anos – balançam ao vento como na juventude.

Mas o segredo desse reencontro não está só na feijoada fumegante ou nas cantorias que brotam sob a mangueira. Está no pacto não escrito, porém sagrado: ali, não se fala de política, religião ou futebol. São os três tabus, os três cavaleiros do apocalipse da harmonia. Nessa República da Feijoada, essas bandeiras ficam do lado de fora, penduradas no retrovisor do carro, junto com os estresses da semana. Cria-se novas bandeiras com as máximas: Aqui impera a Política da boa Amizade, a Fé em Deus e uma torcida única: Turma de 1973.

A verdade é que essa turma entendeu, com os anos, que existe um território onde as diferenças não são ameaças, mas paisagens, onde a lembrança do professor Guido Valamiel corrigindo a pronúncia de “houveram problemas” é mais poderosa que qualquer opinião sobre Brasília. Onde o passado comum vale mais que as certezas do presente.

Naquela tarde, em que os pássaros cantam entre uma colherada e outra, todos são apenas ex-alunos. Nenhum título, nenhuma ideologia, nenhum time. Só histórias cruzadas e risos que parecem vindos direto dos corredores da escola.

E talvez essa seja a verdadeira lição que trouxeram da infância: que existe um lugar onde podemos simplesmente ser. Sem precisar provar nada, nem convencer ninguém. Apenas sentir o gosto da amizade e do amor, mais fortes que qualquer feijão temperado. E isso, sim, é patrimônio imaterial da turma de 1973.

(*) Se vc não foi lembrado, perdoe-me, pois não convivi com todos vocês naqueles tempos, nem agora, mas algo me diz que vamos nos encontrar mais vezes para construir novas amizades...

segunda-feira, 3 de abril de 2023

 JESUS ESTEVE AQUI!


Hoje, ao tentar buscar, definitivamente, pelo meu blog Maranatha, sem no entanto obter sucesso, resolvi , então, abrir o meu primeiro blog, o Leão de Chácara. Eis que deparo com uma postagem, a última e primeira do ano passado, trazendo-me à lembrança de que eu havia postado aqui, porque o outro blog havia sido perdido, sabe-se lá quando e sabe-lá como ... mas o fato é que esta postagem data-se de 22 de março de 2020 (vide postagem anterior a essa!) e o assunto é sobre a chegada do COVID-19, seus efeitos, seus porquês e uma forte suspeita de que Jesus estaria voltando.

Não escrevi mais nada de lá para cá. Mas, aquela data chamou a minha atenção. É que no dia 22 de Março de 2021, um ano depois, tive os primeiros sintomas do Corona. Não daquele 19, que surgiu aqui em 2020, mas daquele que chamam nova variante, nova cepa ... aquele mais fortalecido que tem dizimado milhões de vida no mundo inteiro, do qual nem vou falar, para não dar moral para ele... 

Como podem notar, estou retornando a esse rascunho anterior mais de dois anos depois. Nem sei dizer o porquê de eu não ter terminado a postagem. Mas, o fato é que no dia 22 de março de 2021 estive internado no Hospital Margarida, por 9 dias, por causa do Corona Vírus.

Talvez eu possa dizer que sou a única ou uma das poucas pessoas que passou por uma "doença" sem sentir que estava doente e sem pensar que fosse morrer por causa dela... só em sonho ... Deus, me abençoou dessa maneira ... nem sei se merecia ... mas aconteceu: Na primeira noite naquele ambulatório hospitalar, onde passei juntamente com mais vinte e cinco pacientes; já de madrugada, dormindo, tomando 15 volumes de oxigênio, sonhei que estava sem ar e por isso, estava morrendo. Eu gritava por socorro e nem eu mesmo ouvia a minha voz. De repente, acordei e senti meu corpo todo ensopado de oxigênio da cabeça aos pés - foi quando notei que, sem ar, apavorado, procurava pela máscara de oxigênio, o que com muito custo e sofrimento a encontrei debaixo da maca, onde estava deitado. -  Nesse momento um enfermeiro apareceu e ajudou-me a recolocar tal máscara...

Nos outros 8 dias, a dosagem de oxigênio foi diminuindo, a saturação foi melhorando, o meu fígado que também foi afetado foi melhorando e não posso deixar de agradecer à minha esposa por todo dia sair pela rua catando picão para fazer chá e a um amigo enfermeiro que ajudou a "atravessar" o "renédio"  para mim naquela instituição, desobedecendo às "normas"....

Enfim, cheguei em casa curado da covid, porém, com uma pneumonia bacteriana para ser curada e mais de 40 sessões de fisioterapia pulmonar a serem feitas, - Naqueles dias, foi descoberto que eu tinha um enfisema pulmonar, o qual nunca foi detectado antes. 

Conclusão: Deus permitiu que eu tivesse covid, mas não permitiu que eu morresse naquela noite, para que eu tratasse de um enfisema pulmonar. Não se pode questionar os propósitos de Deus ... Estou vivo, passando bem até hoje: 04/04/2023

domingo, 22 de março de 2020


JESUS JÁ ESTÁ VOLTANDO? 


Nos últimos dias temos vivenciado uma experiência jamais vivida por esta geração em escala mundial: O Coronavírus. Um “bicho” de muitas cabeças, um filho sem pai, que está dizimando muitas vidas em nosso planeta e que ninguém sabe ao certo quando vai sumir nem como exterminá-lo. Mas, o covid-19, certamente, está fazendo com que muitos revejam as suas convicções, bem como as consequências delas. Ou não, uma vez que a humanidade, em seu ceticismo, prefere “acreditar” que isso não é nada ...

Se olharmos para as Sagradas Escrituras, crendo no que elas dizem, poderíamos dizer que a metade de nossos problemas existentes e daqueles que ainda estão ainda por vir, já estariam resolvidos; uma vez que ela nos dá a receita:

se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar,
 buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei,
perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra.” ( 2 Cr 7:14)


Com certeza, a receita acima não foi usada pelo Seu povo a mais de dois mil anos atrás. JESUS “passou por aqui” reafirmando os propósitos do Pai para a nossa vida. Ele morreu naquela cruz, por mim, por você e por todos nós. Ressuscitou, subiu aos céus e prometeu voltar para buscar a sua igreja.

Jesus disse que a sociedade se tornará crescentemente ímpia e imoral à medida que se aproximasse o tempo de Sua volta. De fato, Ele disse que se tornaria tão má quanto nos dias de Noé (Mateus 24:12, 37-39).

O apóstolo Paulo pintou um pavoroso retrato da sociedade dos tempos do fim em 2 Timóteo 3:1-5. Ele diz que ela será caracterizada por três amores: o amor a si mesmo (Humanismo), o amor ao dinheiro (Materialismo) e o amor aos prazeres (Hedonismo). Ele então aponta que o pagamento por esse estilo de vida carnal será o que os filósofos chamam niilismo, isto é, a sociedade se atolando em desespero. A mente dos homens se tornará depravada (Romanos 1:28), e as pessoas chamarão ao mal de bem e ao bem de mal (Isaías 5:20).

Os sinais do fim dos tempos estão estampados diante de nossos olhos, enquanto observamos nossa sociedade rejeitar a herança Cristã e mergulhar em um poço infernal de impiedade, imoralidade e desespero.

Tais sinais se evidenciam também nos chamados fenômenos da natureza, no advento e no progresso da tecnologia, bem como na nova ordem da Política Mundial; sendo este último talvez a mais atual das suspeitas por alguns teólogos, profetas do mundo atual e porque não dizer, alguns achólogos...

Os sinais dos tempos estão sobre nós e estão gritando por nossa atenção. Você está pronto? Se Jesus voltasse hoje, seria Ele sua “Bendita Esperança” (Tito 2:11-14) ou seria o seu “Santo Terror” (Apocalipse 6:12-17)? Se você nunca O recebeu como seu Senhor e Salvador, agora é o momento de agir. Arrependa-se de seus pecados e clame o nome do Senhor para que possa ser salvo (Atos 2:14-39).

E se você é um Cristão, está vivendo como se Jesus pudesse voltar a qualquer instante? Você dedicou a sua vida à santidade? Você está orando pelos perdidos e testemunhando do Senhor quando tem oportunidade?
Você está ansioso pelo retorno do Senhor? Você pode dizer como Paulo que é um candidato a uma “coroa de justiça” porque tem vivido sua vida “no amor de Sua vinda” (2 Timóteo 4:7-8)?

Pois é, meu irmão, seguir Jesus é um grande desafio, principalmente no mundo de hoje. Mas Ele continua a nos chamar, a nos convidar, porque Ele nos quer junto d’Ele: “E se eu for e vos preparar um lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo; para que onde eu estou, estejais vós também”.( João 14:3)

Enfim, os fatos assinalam para a Sua volta ... Não sabemos nem o dia nem a hora ... mas, a bíblia nos ensina: "...Igualmente, quando virdes todas essas coisas, sabei que ele está próximo, mesmo às portas."(Mt 24:33)

Que as provações que estamos vivendo nos tempos atuais sirvam para reforçar que pertencemos a Deus, mesmo neste mundo que está sob o poder do Maligno, (1 Jo 5:19) pois, somente o Senhor é fiel e é ELE quem nos fortalecerá e nos guardará do Maligno. (2 Tes 3:3)




A TERCEIRA LIÇÃO



Sinto-me à vontade, não tanto quanto Raul Pompéia em sua obra “O Ateneu”, para falar um pouco da vida passada no Colégio Estadual, apesar de não haver tanta semelhança entre os dois. Mas, a saudade muitas vezes traz à tona lições de vida nunca esquecidas e a lembrança do trabalho sério e incansável daqueles “mestres” que se não nos ensinaram para aquele tempo, com certeza serviram de bússola para nós nos dias de hoje: Seu Chaves, Seu Nilson, Seu Hérbio, Geraldo Damasceno, Lucilo, Gabriel, Taninha, Bequinha, Izaías, Celeste, Dona Nini, Dadinho, Dona Lucília, Seu Geraldo Arantes, Júlia Leocádia, Dona Neguinha, “Chico Preto” e outros mais, que a memória não me permite lembrar.

Com certeza, o clímax na escola nunca começa no início da aula, sim na hora do recreio e no Estadual não poderia ser diferente. Seu Durães, o disciplinário, de pé, com os braços cruzados, permanecia inerte. Apenas os olhos vigilantes que quase saindo de órbita, ora rodopiavam, ora ficavam de soslaio. E a meninada descia as escadarias do Estadual às correrias para o “rango”. Ao chegar ao pátio começavam as brincadeiras de roda, os piques e porque não, as brigas (como sempre), os namoricos e a famigerada fila; o que até hoje não acabou nas escolas. Aliás, vamos pegar fila até o fim de nossas vidas, porque a modernidade ainda não inventou outra forma de organização... e continua sendo o primeiro da fila aquele que chega primeiro. 

O Gérson, filho de Seu Caldeira, prestava-se a adivinhar qual ônibus acabara de subir o morro da praça do cinema, que ao ouvir o barulho do motor dizia: “Este é o número 5 da Vila Tanque”. E era “batata”! Acertara mais uma vez, e no meio destas contava aquelas piadinhas picantes e/ ou pesadas que só ele mesmo sabia contar com tanta competência.

Bate o sinal. Termina o recreio. Voltamos à sala de aula. O professor faltou (hoje é mais comum...) e a turma quebrou o pau... Quase jogou a sala no chão... De repente, eis que chega Seu Geraldo Arantes, professor de Educação Física, que quase nos matava de tantos exercícios físicos; bola mesmo, “necas”... Os tempos mudam... E por causa da bagunça, nós, da sala 23, tivemos que copiar dez vezes o Hino Nacional Brasileiro. Bendita cópia! Só assim aprendi a cantar o nosso hino de cor.

Em seguida, veio a aula de ciências com “Chico Preto”, com argüição e tudo o mais, inclusive, acredito eu, que tenha sido ele o inventor de “empréstimo de pontos”, para que não ficássemos com nota vermelha. Por incrível que pareça, nesse dia, gozador como ele só, pegou o Chiquinho da Telemig, dançando tango com uma vassoura que acabara de pegar atrás da porta da sala, e não é que o danado do Chico Preto colocou Chiquinho para dançar (e cantar) com a vassoura na frente de todos...!?

Bate o sinal novamente. Este até hoje é o sinal mais esperado pelos alunos. Acabou a aula e a coisa sobrou para mim. O “Boneca”, aquele cabeludo e magricela da “Cidade Alta”,  resolvera  juntar os outros colegas para tirar o meu sapato, uma vez que eu o havia importunado com alguma brincadeira que o mesmo não teria gostado . E lá se foi o meu Vulcabrás pelos corredores da escola, de pé em pé, no meio daquela turba alvoroçada para chegar em casa, até chegar aos primeiros degraus da escada; e eu gritava: “na escada, não! Seu Durães vai pegar...” E eles, nada... Continuaram chutando o pé esquerdo do meu sapato e eu correndo como um saci para não sujar a minha meia branca. Que catástrofe! O sapato foi parar aos pés do professor Vicente Soares, diretor da escola, e dali  direto para sua mesa, à minha espera, quando então recebi mais uma lição: “Se você quer ser respeitado, dê respeito.”              
                                                                                                                                         Então os anos se passaram. A turma terminou seus estudos e cada um seguiu o seu caminho. O Colégio Estadual continuava de pé, abrindo suas portas para receber outros alunos, até que um dia, o sinal emudeceu, os corredores e as escadarias ficaram desertas, desaparecendo assim o Estadual e junto com ele o Cine Monlevade, a Rádio Cultura, o Bar Para Todos, o Ideal Clube, o “Naite Clube” (União Operário), a Praça do Mercado, o Grêmio, enfim, a vida do centro de Monlevade esvaiu-se. Tudo volta para o seu legítimo dono: A Belgo Mineira. E ninguém fez nada para impedir. Nem eu...

Esta foi a terceira lição...

teeer

terra

terça-feira, 7 de janeiro de 2020



DE VOLTA AO PASSADO

“- Atenção passageiros da linha 151 com destino ao bairro Santa Cruz, preparem-se que o ônibus já está chegando...”- dizia o moleque em tom de gozação àquelas pessoas, que depois de um dia cansativo de trabalho esperavam impaciente o lotação. Lá estava eu, depois de tanto tempo, não para ir para a minha casa, pois já havia mudado para Carneirinhos em 1981, onde me casei e constitui família; e sim, para matar saudade daquele lugar que, antigamente, era conhecido como centro de Monlevade, e hoje, como centro Industrial. Mas, exatamente eu estava indo para a rua Tapajós, onde nasci e vivi os primeiros 23 anos de minha vida.
Depois de me acomodar numa cadeira ao lado da janela, meu pensamento voou longe, desenhando em minha mente mil imagens remanescentes do passado: as estradinhas feitas no barranco; as peladinhas no campinho, incluindo as brigas com Dimas Bodão e os tapas-canoa que me davam por não saber jogar na linha, acompanhado de uma severa ordem para que eu fosse "pegar no gol"; as brincadeiras de “soldado-ladrão”  na gameleira e pique-bandeira; o jogo de finca e bolinhas de gude no triângulo – um trevo onde não havia praça, em frente à ponte de madeira que já não existe mais; o tobogã que constantemente se instalava na praça da igreja, onde eu brincava em troca de trabalho; os preparativos e os festejos da Semana Santa na Gruta da Igreja, incluindo barraquinhas, calvário, queima do Judas e as procissões que iniciavam na Igreja São José Operário, atravessavam  a ponte de madeira da minha rua, indo para a rua Tocantins, Beira Rio e depois retornavam pela outra ponte de madeira, perto da rodoviária; as idas ao campo de futebol do Jacuí e o retorno pela linha de trem até chegar à Estação; as aulas e as traquinagens no Santana e no Estadual;  
o bar Café Rex, que ficava localizado às margens do rio Piracicaba; o bar do seu Daniel e de seu Simões; as pescarias no Piracicaba, onde hoje só serve para dar banho em minhocas; as matinês no Cine Monlevade; os programas de auditório da Rádio Cultura, onde cantei em público pela primeira vez; os bailes carnavalescos do Ideal Clube e os carnavais de rua; os desfiles de 7 de setembro com parada militar e tudo; a assistência médica, onde a Dra. Déa me atendia carinhosamente; o Grêmio, onde eu só entrava às escondidas, principalmente, quando havia festivais de música, como o inesquecível Festiaço; a praça do mercado com o armazém e os burros do Geo, mercearia Bandeirantes, Casa Jaime e Maluf, a loja do "Zé Gordo" e do Nova Lima, Sô Juquinha, O Empório Monlevade, a farmácia do Juventino Caldeira e, principalmente a feira em frente à delegacia de polícia, onde a figura folclórica do Seu Enéas fazia-se sempre presente, tocando aquela flauta cunhada num pedaço de bambu como que se quisesse atrair os fregueses para a feira; os recreios noturnos no “Bar Para Todos”; etc., enfim, as lembranças de um povo sofrido, simples e trabalhador que ajudou a fazer da Companhia Siderúrgica Belgo Mineira o que hoje ela é: a Mittal. E olhando aquelas pessoas que estavam retornando para suas casas, lembrava-me do percurso que eu também fazia quando lá morava... 
Então, desperta-me das lembranças o barulho do trem por cima do viaduto, avisando-me que eu estava chegando ao meu destino ou quem sabe, como se quisesse despertar-me das lembranças do passado...  mas o efeito foi contrário: Antigamente não havia aquele viaduto e, sim, uma guarita, onde atravessava para buscar leite e mingau no “Lactário”, para ir às praças do mercado e do cinema...  e  não vi o outro viaduto, aquele que representava o arco do triunfo, a passagem para o berço da história cultural, comercial e industrial de nossa cidade; hoje transformado em uma grande muralha, fechando assim, a porta do passado, guardando as minhas relíquias e de toda a juventude daqueles áureos tempos, que se transformaram em histórias sem imagens para os meus filhos...

 Ao descer o morro do “Rampa´s”, notei que os prédios do Cassino e  Hotel Siderúrgica já não eram como antes...  mais pareciam essas casas mal-assombradas de filmes de terror, com teias de aranhas e poeira para todo lado. A minha memória leva-me à frente deste hotel, onde eu ficava engraxando os sapatos dos hóspedes e cantando: “ Olha o lustro carioca que não mancha e nem reboca...”. Em seguida, lá estava o Hotel Monlevade, que depois de muito tempo fechado, só serviu para abrigar o Sindicato, posto de saúde, barbearia, etc. ...
Desci no ponto da Igreja e a primeira visão me fez delirar: a matriz São José Operário, com mais de meio século de vida... e penso que pelo menos alguma coisa não havia mudado de 30 anos para cá...  E a segunda  estarreceu-me, pois sob o céu acinzentado lá estava o dragão a soltar fogo e fumaça pelas ventas, que se agigantou em nome do progresso e ao mesmo tempo, em nome desse mesmo progresso, reduziu a necessidade de mão de obra. Então começo a experimentar aquele sentimento, aquela sensação de perda, de uma vazio tão grande, o que foi acrescentado pela lembrança da casa dos Ferreira, à rua  tapajós, 599: a minha casa. Lembrei-me da luta travada de meu pai para transformar aquela casa de três quartos em sete para abrigar a família de 15 filhos, que já não eram mais crianças em 69... Mas que depois, com a sua mudança para a morada do pai celestial, nossa casa serviu apenas para guardar as boas recordações que já haviam perdido o seu valor sem a presença de seu construtor...  É difícil saber se vale a pena construir uma casa para mais tarde ser povoada por fantasmas...
Enfim, comecei a rever a vizinhança: D. Sinhá de Sô Dário, Seu Oswaldo de D. Maria, Seu Benedito, D. Lilita de Seu João Carneiro, D. Geni de João Tôrres, D. Quinita, Dona Edite, "Bengala", Dona Lilia de Seu Etelvino, Seu Pedrinho, Seu Balbino, D. Maria de Seu Adão, D. Mariinha, Seu "Zé Pinheiro", Seu Antônio de “Donieta”, Dona Geni de seu Mulatinho, Dona Sussuca, Seu Baldêz, Seu Geraldo Biscoitinho e outros mais. Não sei dizer se estavam todos bem, pois muitos destes já se foram para a eternidade; outros mudaram para outros lugares e por receio de descobrir que poucos permaneciam morando lá, não bati na porta de ninguém. Preferi guardar na lembrança a imagem de todos do jeito que eram, pois vivíamos todos como se fôssemos uma só  família, quando até mesmo não se construía muros para separar uma casa da outra e vizinho era o parente mais próximo...
Então peguei o ônibus e retornei a Carneirinhos com a certeza de que esta minha viagem ao passado me havia feito valorizar mais o presente, pois no futuro o presente poderá ser um passado tão inesquecível quanto este que acabo de remontar.
(Afonso Alves Ferreira)