Translate

Loading...

Siga o Leão...

terça-feira, 28 de maio de 2013


A CASA DAS SETE MULHERES



Quando vejo mulheres assumindo cargos públicos, mesmo que sejam aqueles ditos "QI", pressupõe que quem as indicam reconhecem a sua competência e fico bastante feliz ao sentir que as mulheres tem mostrado o seu verdadeiro valor e que elas são capazes de assumir muitos postos que, até então, eram ocupados apenas pelos homens. E vejo muito mais que isso: vejo a presença feminina também como uma necessidade maior daquele toque de sensibilidade, organização e porque não dizer, aquele senso de zelo pela moralidade, que norteia mais o caráter feminino que o masculino; já que boa parte dos homens da política já se corromperam.

Na administração pública de nossa cidade, não poderia ser diferente ... e nesse exato momento em que me encontro diante desta tela, sentindo-me um farrapo de gente, tomado e atingido pelas dores dos educadores, à procura de uma luz que possa iluminar a mente do nosso prefeito, fazendo-o encontrar uma solução para o impasse que ora vivemos; lembro-me daquilo que não posso esquecer: MONLEVADE ESTÁ IGUAL À CASA DA MÃE JOANA! Então me vem uma outra comparação: A PREFEITURA É A CASA DAS SETE MULHERES: Cléa, Elaine, Andreia, Leiza, Racíbia, Laura e Helena. Na realidade, é muito difícil compará-las com aquelas que protagonizaram a minissérie global, dirigida por Jaime Monjardim; até mesmo porque as conjunturas não são as mesmas, mas aquelas mulheres tinham uma força imensurável, embora fossem subservientes.

Observando os resultados negativos da administração atual, vê-se claramente, que nem todas elas caíram na boa graça dos munícipes; principalmente, aquelas que, notoriamente, resolveram blindar o prefeito, atraindo fortes críticas ao seu desempenho e, ao mesmo tempo, demonstrando que ou sabem o que estão fazendo ou estão fazendo o que o "mestre" mandou. Incólumes, aparecem aquelas que não servem como fiéis escudeiras e/ou alcançaram uma autonomia própria pela competência técnica que demonstram possuir. As indiferentes, talvez as encontramos, mas somente o tempo para mostrar a sua verdadeira face.

Tendo em vista o exposto acima e apesar de, podemos concluir que se a administração vai mal, o único culpado é o prefeito que, além de ser inexperiente - em todos os sentidos - não tem um projeto político para a nossa cidade. Na realidade, ele está em campanha até hoje, tendo sonhos coloridos, totalmente desordenados e, sem rumo, está se preparando (e mal!) para se assentar na cadeira do executivo.  Mas uma coisa é certa: É preciso mais que um Bento Gonçalves da Silva para liderar estas sete mulheres...

quarta-feira, 22 de maio de 2013

"UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL"


A forma truculenta da administração municipal na relação com manifestantes da operação tartaruga da educação atraiu um revide maior dos professores, em assembléia: A instauração do Dissídio Coletivo e a continuidade da operação tartaruga, acompanhada de manifestos mais fortes e boicote aos projetos institucionais da secretaria municipal de educação.

O último manifesto aconteceu hoje, pela manhã, quando professores, pais e alunos permaneceram na portaria da prefeitura com uma mordaça na boca, portando faixas e cartazes, demonstrando claramente o senso de civilidade com que tem pautado o movimento.

Para a surpresa de todos, Carlos Silva, presidente do SINTRAMON, passou-nos uma notícia de que o Prefeito, o eleito pelo povo  de Monlevade, Teófilo Torres, estaria disposto a receber  o Sindicato para uma reunião. O bate-papo com o Prefeito foi regado pelas mesmas justificativas: o reajuste é ZERO % por causa da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). Depois de muita conversa, um avanço: O prefeito propôs uma nova reunião para segunda feira, desta vez entre as assessorias econômicas do SINTRAMON e da prefeitura; o que já deveria ter acontecido há muito tempo...

Agora, resta-nos esperar para sabermos se esta luz no fim do túnel é o começo, embora um pouco tardio, do surgimento de um diálogo, transformado em "NEGOCIAÇÃO" no sentido pleno da palavra. Como não me iludo mais, pode ser também o surgimento de um trem a todo vapor,  destinado a nos atropelar, passando por cima de nossa dignidade, levando-nos a mais uma frustração.

E, como gato escaldado tem medo de água, os manifestos, a operação tartaruga e os boicotes continuam até segunda ordem ... e não faremos reposição de aulas se nossos pontos forem cortados.











segunda-feira, 20 de maio de 2013



AINDA HÁ ESPERANÇA?




Eu tenho um ideal e, às vezes, sonho com dias melhores. Sei que a minha profissão é a mais correta em um país mais que errado. Sei que a escola que prepara pessoas oprimidas como muitos de nós, infelizmente, prepara também o opressor.


Escuto piadinhas das quais não posso rir, vejo jovens se perdendo nas graças das desgraças ... e o que posso fazer é ensinar, tentar mostrar caminhos, verdades, sentidos para tudo; mas ao tocar do sino, a torcida barulhenta e o alivio da maioria faz tudo não ter sentido algum. Eu também estou me cansando disso . 

Tenho que me acostumar com pouco dinheiro, pouco tempo e muitas contas. Tenho que querer muito quando quase todos não querem nada ... inclusive, os seus pais, que delegaram a mim até o que é de sua obrigação.

Tenho que não ligar para os dedos cruzados que pedem a minha falta, seja por doença ou por outros motivos. Quando chego em casa,  tenho que doar para a família do corpo e da mente, o que sobrou.

Sei que sou um agente capaz de mudar as injustiças sociais. Sei também que faço parte de um grupo de formadores de opinião, mas não sou capaz de convencer os governantes de que é preciso valorizar a minha classe, uma vez que apenas  2% dos vestibulandos pretendem ingressar na carreira do magistério.


Pertenço a uma estranha classe de semideuses imortais, que morrem todos os dias, bimestre a bimestre, ano a ano...


Só sendo para ser, para crer, para querer mudar o que é torto desde 1500 ... E ter apenas um super poder: o de  querer, de lutar, continuar teimando em ser, mas só por mais um pouquinho de tempo ... Ser professor! 























sábado, 18 de maio de 2013


ACORDEM, EDUCADORES!


Em 2011, a nossa greve durou 61 dias. Depois de constatarmos que a única solução era entrarmos na justiça contra o poder público, retornamos, até porque achamos que estaríamos nos prejudicando e prejudicando nossos alunos. Dois anos depois, estamos vivendo uma situação semelhante, porém, mais fragilizados, dada a morosidade do sistema judicial neste país, principalmente quando se trata do trabalhador da educação; o que faz com que o educador não tenha a esperança de que algo venha dar certo, levando-o a não entrar de peito aberto em qualquer espécie de movimento paredista.

Acho que deveríamos refazer as nossas reivindicações: Cobrar da administração o pagamento do reajuste de 7,97% retroativo a janeiro/2013, autorizado pelo governo federal; e não a inflação acumulada e nem tampouco os 5% em Março e mais 5% em Julho. Afinal de contas, a administração já vem recebendo a verba do FUNDEB, reajustada na média de 13% ao mês. Direito é direito. Se nós não fecharmos a cara agora e não partirmos para esse “radicalismo”, não seremos, jamais, respeitados.

E como não bastasse tanta descrença, o “patrão” começa a usar artifícios espúrios na tentativa de desmobilizar a classe, jogando-a contra a comunidade escolar, ameaçando o corte do ponto e aterrorizando os professores contratados. É sabido que não há professores habilitados desempregados em lugar algum. O que poderia acontecer com aquele professor contratado que apoiasse tal movimento? Ser demitido? E depois? Como o município iria fazer? Reiniciar as aulas sem aqueles “demitidos”? Como? Até abrir um novo edital de convocação ... O prefeito e a secretária de educação sabem dessa realidade. E sabem também que cortando o ponto dos professores, desobrigam os mesmos a reporem a carga horária perdida. E assim, para substituí-los vai sair 50% mais caro...

O professor contratado também sabe, mas, infelizmente, temos que admitir: Eles estão fraquejando ... Como desconhecem a sua importância, o seu valor!... Se não fossem necessários nunca teriam sido contratados pela prefeitura. Nesse pacote alguns efetivos também estão. E o pior de tudo isso é que serão cada vez mais desvalorizados e jamais serão reconhecidos.

É muito comum ouvirmos dos nossos pares que o professor nunca foi valorizado, porque a classe é desunida... É isto mesmo! Principalmente no momento de uma greve pelos nossos direitos, alguns acabam se deixando dominar pelo medo, pelo assédio moral através daquelas “cartinhas” ... E assim, fazem exatamente o que os governantes querem, contribuindo para a reprodução de vaquinhas de presépio; ideologia esta, que nunca conseguirá ser aplicada aos seus alunos, nos tempos atuais.

E, pelo amor de Deus, tenho ouvido de alguns comunicadores que fazemos greve porque não são nossos filhos que serão prejudicados! Será que estes comunicadores acham que nossos filhos não estudam em escola pública, também?  Só falta os mesmos fazerem coro com o prefeito, quando um pai de aluno foi reclamar sobre a greve: "Matricule seu filho em escola particular!"

Nós, educadores, sempre nos preocupamos com o bem estar de nossos alunos. Afinal de contas, trabalhamos por vocação; não somos mercenários do saber. Precisamos lutar pela nossa dignidade!


sexta-feira, 17 de maio de 2013

OLHO POR OLHO ...


Ontem, pela manhã, o manifesto do movimento paradista de professores ganhou mais força. É que alguns pais, juntamente com seus filhos, engrossaram o movimento, indo com professores de toda a rede para a porta da prefeitura. Ali foram feitas várias palavras de ordem e caminhada em volta do prédio da prefeitura, como nos demais dias.

Desta vez, a administração apelou e feio, quando alguns alunos entraram para tomar água e foram ameaçados de serem presos por causa do barulho, diga-se de passagem, uma forma de manifestar pacificamente com apitos. Mas, o certo é que a assessora de governo Leiza Hermsdorff recebeu uma comissão formada por pais, educadores e membros do SINTRAMON para conversar em seu gabinete. O encontro amistoso durou em torno de uma hora e meia, quando a pedido da citada comissão, alegando que era preciso assentar para negociar, ficou combinada uma reunião para hoje, as 9 horas, com o SINTRAMON.

Ontem, em assembléia, parecia que uma luz, finalmente, se acenderia no fim do túnel, embora muitos não acreditassem; o que corroborou para que  não se decidissem nada, enquanto não houvesse a citada reunião.

Hoje, as 7 horas, o SINTRAMON recebeu a carta acima, alegando que a reunião teria sido cancelada, dando por encerrada as negociações.

Para piorar ainda mais a situação, as escolas receberam uma correspondência, na qual a ordem é "CORTAR O PONTO" daqueles  que fizeram greve. Bem, não quero saber como é que eles vão fazer, já que a carga horária tem que ser cumprida. Uma vez cortados os dias, ninguém terá a obrigação de repor tais dias de greve, a não ser que paguem as aulas acrescidas de 50%, pois assim configurar-se-á hora-extra.

Uma assembléia geral extraordinária ficou marcada para hoje, as 18 horas, no Centro Educacional, quando, possivelmente, optaremos pelo Dissídio Coletivo. Se vamos voltar ou continuar com a operação tartaruga, não sei ... mas o boicote a todos os projetos encaminhados pela secretaria, incluindo-se as Olimpíadas de matemática, Prova Brasil e quaisquer instrumentos que visem medir a excelência da educação municipal, estará em pauta; até mesmo porque, em nosso município, todos os méritos dessa excelência sempre ficaram para a administração pública. Os bons resultados continuarão a ser colhidos, sim; mas de acordo com a excelência do nosso trabalho no dia a dia...

Nunca ... jamais houve uma administração nesta cidade com tamanha "coragem" e covardia, ao mesmo tempo, para  bater de frente com os educadores do município. As consequências deste combate poderão resultar em feridas que dificilmente cicatrizarão. A intransigência da atual administração levará ao maior caos na educação pública municipal, manchando assim todo um passado de glórias, o que manteve imaculada, por décadas, a qualidade do ensino público municipal. Só depois saberemos quem perderá mais ...

terça-feira, 14 de maio de 2013

A LUTA CONTINUA...



Ontem, os diretores das escolas receberam uma correspondência, assinada pelo prefeito e pela secretária de educação, na qual eles eram alertados para o cumprimento das 833,20 horas da grade curricular e onde, também, jogava nas costas dos gestores das escolas toda a responsabilidade sobre o fato de os professores terem iniciado a chamada Operação Tartaruga. Uma vez que a citada operação é caracterizada pela dispensa dos alunos nos dois últimos horários de aula, aqueles alunos não podem ser colocados na rua, à mercê de quaisquer situações que coloquem em risco a sua segurança. Mas o SINTRAMON orientou os diretores das escolas a buscarem o apoio dos pais, dispensando-os com a autorização ou acompanhados dos respectivos responsáveis.

Como forma de pressão, naquela carta, a administração faz uma ameaça de denúncia ao Ministério Público e ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e dos Adolescentes.

Um "Comunicado Ao Pais", parte da citada carta, desta vez assinada somente pela secretária de educação, foi encaminhado através dos alunos, onde repassava aos pais informações semelhantes.

Hoje, os diretores receberam um E-mail, onde era solicitada lista nominal e carga horária daqueles educadores que estavam apoiando tal movimento, onde se pressupõe que haverá cortes de ponto dos grevistas. 

Pelo exposto acima, nota-se que a cara-de-pau e incoerência são a tônica da atual administração, o que me leva a alguns questionamentos:

1º) Mais uma vez, a administração desperdiça papel e xerox, para justificar a sua intransigência. Por que não aproveitaram o "material" para explicar aos pais onde foram aplicados os reajustes do FUNDEB, justificando assim o 0% de reajuste aos professores?
2º) Já que afirmam que a carga horária do aluno não pode ser prejudicada, por que cortar o ponto dos professores, uma vez que a carga horária deverá ser reposta? Eles se esquecem que "cortando" nosso ponto, não seremos obrigados a repor os dias parados, a não ser que nos paguem 50% a mais?
3º)Uma administração pública que não cumpre uma lei federal (Reajuste do piso em 7,97% a partir de janeiro deste ano) tem moral para acionar o Ministério Público?

Pois é, senhor prefeito e senhora secretária, amanhã, às 16 horas, em todas as escolas, estará sendo realizada uma reunião com a comunidade escolar (pais de nossos alunos), quando serão detalhados a eles o porquê da legitimidade do movimento paradista. Na quinta-feira, voltaremos até à porta da prefeitura, acompanhados dos alunos e de seus pais, para manifestarmos a nossa indignação...

segunda-feira, 13 de maio de 2013


PORQUE NÃO SE PODE LEVAR 
O NOSSO PAÍS A SÉRIO...

O cristão diante de novos desafios, é o tema desenvolvido no vídeo acima (o primeiro na barra de vídeo), pela Pastora Dra. DAMARES ALVES, em palestra ministrada na Primeira Igreja Batista de Campo Grande-MS, onde com base, dados e nomes, desmascara o que está acontecendo no Brasil em detrimento da família e da vida. A explanação traz à tona ações governamentais a favor da legalização do aborto, homossexualismo e diversos projetos voltados para crianças com o objetivo de influenciá-las sexualmente através da "educação" das nossas crianças na escolas. É um verdadeiro alerta à Igreja cristã brasileira e a toda a sociedade civil constituída.

Ao dar início a sua palestra, ela avisou: "A igreja evangélica brasileira passa por grandes desafios", dizendo que enquanto a igreja se preocupa com riquezas há pessoas que estão tentando influenciar as crianças com o intuito de destruir a infância e ensinar a homossexualidade e a erotização.

As denúncias da advogada estão sendo divulgadas pelas redes sociais e causando revolta em pais de todas as religiões, pois os materiais incentivando o sexo entre crianças de 10 anos já foram distribuídos em diversas escolas espalhadas pelo Brasil.

"Estão detonando as nossas crianças", diz ela que em seguida mostra um livro que será distribuído para crianças de dois a três anos de idade que mostra dois príncipes se casando. Há outros materiais que estão tratando com naturalidade a homossexualidade.

Em determinado momento Damares Alves diz que no final de um dos materiais há a indicação de que para tirar dúvidas a respeito do conteúdo do livro é preciso consultar a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, o que explica os ataques que o deputado federal Marco Feliciano vem sofrendo, já que ele é contra todos estes projetos.

Outros assuntos são tratados na palestra, como o aborto e a manipulação de informações que tem como objetivo aprovar a interrupção de gravidez. As denúncias são gravíssimas.

Antes de assistir o vídeo, saiba quem é DAMARES ALVES:
DAMARES ALVES é pastora, advogada, membro da Igreja do Evangelho Quadrangular, atualmente exerce as funções de Assessora Parlamentar no Congresso Nacional, Assessora Jurídica da Frente Parlamentar Evangélica e Secretária Nacional do Movimento Brasil Sem Aborto. É também assessora jurídica da Frente Parlamentar da Família e Apoio a Vida, liderada pelo senador Magno Malta e co-fundadora do movimento ATINI -- Voz Pela Vida, que exerce uma importante luta no combate à violência contra crianças indígenas. Além disso, a Dra. Damares Alves é Diretora de Assuntos Parlamentares da ANAJURE - Associação Nacional de Juristas Evangélicos. 

sexta-feira, 10 de maio de 2013


DE MOCINHO A BANDIDO



Talvez soe mal esse título, mas foi o que veio à minha cabeça, ao confrontar opiniões da mídia  sobre os servidores públicos e seu movimento grevista com as mazelas politiqueiras do administrador atual da prefeitura. Entre tantas verdades relativas sobre deveres e direitos do servidor, com as quais convivo há 37 anos, na prefeitura, não seria de admirar quaisquer críticas e reclamações que venham à tona ... A questão maior é elas aparecerem, como que se quisessem justificar o 0% de reajuste e, principalmente, pelo drama que vivemos relacionado à valorização do servidor público; apesar de que maus servidores existem também nas empresas privadas.  Mas, quando se fala em servidor público, estamos falando daquele trabalhador, cujo patrão é o POVO, a quem ele tem o dever de agradar.

Entretanto, há que se considerar que todo servidor muda de chefe de 4 em 4 anos, de modo que não muda só o executivo, uma vez que o executivo traz consigo aspones , cabos eleitorais e agentes políticos, que na maioria das vezes não conhecem a dinâmica do trabalho e, por isso, acabam batendo de frente com aquele servidor de carreira, perseguindo-o; isto quando não o encosta em outro setor ... Já pensou se não existisse concurso público para garantir estabilidade de emprego para aquele servidor? Por causa do abuso de "chefes-políticos-passageiros-inecrupulosos é que se criou o concurso público. Além do mais, o servidor de carreira acaba sendo obrigado a servir diretamente àqueles paraquedistas cheios de vaidades pessoais ... Agora, se aquele servidor está "morcegando", há uma arma que derruba sua estabilidade:  O Processo Administrativo.

Quando há uma greve no serviço público, com certeza, o primeiro a ser atingido é o povo. O povo, uma vez prejudicado, não tem que cobrar de seu "EMPREGADO" e, sim, daquele que foi eleito por ele, como seu legítimo representante. Aliás, pressupõe que o seu projeto político também foi eleito. Um detalhe: Nós, servidores, somos o povo também. Nós também elegemos  nossos administradores ...

Entremeio ao movimento grevista, surge aquela ideia de que a greve é política, muitas vezes confundida com greve por oposição partidária; o que não é o nosso caso, uma vez que não tem ninguém empunhando bandeira de partido político. Qual greve não é política? Política por melhores salários, por respeito e valorização do trabalhador ... Por outro lado, algumas atitudes do atual prefeito sempre nos levam a crer que o mesmo vislumbre algumas vantagens políticas em determinadas ações. Isto já é politicagem...

A questão do impasse negocial entre prefeitura x sindicato  tem que ser levada para toda a comunidade, e de forma imparcial, porque é a comunidade que perde com qualquer espécie de paralisação. Por isso, haverá sempre atitudes do “não-serviço” por parte dos servidores, no sentido de fazer o povo reclamar com o seu eleito sobre o  mau atendimento nos diversos setores da administração pública ... E isto é LEGAL! A greve é LEGAL! O movimento grevista é a única arma contra a intransigência, a enganação ...

O fato de metade do orçamento ser gasto com folha de pagamento é algo muito sério. Mas é bem visível que quem mais se aproveita dessa verba são os famosos cargos comissionados (aspones e cabos eleitorais), que são os cabides de emprego de uma prefeitura, onerando os cofres públicos com rescisão de trabalho, de quatro em quatro anos. Quanto ao resto, é o velho ditado: Se você não consegue tratar de 10 filhos, para quê adotar mais 2? E, pelo que se sabe as admissões não param ...

E assim, a novela continua … só muda o autor… O Prefeito atual está tentando, como o seu antecessor, enganar o povo, dizendo que já paga o PISO, que o orçamento da prefeitura não comporta e até dizendo aos pais para enviarem seus filhos à escola, para desmobilizar o movimento grevista; o que tem conseguido, levando-nos a mudar de estratégia: Operação Tartaruga. Ao meu ver, incomodará muito mais e trará problemas incontornáveis para todas as partes, comprometendo a excelência de nosso trabalho.

Outra questão polêmica é o nosso plano de carreira. Ele só pode ser concretizado, a partir do cumprimento da lei 11.738 que dispõe sobre o pagamento do piso nacional de salários do magistério, com retroação a abril de 2011. Só que os nossos administradores se esquecem que a lei federal 11.738 tem que ser aplicada com base no nosso plano de carreira atual (lei 920/89). Ela manda aplicar o piso na base (P1). Por isso o prefeito anterior tentou derrubar a lei 920/89, empurrando tal proposta idiota à câmara; o que não conseguiu. E hoje? O atual conseguirá? Conjunturas atuais à parte …

Se antes de 2011, aquela diferença do P1 ao P6 era de 120%, hoje ela está em torno de 30%; ou seja, o arrocho salarial já vem acontecendo há dois anos. Se permitirmos a política salarial da administração atual, dentro de, no máximo, dois anos, ninguém precisará ter formação acadêmica para ser professor. Esta é a política do governo estadual, que está sendo copiada pelo municipal. 

Naquela época, em 2011, tínhamos a consciência de que a aplicação da citada lei federal era impossível, uma vez que só a folha de pagamento de professor teria um acréscimo de 60%; mas a citada lei orientava para que as prefeituras solicitassem aumento de repasse do FUNDEB, caso não tivesse recurso. Mesmo assim a administração não se dignou a buscar os recursos da lei. Desta forma, decidimos entrar na justiça, uma vez que a proposta da prefeitura era de arrocho salarial, fazendo com que perdêssemos muitas vantagens. Por isso, não tivemos reajustes salariais, desde então,

Atualmente, a prefeitura está se negando a reajustar nossos salários em 5% a partir de Março + 5% a partir de Julho, enquanto a verba do  FUNDEB  foi reajustada em 13% – média dos 3 primeiros meses. O que deveríamos pedir, atualmente - que não é aumento! - seria o reajuste salarial a partir de janeiro (9.78%), conforme manda a lei. No entanto, a mídia não pediu para o prefeito explicar tal dificuldade, fazendo-nos acreditar que o prefeito  fez uma caixinha durante os 3 primeiros meses, deixando todos os setores públicos na mão, para pagar uma dívida pública (a longo prazo) de 11 milhões. Por isso, nos oferece zero % de reajuste.

Esta mesma mídia já está questionando: vale alimentação, vale-transporte, o fato de a administração gastar metade do orçamento com folha de pagamento de servidores, a relação patronal do servidor público com o povo, bem como a estabilidade funcional do servidor concursado... E por aí, vai divulgando a idéia  de que o povo é quem está pagando o pato e de que, nos bastidores da greve, há interesses  políticos-partidários; quando é visível a trama politiqueira do atual prefeito em deixar o servidor na mão agora, para que no próximo ano possa se mostrar mais generoso, em busca de apoio político para eleger mais um do clã dos Torres à Assembléia Legislativa. Esta não vai pegar ...

Pois é ... nesta trama, muitas vezes os personagens se revezam. O Prefeito era o mocinho forasteiro, que apareceria na cidade para “RESOLVER”  todos os problemas. Agora, está dando uma de bandido light, que tira do trabalhador para dar aos empresários. Os servidores públicos, para a mídia, são irresponsáveis, preguiçosos, folgados, abusados ...  só porque, estão fazendo uso de um direito legítimo: GREVE contra a indiferença de um paseudo-administrador, que também não é nem um pouco “político”, no verdadeiro sentido de buscar o bem comum, com transparência e diálogo.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

DESCONCILIAÇÃO TRABALHISTA








Ontem, durante a Assembleia do SINTRAMON, não houve quem não ficasse pasmo e indignado com o resultado da reunião, que tinha tudo para ser conciliadora, no TRT/BH, entre Sindicato e Prefeitura. É sabido que depois de a corregedora ouvir as partes, foi sugerido que a prefeitura reajustasse nossos salários em 6,97% (inflação acumulada de março/12 a março/13 e que fosse reajustado o vale alimentação para R$ 228,00 para todos os servidores. O mais incrível é que enquanto o Sindicato aceitou trazer tal proposta para a nossa assembléia,  a procuradoria da prefeitura teria aceitado trazer a citada proposta para análise. Só que enquanto marcavam uma nova data para se assentarem, a procuradora da prefeitura resolveu ligar para a assessora Laura Carneiro, que dizem ser a manda-chuva da administração,  a fim de comunicá-la de tal mediação. Imediatamente, a "XERIFA" ordenou que não aceitassem nenhuma proposta que viesse de tal Tribunal, gerando um impasse, conforme consta no documento acima.

Diante do exposto acima, é bastante questionável o porquê da ida dos procuradores em Belo Horizonte e quem não está aberto à negociação... Mais uma vez a administração municipal demonstra intransigência e falta de diálogo, enquanto pressiona alguns professores a retornarem ao trabalho e chamando os pais para mandarem os filhos para a escola.

Devido às situações criadas pela atual administração, foi deliberado em assembléia o Dissídio Coletivo e o retorno das aulas a partir de segunda-feira, em forma de operação tartaruga; ou seja, em cada turno haverá 5 aulas de 30 minutos. Os alunos retornarão mais cedo para casa. 

Professores indignados com a atual situação, prometem boicotar TODOS os projetos que forem direcionados às escolas, pela Secretaria Municipal de Educação: Um bom momento para os atuais diretores das escolas refletirem sobre uma possível reeleição à direção, já que as eleições deverão acontecer no fim deste ano.




quarta-feira, 1 de maio de 2013

O QUE O POVO PRECISA SABER




Transcrevo abaixo o que acabei de ler no Blog do Leunam:


Perguntei a um professor porque ele estava em greve e ele me falou durante uma hora sobre os raciocínios tortos que os administradores usam na educação. Chamou estes raciocínios de sofismas. Vou tentar reproduzir o que me foi dito.

O primeiro sofisma é a interpretação que se faz sobre a lei do FUNDEB – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. Em vigor desde 2007, este fundo veio para promover a valorização dos professores.

Quando secretários e prefeito vão ao rádio dizer que o dinheiro do FUNDEB não dá para cobrir a folha de pagamento dos professores estão dizendo uma grande bobagem: o FUNDEB não foi criado para ressarcir os cofres municipais pelo pagamento dos professores, o governo federal jamais tomou para si a obrigação de cobrir folha de pagamento dos profissionais da educação de municípios. Aliás, o artigo 11 da lei 9394 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - diz “os municípios incumbir-se-ão de organizar, MANTER e desenvolver os órgãos e instituições oficiais de seus sistemas de ensino”... O FUNDEB deveria ser uma gratificação a mais no salário do professor, um incentivo ao desempenho. Quem é o responsável pela folha de pagamento dos professores é o município e não o FUNDEB. Cobrir a folha com o FUNDEB é desviar o dinheiro da função desejada na lei 11494...

O segundo sofisma é o plano de carreira, e este não cabe interpretação duvidosa, há pelo menos cinco leis exigindo seu cumprimento: o artigo 206, V da Constituição Federal, o artigo 40 da lei 11494, o artigo 67 da lei 9394, o item 10.3.1 do Plano Nacional de Educação (lei 10172) e finalmente o artigo 6º da lei 11738-Lei do Piso Nacional do Magistério. O plano de carreira , segundo estas leis , tem a finalidade de garantir a valorização dos professores. Um plano de carreira é criado por lei e prevê valorização conforme a graduação do professor. Em Monlevade, o plano de carreira, lei 920 tem seis níveis de graduação, separados por 20% ou seja, o nível 2 ganha 20% a mais que o nível 1 e assim sucessivamente.É aí que inicia a grande farsa.O governo federal estabelece o valor para o nível 1, os outros níveis deveriam simplesmente seguir o que foi determinado por lei, lembro que o plano de carreira é uma lei municipal criada no governo de Leonardo Diniz, mas isto não acontece desde abril de 2011.

O sofisma é este: secretários e prefeito vão ao rádio e na maior cara de pau, dizem que estão pagando o piso que estão dentro da Lei. O raciocínio torto que não consegue enganar ninguém , porque ele dá 7,97% para meia dúzia de professores do nível 1 e  0% para os outros 467. Eles conseguem transformar as maiores esperanças de valorização do professor , a lei do piso e a lei do FUNDEB, em duas grandes mentiras.

Disse-me ainda o professor; estamos em greve pedindo ao prefeito que cumpra a lei, nada além disso.Veja quantas leis nos amparam, não entendo porque o Ministério Público não toma providências, ele é quem deveria estar cobrando o cumprimento da lei 920 que só vale quando interessa a prefeitura.E os vereadores? Dizem que não entendem bem o problema dos professores, mas nós não temos problemas: QUEREMOS APENAS QUE O PREFEITO CUMPRA A LEI. Basta ao Ministério Público e aos vereadores perguntar ao prefeito porque o MEC determinou um reajuste de 7,97% para os professores e ele não deu ou deu para seis e nada para os outros. Será que eles acreditam que o Governo Federal está privilegiando apenas alguns professores que não puderam cursar a Universidade?

Em resumo, nesta cidade que parece inventada por Dias Gomes, as coisas funcionam assim: o governo federal bonzinho cobre a folha de pagamento dos professores e o governo municipal mauzinho dá aumento só para meia dúzia de professores.