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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

TRAGÉDIA ANUNCIADA

TRAGÉDIA ANUNCIADA?

É incrível como a nossa sociedade consegue estampar tanta hipocrisia diante do que aconteceu naquela boate lá em Santa Maria(RS), o que agora boa parte da mídia denomina como uma tragédia anunciada diante das irregularidades - que só agora vieram à tona - do funcionamento da citada casa noturna: alvará vencido, utilização de material inflamável no teto, existência de apenas uma porta de acesso/saída, inexistência de aparelho de comunicação  para os seguranças, superlotação, irresponsabilidade no manuseio de sinalizadores, etc. e, se pesquisarmos encontraremos outros motivos para queimar os donos daquele estabelecimento em praça pública.

As reportagens são bastante carregadas de um sensacionalismo insensato, explorando a dor de centenas de familiares e amigos principalmente, com aquela pergunta capciosa "o que fazer agora?", arrancando daqueles que perderam algum ente querido aquele brado desejo de "JUSTIÇA", como se os mesmos soubessem das irregularidades citadas e já tivessem alertado os donos para tal ...

O que aconteceu naquela cidade foi triste, sim. Se tudo estivesse dentro das normas, é possível que nada disso tivesse acontecido. Pena que só agora, é que as prefeituras do país inteiro estão e estarão se mobilizando para uma fiscalização maior destas casas noturnas e, pode ter certeza, que de domingo até agora, já há uma série de boates sendo fechadas, evitando-se outra catástrofe semelhante a esta. Aliás, as autoridades competentes em nosso país, só despertam quando caem da cama ... ou quando a cama cai.

Nesse momento me solidarizo aos familiares daqueles jovens, estudantes em sua maioria; futuros profissionais que tiveram suas vidas ceifadas, seus sonhos deletados: em troca de pequenos momentos de prazer proporcionados pela beleza de um sinalizador que, ninguém podia imaginar, que viesse a trazer tanta aniquilação. Ninguém!

Depois de uma longa reflexão, não posso deixar que tamanha hipocrisia tome conta do meu ser, a ponto de querer julgar aqueles quatro sócios-proprietários, os seguranças que impediam os jovens de saírem daquela taberna, o integrante que acendeu o estopim daquele artefato, o fiscal que não foi fechar tal estabelecimento por falta de alvará e outros mais. Com certeza, todos eles já estão pagando pelos seus "erros". A maior pena que se pode pagar em vida é uma consciência traumatizada. Da mesma forma que indenização não traz nenhum morto de volta, prisão "perpétua" para os envolvidos também não trará. 

Talvez fosse melhor pensarmos que aqueles jovens não foram mortos ... Deus os colheu antes do "nosso tempo", mas dentro do tempo Dele ... Mas, de uma forma ou de outra, tudo isso não deixa de nos servir de alerta ...




segunda-feira, 28 de janeiro de 2013


BOM DE BOLA, RUIM DE ESCOLA

Hoje resolvi escrever sobre o futebol - o ópio do nosso povo. Bastante esquisito este jargão! Comparação mais esdrúxula. O ópio é uma droga. Droga faz mal, embora traga alegrias momentâneas. Futebol é alegria! Futebol é um esporte maravilhoso. Para alguns, é uma profissão; e que profissão, hein? Ganhar uma grana para se divertir...

O esporte, sua prática, sua cultura é e pode ser bastante pedagógico. Ele contribui para o crescimento de qualquer sociedade. Mas é contraditório o fato de que, em um país que não leva a educação a sério, o futebol estranhamente alcance níveis de importância tão alienantes. Isso chega a ser algo enganador e, principalmente, deformador.

Mas, mudando de assunto e voltando ao mesmo, o Brasil ficou em penúltimo lugar em um ranking global de educação que comparou 40 países levando em conta notas de testes e qualidade de professores, entre outros fatores.

Os governantes nacionais, em todas as esferas, não encaram a melhoria da educação como investimento e sim como gasto. Esse aspecto da nossa realidade, somado e inter-relacionado à corrupção política e à manutenção da pobreza física e intelectual da massa, forma uma cultura do clientelismo, da alienação ou da banalidade, em detrimento do conhecimento, da pesquisa, do saber, afundando qualquer sistema educacional.

Finlandeses, coreanos do sul, japoneses e chineses despontaram simplesmente porque suas populações tiveram o nítido entendimento de que o crescimento só existe, de fato, se houver uma cultura do bem estar, uma sociedade harmônica e comprometida com as futuras gerações.

Brasil: penúltimo na educação. Notícias como essa são menos circuladas do que muitas futilidades nas redes sociais ou bobagens de programas enlatados da nossa mídia televisiva. Enquanto esse resultado “não incomoda”, eis as questões que povoam a maioria das mentes dos brasileiros: Será que os estádios da Copa estarão prontos em tempo? E as obras das Olimpíadas? Quem será o novo técnico da seleção? Quem serão os convocados? Neymar será o grande nome do mundial? Qual país será o vencedor, desta vez?

No país do futebol – mas que com certeza não é da educação – deve ter “cidadão” que olhe aquela notícia e diga algo que soe mais ou menos assim, mesmo que inconsciente:  ­"Somos penta. Ser penúltimo na educação não importa, pois para ser bom de bola não precisa estudar...








sábado, 26 de janeiro de 2013

 TODOS PELA EDUCAÇÃO


No nosso dia a dia vivemos cercados por diversos bordões que, de tanto serem usados mecanicamente, acabam perdendo o seu verdadeiro sentido, diante das mazelas da vida.

O bordão filosófico "É preciso educar as crianças, hoje, para que, no futuro,  não seja necessário castigar os adultos", que se transformou em bordão político na boca daqueles políticos-espertalhões, quando defendem a educação como parâmetro para transformação e solução para tudo, será transformado em “Teremos que educar nossas crianças melhor, para que elas virem políticos e assim não sejam punidas no futuro...

Outro bordão bastante conhecido dos políticos é o “No lugar de presídios, é preciso construir escolas”. Este pode ser interpretado assim: “temos que “gastar” (entenda desviar verbas) dinheiro na construção de escolas, sem investir num plano de carreira do professor,  pois assim faltará prisões para nós...”

Outro bastante conhecido é o “Tudo começa pela Educação” ou o marketing do governo federal “Todos pela Educação”. Qualquer um dos dois poderá ser entendido desta forma: “Tudo termina com um futuro marcado por crianças sem  educação de qualidade, pelo sofrimento e por morte nos leitos (ou falta de leitos) dos hospitais públicos, pelos baixos salários dos professores, médicos, policiais, pela corrupção e formação de "milícias” (policiais que matam e são mortos), pela falta de emprego, que levarão milhares de jovens para o  mundo  das drogas, da prostituição, do crime  que, se não se matarem, vão matar para não morrer... “
Êpa! Mas tudo isso já é real... 
Então pergunto:











sexta-feira, 25 de janeiro de 2013


SAÚDE PÚBLICA PEDE SOCORRO



O que eu vi ontem no "CONEXÃO REPÓRTER" do SBT , chamar de desumano é pouco, muito menos um teatro de horrores, como assim disse o repórter Cabrini, indignado com o tratamento que é dado aos doentes mentais do Hospital Vera Cruz, em Sorocaba(SP).

O que o citado programa mostrou é a humilhante situação animalesca de humanos vivendo numa pocilga, para não dizer chiqueiro, com seus corpos nus, jogados nas grades das camas (Não havia nem colchões!), alimentando-se de fezes para matar a fome, sendo espancados por "profissionais da saúde(?)" e sendo forçados a trabalhar ao invés de ser servido, uma vez que o governo federal destina uma verba de 900 mil/ano para aquela instituição. Se a verba é muito ou pouca, não vem ao caso...

Por estas e muitas outras mazelas que acontecem em nosso país é que não se pode acreditar muito nos políticos. A imprensa de um modo geral mostra essas atrocidades a todo o momento, mas os governantes "não sabem de nada", o povo também não sabe ou, quando sabe, omite, por achar que não pode fazer nada...

E enquanto isso, alguém acaba enriquecendo, ilicitamente, às custas do sofrimento de um povo, que na sua ingênua esperança de dias melhores se cala, quando não é calado pelos poderosos de plantão.

É por estas e muitas outras é que, às vezes, tenho vergonha de viver nesse país, nesse Estado e, porque não nessa cidade; porque de certa forma, tudo reflete aqui também ... o chamado efeito cascata.

Por isso é que TUDO TEM QUE SER MOSTRADO, sim. Não podemos continuar a viver num país do faz-de-conta. Doa em quem doer, os órgãos da imprensa tem que DENUNCIAR até que medidas cabíveis sejam tomadas, contra a IMPUNIDADE em nosso país; enfim, em favor de uma política mais HUMANA.

E aqui vai um recado para Dona Dilma: O povo não pode continuar pagando pela impunidade.O corte de mais de 5 bilhões da saúde, não contribuiu para reduzir a robalheira e muito menos para melhorar a gestão da saúde pública pública neste país ... É melhor gastar mais 8 bilhões com a saúde pública, que reduzir as nossas contas de energia em troca do voto presidencial! 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013


O PROFESSOR E A ESCOLA PARA A SOCIEDADE


Hoje, nas minhas reflexões, nas leituras de artigos filosóficos e leituras do dia a dia do professor, da escola e de suas relações com a sociedade política, deparei com algumas conclusões, que passo a seguir:

Os professores sempre amenizaram a vida do brasileiro quando contada na escola. Contaram para o aluno a história de um país de mentira, “sem terremoto, com um solo eternamente fértil, sem guerras e revoluções, sem grandes traumas, sem racismo, sem violência urbana, sem chacina rural e urbana; enfim, o país melhor de se viver”. Os professores contaram essa fábula para todos os alunos. Estes, uma vez vendo que a vida não era assim e que esse Brasil nunca existiu, tornando-se adultos passaram a desconsiderar a escola. Ela não podia ser levada a sério. Os professores não podiam ser levados a sério se acreditavam naquilo tudo que contavam. Como fazer pressão nos governantes para ter uma política educacional boa se a escola não é um lugar de coisa séria, verdadeira? Os professores, muitas vezes, apresentam-se como babás meio toscas, que compram cartolina para que cada criança recorte um coração e entregue para o pai que, vítima do racismo, da pobreza, do álcool e das igrejas, espancam diariamente a mãe! O aluno obedece, mas mais ou menos pensa, em silêncio: “esse professor não é bom da cabeça, o mundo em que ele vive não existe, ele parece uma criança!”. Como escrever as bobagens doces dos professores na cartolina para entregar para pais pobres, metidos em enrascadas diárias, ou pais de classe média que nem os vêem, pois estão esgoelando em seus escritórios ou nas indústrias para tentar não deixar faltar em casa a última Barbie ou o brinquedo eletrônico de última geração para seus rebentos?

Desta forma, a sociedade brasileira viu na escola esse cultivo da fantasia. Viu no professor não um profissional, mas um “tio” ou uma “tia”. Não um trabalhador, mas alguém que “dá aulas”. Não uma pessoa capaz, mas alguém que foi ensinar exatamente porque não conseguiu realizar ele próprio o que o ensino capacitaria ou até mesmo porque não há outra coisa melhor prá se fazer. Aliás, hoje qualquer um “dá aulas”. Como aumentar os salários “dessa gente”, que no fundo fica o dia todo “brincando com criança” ou “se divertindo com a fantasia dos jovens”? Há preconceito da sociedade nisso. Mas há também conceito. Pois, de fato, estamos cada vez mais fazendo da atividade de ensino alguma coisa, antes, parecida com o paraíso da brincadeira sem graça e hoje, o cultivo do lúdico necessário a todo animal inteligente.

Moldamos assim a silhueta do professor para a nossa sociedade e, desse modo, criamos as condições para que essa mesma sociedade deixasse de lado o professor e a escola. Por isso mesmo, quase todos nós louvamos a chamada “escola da vida” em detrimento do ensino formal escolar. A maioria dá pouco ou nenhum valor para seus professores e insiste dizer que é um autodidata. Aliás, em nenhum lugar do mundo há tanta valorização do autodidatismo como no Brasil. O brasileiro tem vergonha de dizer que não sabia e que aprendeu de fato com o outro, com o professor. Ele prefere até dizer que aprendeu “na rua”, ouvindo “o povo”. Pois ele vê seriedade nisso, mas não na escola. Ela é cor de rosa demais para ser levada a sério. Mesmo agora, quando impregnada pela violência urbana, ela não muda, continua moralista e busca de toda maneira se ausentar da vida social. Censura o palavrão, mas não censura mais a palavra errada saída do português ruim do aluno! ... Hoje vi na televisão que o governo pretende aumentar o número de aulas de português na grade do ensino fundamental...

A escola pode ser pintada de vermelho de sangue, mas vai continuar pedindo a cartolina para fazer o coração para o Dia das Mães, e vai continuar dizendo que Tiradentes ou era um dentista maluco ou era um “idealista” e que, enfim, “isso faz tanto tempo” que não “tem tanta importância”. A maneira de comemoração das datas cívicas diz tudo da mentalidade do professor, da escola, e o modo como ambos se caracterizaram diante da sociedade.

A pior coisa que poderia acontecer a um profissional aconteceu com o professor: ele não foi tomado como um profissional, mas como um amador. Aliás, literalmente, pois sua profissão não é ensinar, é amar, é servir... Na escola pode faltar de tudo. Só não pode faltar amor. E como toda professora cultiva isso, aplaude o governante que repete o refrão do amor.  E, traduzindo tudo isso, é como se ouvíssemos o governador Geraldo Alkimin dizer que “ Quem quer dar aulas faz isso por gosto e não pelo salário, Se quer ganhar melhor, pede demissão e vai para o ensino privado.” e pensar que ele está com a razão... ou então, quem sabe, deveríamos ser políticos? Aliás, até imagino nós, professores políticos servindo ao povo por amor e todo mês termos a nossa conta bancária recheada... Seu político ordinário!

Assim, não se pode deixar de gastar bilhões com uma copa do mundo para usar esse dinheiro em um mundo de gente pueril, a escola, um lugar de professores, ou seja, de crianças que brincam com crianças, que tomam conta de crianças. Seria gastar mal o dinheiro público se assim OS GOVERNANTES fizessem... Essa mentalidade é estampada nas mensagens do “Dia do Professor”, ao menos para quem sabe ler nas entrelinhas ou, às vezes, escancaradamente, nas linhas mesmo.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

MUDA BRASIL!

Recentemente, vi postado no facebook um vídeo sobre um tal de Piauí, quando o mesmo tecia algumas críticas sobre a nova lei paulistana, que tirará os viciados em crack das ruas, levando-os para uma clínica terapêutica, inclusive, contra a vontade dos mesmos. Naquele vídeo (veja-o e outros mais na barra de vídeo acima), ele fala da hipocrisia dos governantes, comparando tal ato com a dificuldade que se têm em implantar políticas sociais, que contribuiriam para a prevenção de uso das drogas, evitando-se assim a tentativa de remediar tal situação.

Nos jornais televisivos de hoje, o que mais se ouviu falar foi sobre esta lei e os efeitos da mesma, uma vez que os juristas estão preocupados em como o Estado e Municípios conseguirão executá-la na prática, além de se questionar se haverá recursos financeiros específicos para tal e até mesmo se não haverá desvios,etc.

Mais uma vez se vê como em nosso país, até hoje, privilegia-se (quando acontece!) a medicina curativa em detrimento da preventiva. E o que mais me causou estranheza foi os jornais não ligarem a lei em questão com a impunidade do narcotráfico e com a facilitação da entrada da Cocaína no país, através de suas fronteiras com o Peru e Bolívia, os maiores "produtores" mundiais da coca.

Não sei se esta lei vai "vingar" em São Paulo, mas, por via das dúvidas, seria bom que as forças armadas fossem mobilizadas para, definitivamente, banir com o tráfico e traficantes de drogas em nosso país. Esta seria a maior atitude preventiva. Assim, a curativa ficaria mais fácil e barata... E acima de tudo, renderia ao governo maior credibilidade! Mas, infelizmente, o Piauí está certo: o nosso povo se contenta apenas com o circo...

terça-feira, 15 de janeiro de 2013












IMPRENSA LIVRE E ÉTICA





Depois do pesadelo Prandinista, no que tange à sua relação com a imprensa escrita, (basta lembrar da saga protagonizada pelo prefeito anterior x A Notícia) veio-me à lembrança algumas reflexões sobre a importância do chamado 4º poder: A IMPRENSA.

Embora a Constituição brasileira garanta o direito à informação, dispondo que é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença, toda vez que um editor  procura um órgão público governamental para oferecer seus serviços, sempre tem que estar preparado para ouvir um não, inquisições absurdas sobre o seu posicionamento político-partidário  ou críticas a determinado artigo picante editado por aquele órgão de imprensa, o que não agradou aquele que foi posto no cargo público pelo voto popular. Pior é quando, quem fala o que quer, nunca se encontra à disposição para dar satisfação ao jornalista . Desta feita, acaba lendo aquilo que não quer ler, muito menos ouvir.

A verdadeira limitação imposta à imprensa, advém do fato de que os órgãos de imprensa são também empresas, necessitando portanto, de anunciantes privados e também do patrocínio público. Assim sendo, “não podem criticar duramente aqueles que a mantêm” sob pena de perderem boa parte de suas verbas publicitárias. Elas funcionam como uma forma de pressionar o jornalista mais crítico, fazendo-o permanecer em silêncio, ou então, fechar as portas.

Aí é que reside a verdadeira censura à imprensa: as denominadas verbas publicitárias dos entes públicos ou privados que podem ser suprimidas ou aumentadas de acordo com as posições adotadas pelo veículo de comunicação

Não deveria ser assim. Veja-se que, por um lado, a Constituição Federal no art. 220 e seus parágrafos, dispõe que a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição. Ela Veda ainda toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística, determinando que nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social.

Sou contra os censores, mas acredito que pessoas que labutam na imprensa sempre devem ter o cuidado de não pré-julgarem e/ou destruírem moralmente pessoas que, posteriormente, se descobrirem não serem responsáveis pelas acusações que lhes são impingidas de forma espetaculosa, poderão acionar o Ministério Público e aí...

Nota-se portanto, que os trabalhadores da imprensa tem consciência do grande poder que possuem. Por intermédio de seus veículos, podem inocentar ou punir alguém. Muitas vezes a punição psicológica ou moral deixa marcas tão profundas na vida dos acusados, que nem mesmo a posterior prova de sua inocência ou o tempo conseguem apagar.

Sendo assim, seria bom  os legisladores criarem um projeto de lei que obriga o executivo a aplicar, proporcionalmente e indiscriminadamente, em todos os órgãos de imprensa da cidade, aquela verba destinada à veiculação de anúncios e propagandas daquela administração. Se levarmos esta reflexão para outras áreas, veremos que empresas como a Vale, por exemplo, tem um convênio com todas as academias de ginásticas para seus funcionários . E não é ela nem o servidor que escolhem a academia; é o sistema. Da mesma forma, podemos exemplificar as empresas de psicoténico para habilitação de motoristas. Você paga, mas é também o sistema que indica, proporcionalmente, quem vai atendê-lo. 
     
De outra forma,  aquela administração pública deverá colocar a sua assessoria de gabinete e de imprensa para trabalhar e não para distribuir a “bel prazer” ou à base do “tomaládacá” as verbas publicitárias.

Finalizando, todo órgão de imprensa e todo trabalhador além de serem consumidores também são contribuintes, mas o que se observa em nossa sociedade são críticas àquela administração pública, que tem gastos exorbitantes de verbas publicitárias somente com tais órgãos de imprensa, enquanto os outros estão a ver navios.

Esta relação precisa ser repensada...


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013


A DESVALORIZAÇÃO 

DO PROFESSOR




As estatísticas da UNESCO são claras: o salário do professor brasileiro que ensina nas primeiras cinco séries da escola fundamental é o terceiro pior do mundo. No ensino médio, somos o sétimo pior do mundo.  

Os salários ruins tornaram a carreira do magistério para a escola básica alguma coisa que sobra apenas para desqualificados e/ou abnegados, e então temos um ensino péssimo que, na mensuração internacional, passa pela mesma humilhação da mensuração salarial.

Os salários de um professor brasileiro, em média (incluindo aí a rede privada!) são cinco vezes menores que os dos professores da Europa, Estados Unidos e Japão.  O professor do ensino fundamental, na cidade de São Paulo, recebe em média US$ 10,6 mil por ano. Isso é 10% do salário de um professor na Suíça. O salário anual médio de um professor brasileiro é de US$ 4.818. No Uruguai e na Argentina esse número dobra: US$ 9.842 e US$ 9.857. O mais significativo é que os professores brasileiros têm renda abaixo do Produto Interno Bruto (PIB) per capita nacional. Além disso, em comparação com países desenvolvidos ou emergentes, as salas de aula brasileiras possuem muito mais alunos. A média da relação professor/aluno do Brasil, no ensino primário, é a sexta maior do mundo: 28,9. No ensino médio o número é 38,6, uma das maiores entre todos os países com economia desenvolvida e/ou emergente.

Os governantes não deram conta que o professor  já está sendo considerado um dos “animais em extinção” ou se deram, não estão se importando com isso, pois já estão colocando  qualquer uma pessoa inabilitada  dentro de uma  sala de aula, para substituir aquele professor que “ralou” na universidade à espera de ser verdadeiramente valorizado e que agora se vê obrigado a buscar outras frentes de trabalho mais rentáveis. Haja visto que o número de vagas  oferecidas para o magistério nas universidades é bem maior que o número de vestibulandos e vários cursos estão sendo dizimados em algumas faculdades.

Em nosso país há um Estatuto da Criança e do Adolescente que, severamente, dita que lugar de criança é na escola, mas não há uma lei tão severa que diz que o educador daquela criança tenha que ser habilitado para tal; então colocam numa sala de aula um “cuidador de crianças “ e/ou um “dador de aulas” por algumas merrecas...

Definitivamente, o Brasil é um país que não leva a educação a sério...
No jornal “SUPER NOTÍCIAS” de ontem, foram divulgadas 1.600 vagas para soldado da polícia militar e 830 vagas para Bombeiros, com salários de R$3.182,00 e R$ 3.541,00, respectivamente, exigindo  Ensino Médio completo.
Algum professor, aí, se habilita?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

EDUCAÇÃO: PARA ONDE VAI?



Durante as campanhas eleitorais, para a maioria dos candidatos, a educação é destaque e vira, mesmo que momentaneamente, prioridade. Depois das posses, a maioria dos governantes e dos legisladores, não coloca a educação no patamar que, para o bem de toda a sociedade, deveria estar.

Todo mundo sabe, os fatos comprovam e as histórias de outras nações confirmam que o desenvolvimento de um povo passa necessariamente por investimentos sérios na área educacional.
Se atualmente há péssimos profissionais em qualquer área ou se a violência urbana tem se tornado uma calamidade pública, com certeza, é porque faltaram maiores investimentos na educação. E nem vou aqui aprofundar sobre  a reviravolta educacional do Japão após a explosão da bomba atômica...
Não há e não haverá educação pública com a qualidade plena que se necessita e deseja, enquanto o profissional da educação não for levado a sério e enquanto o Brasil não tratar a educação com seriedade. Não adianta inventar modismos, não adianta reduzir o número de alunos em sala, não adianta investir em tecnologia (distribuindo note-books e tablets), não adianta “enfeitar” os prédios das escolas e esquecer o principal vetor do processo de ensino e de aprendizagem: O PROFESSOR.
Em mais ou menos um mês, estaremos de volta às salas de aula. O nosso compromisso com o aluno e a sociedade, infelizmente não será, mais uma vez, suficiente para que atinjamos os níveis que (verdadeiramente) a educação pública deveria, há muito tempo, ter atingido. O descaso histórico para com a educação, por parte da grande maioria dos governantes, pelo que se viu entre os meados de 2008 até o final de 2012, parece que vai continuar. Sendo assim, o Brasil deverá permanecer ocupando as vergonhosas últimas colocações nos exames internacionais de educação... mas, por acaso tem algum governante atento a isso? Garanto que nem a nossa presidenta(?) Dilma está se preocupando com isso?
E, talvez, passe pela cabeça daquele que está lendo este artigo que há um grande exagero nas minhas palavras, já que o IDEB do nosso município foi excelente ... ledo engano! Se por um lado as nossas escolas sempre foram bem estruturadas, proporcionando um ensino de qualidade antes de se inventar o IDEB; por outro, O IDEB não é nada mais nada menos que uma farsa nacional, um embuste com o  objetivo de minar as forças do educador e justificar o injustificável; ou seja, é como se o governo quisesse dizer: “Para que melhorar o salário do professor se as nossas crianças estão alcançando um excelente índice de aprendizagem?” E aí a ordem é reprovar menos na escola seriada e “reter” ( dói menos do que reprovar?) apenas 20 na escola ciclada ! Aliás, a aprovação em massa é um dos quesitos  para  melhorar o IDEB de uma escola. E o que tem de escola boa caindo nesta esparrela....

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

E AGORA, PREFEITO?




O ano de 2013 chegou e com ele os grandes desafios de sempre. No nosso caso específico, colocarmos o pagamento do funcionalismo no centro das atenções é a luta cotidiana, uma vez que fomos saco de pancada do prefeito anterior. Para dificultar ainda mais as nossas legítimas pretensões enquanto educadores; é sabido que o Prandini deixou a nossa prefeitura com uma dívida estrondosa de mais de 11 milhões, incluindo-se a ela a folha de pagamento do mês de dezembro, férias e rescisões contratuais. Sem contar que há um acordo coletivo de trabalho registrado onde reza que a administração municipal reajustará em 3% o vale-alimentação, além de um abono de R$ 200,00 (duzentos reais) para cada um de  seus quase 2.000 funcionários no mês de janeiro; acompanhados de uma multa diária, violenta, caso não as cumpra.
Sendo assim, será preciso muito diálogo e transparência para com o funcionalismo e para com o Sindicato que o representa.   Ninguém trabalha de graça. Todos nós temos família e contas a pagar. Não se pode deixar provocar uma bola de neve, até mesmo porque o comerciante cobra juros e multa, caso nós não o paguemos. E se ele precisa pagar seus funcionários, vai buscar recursos, caso não tenha como pagá-los.
E na prefeitura? O bom administrador não vai investir em nada, não vai construir nada e, principalmente, não vai inchar a máquina administrativa, em atendimento aos seus cabos eleitorais e favorecidos políticos... Aliás, para quê funcionários nos setores onde não haverá obras? Estaremos atentos a isso... Já pagamos demais!!!!
O momento é, sim, de muita cautela! A cidade não pode e nem vai parar...
Abacaxi é uma fruta gostosa, mas é preciso saber descascá-lo!







terça-feira, 8 de janeiro de 2013

 BIG BESTEIROL...



A partir de hoje muita coisa muda, aparentemente, na vida dos brasileiros. Enquanto um pouco mais de uma dezena briga para ganhar o seu primeiro "MILHÃO", milhões de brasileiros lutam para administrar as contas vencidas do ano passado e aquelas famigeradas que se iniciam no novo ano; além de amargar as consequências de mudança ou não na administração pública, as heranças malditas ( no nosso caso!) e as intempéries da natureza ... Este é o nosso "paredão"! Hoje começa o Big Besterol Brasileiro...
E como o que vivemos é o real, somos obrigados a dar não só uma "espiadinha" nas faturas, bem como dar um jeito de pagá-las. Não dá para fingir que elas não existem. A regra deste "jogo" é fatal: Não pagou? Não come. Não pagou? Não estuda. Não pagou? Tem juros ...Tem multa ... O nosso reality show é severo!
Aqui, sim, tem heróis e heroínas que, com trabalho real, tem que dar conta de suas contas, para preservar a sua dignidade e o seu bom nome na praça...