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Siga o Leão...

sábado, 28 de abril de 2012





MONLEVADE, POETISA

Poesia escrita em 1978, premiada no Concurso de Poesias, organizado pelo saudoso Prof. Guido Valamiel. É pena que a mesma não reflete o que a nossa cidade é, na atualidade. Por ouitro lado, eu também não consegui ser poeta até hoje! A foto abaixo, é da figura folclórica do Senhor Enéas, tocando uma flauta cunhada pelas suas próprias mãos. Esta sim, é eterna!

Trago no peito a marca.
Carimbo do ferro em brasa.
Sou enxerto de cimento armado
Para as estruturas da casa.
Trago nas estruturas do peito,
o carimbo do ferro em brasa.
Sinto a luta dos homens
detrás do cimento armado.
Projeto-me do céu de estrelas,
unindo-me à cidade, fecundado.
Depois de semente, racho a terra.
Não sou o monstro que aterra.
Sou caule verde enraizado:
O alimento na terra guardado.
Varo as paredes da solidão,
Marcando pessoas como brasa
Deixando saudades pelo chão.

Qualquer terra tem poeta.
E Monlevade já me injeta
Aquela vacina que combate:
Angústia, neurose e desgaste.

Criar um poema eu tento...
(Inspiração não se acha, se constrói!)
A cidade cresce...
O trabalho do homem a enobrece.
É a marcha de um batalhão.
E o progresso como refrão.

E destruo:
Versos,
Estrofes
E frases...
A cidade, ali, parada se constrói,
Intercalada em minhas fases...
Desisto, não sou poeta...
Monlevade sim,
Corre poetisa, enluarada por aí.

Afonso Alves Ferreira









domingo, 22 de abril de 2012


NÃO AO FISIOLOGISMO!
SIM AO UFANISMO!





 







A nossa cidade vai completar 48 anos de emancipação político-administrativa, mas continua sendo terra de ninguém ou, prá dizer a verdade, terra de um grupinho de políticos que, apegados a siglas partidárias, tem feito, porcamente, aquela politicazinha voltada para o próprio umbigo, desconsiderando o interesse público, o bem comum.

É preciso que se crie um pacto real pelo bem estar de nossa cidade. Infelizmente, o sistema eleitoral é baseado em grupos partidários, onde cada um se filia naquele partido onde as chances de se elegerem são maiores; aliás é o que restou dos partidos, pois ideologia mesmo já ficou para trás há muito tempo.

Sendo assim, resta-nos o humano: o cidadão, o nosso ponto de partida para analisá-lo, o seu caráter; procurando nele a sua identificação com a comunidade, quais serviços tem prestado à nossa cidade e a relevância dos mesmos ...

E, em se tratando especificamente de nossa cidade, a estas alturas do campeonato, e até onde podemos entendê-la como uma cidade à beira da falência administrativa, é preciso banir com os políticos profissionais e com os oportunistas de plantão. Precisamos de cidadãos competentes, tanto no executivo como no legislativo, que vistam a camisa de nossa cidade, que se esqueçam de sigla partidária e que tenham apenas uma ideologia: Amor à nossa cidade.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

OS CARAS-DE-PAU



A Câmara Municipal tem o costume de homenagear alguns cidadãos pela sua contribuição para o desenvolvimento de nossa cidade.Gostaria de, através deste blog, homenagear também alguns cidadãos, só que é pelos (des)serviços à nossa comunidade. Sei que alguma coisa eles chegaram a fazer para estarem onde estão mas, por uma pequena ou grande escorregadela deles, fazem por merecer o TROFÉU ÓLEO DE PEROBA, pela tremenda cara-de-pau de seus atos e/ou pelos argumentos para os mesmos. 
Sendo assim, vou iniciar fazendo a primeira indicação, na esperança que os leitores deem a sua contribuição indicando outros também merecedores desta honraria.
Assim sendo, indico o VEREADOR ROBERTINHO DO DVO. Como o próprio nome indica, é possível que o mesmo tenha prestado serviços aos setor de obras da prefeitura. É também possível que o mesmo tenha sido eleito também com os votos dos servidores da prefeitura. Nunca o vi se fazer presente nas assembleias do SINTRAMON para dar apoio aos servidores. E agora, mesmo sabendo que o aumento salarial foi aprovado pela maioria dos trabalhadores presentes na Assembleia, convocada para este fim, pede vistas no projeto alegando o quê? Que houve maracutaia? Ou que tentará conseguir um pouco mais de aumento para nós? Em ano eleitoral aparece cada uma ... Tem que ter muita cara-de-pau para tal ...

sexta-feira, 13 de abril de 2012

SEXTA-FEIRA 13





Realmente, pior que uma sexta-feira 13 é qualquer segunda-feira. Tô até pensando em votar no candidato a prefeito que "prometer e cumprir" que vai tirar a segunda-feira do calendário escolar...

quarta-feira, 11 de abril de 2012

CONTEMPLADAS?
Como certas palavras ganham novos significados na linguagem dos agentes políticos, gostaria de registrar que nenhuma escola foi CONTEMPLADA com o projeto denominado Mobilização Social, tão propalado pelo poder público municipal, como se o mesmo fosse melhorar a auto-estima dos profissionais da educação, caso os objetivos do mesmo sejam alcançados.

Este projeto vem sendo alinhavado desde o princípio do ano passado em algumas escolas do município. Com o movimento de greve dos professores e as consequências do mesmo, além do projeto ter sido deixado de lado, o pessoal do magistério decidiu não apoiar nenhum projeto que partisse da SME. Só que, infelizmente, alguns educadores tem memória curta e, por isso, resolveram aceitar tal projeto goela abaixo, à exceção dos professores do Centro Educacional (vide postagem de 28/02).

Portanto, retificando e ratificando, a nossa escola NÃO ACEITOU fazer bonitinho para a comunidade, nem tampouco para a Secretaria de Educação aparecer "em cima de nós".

terça-feira, 10 de abril de 2012

O ELEFANTE 
MAIS AMADO DO BRASIL





Há muito tempo venho observando que a mídia jornalística e a rede social tem se manifestado contra a ideia do Pastor Carlinhos em construir o tal anexo da câmara, orçado em aproximadamente R$1,7 milhão. Se não me falha a memória, não ví nenhum vereador contrário a tal ideia, muito menos aqueles da chamada base aliada. Havia, inclusive, quem dissesse que era uma imitação barata do projeto da Câmara Federal.

Agora, já em ano eleitoral, após os "rachas", evidencia-se uma certa pressão sob o citado presidente da câmara. Não que eu seja a favor de tal obra. Muito pelo contrário, aliás, já teci críticas a tal projeto aqui neste blog. Até nutria uma certa esperança de que o bom senso do Pastor viesse a levá-lo à desistência da construção, diante do endividamento do município, causado pelo seu correligionário. Mas, pelo visto,  o Presidente e o Prefeito não estão imunes às leis do eletromagnetismo, conforme observação do nosso amigo Fernando Garcia em seu blog.

Mas, o certo é que, mais uma vez, o povo sai perdendo, nesta disputa de vaidades entre as duas maiores autoridades políticas do município, porque tal obra não é de interesse público e, sim, de um grupo pequeno que está se sentindo "inconfortável", pelo fato de aumentar mais um para mamar nas tetas fartas do legislativo. E o pior é que nenhum deles tem a certeza do desfrute de tal obra.

Dentro em breve, Monlevade poderá fazer parte de uma estatística que apontará a nossa câmara como uma das mais caras de Minas. A Assembléia Legislativa de Minas Gerais já lidera o Ranking brasileiro: 1 Bilhão de Reais/ano.

É Minas fazendo escola ... e o Congresso também!

segunda-feira, 9 de abril de 2012


CONCURSO PÚBLICO
O Concurso público para gari, realizado pela FUNTEF-PR, na cidade de Cambé/PR, situada a 385 km da cidade de Curitiba, corre o risco de ser anulado, uma vez  que 10 das 40 questões versavam sobre assuntos do mundo da TV e da música.
A empresa contratada para elaboração do concurso se defende, dizendo que o edital do citado concurso pedia para que se estudasse ATUALIDADES... é mole?
Vai aí algumas sugestões de questões para o próximo concurso público da nossa Prefeitura, retiradas da prova do citado concurso. Pelo menos, haverá menos problemas, já que todo mundo está “antenado” ou massificado:
1-   A frase que deixou a personagem Valéria famosa no programa ZORRA TOTAL.
2-  Assinale qual dupla sertaneja que anunciou seu fim durante um show, mas depois alegou ser um mal-entendido.
3-  A cantora Paula Fernandes, antes de se tornar famosa, participou de qual novela da rede Globo?
4-  Fina Estampa é a primeira novela totalmente ambientada no bairro da zona Oeste carioca, tendo como personagem principal a Griselda, “heroina de Bigode”, conhecida como Pereirão.Qual atriz interpreta esta personagem?
5-  O Craque de futebol Cristino Ronaldo, que atua pelo Real Madrid, ao comemorar com, o lateral brasileiro Marcelo, dançando a música de Michel Teló, após fazer um gol contra o Málaga, pelo campeonato espanhol, fez com que a coreografia virasse febre nacional e mundial. O nome da música que inspirou o craque chama-se:
É Monlevade fazendo escola ...


sexta-feira, 6 de abril de 2012


SEMANA DE VIDA


A História da Salvação registra os muitos momentos de Deus na história da humanidade, agindo sempre com fidelidade. Provocando os homens a entrarem em sua lógica de amor. O ápice desta “aventura” divina se dá em Jesus Cristo: encarnado, morto e ressuscitado para nossa salvação.
Definitivamente, Deus entra em nossa história e confirma a parceria já estabelecida no Antigo Testamento:

“Eu sou o seu Deus e vocês são o meu povo.” (Ex 6,7)

Ao findar a quaresma, na Semana Santa, relembramos os sofrimentos de Jesus e sua morte na cruz. A tradição popular dá sempre muito destaque a esse sofrimento e à morte, através de procissões e cerimônias dramáticas, com cores carregadas, luzes mortiças, som das matracas e cânticos fúnebres. Não seria bom deixar que esses aspectos predominassem em nossa Semana Santa.

O destaque tem de ser dado à VIDA, à RESSURREIÇÃO de Jesus, à sua VITÓRIA sobre a morte. Ele não é um pobre coitado derrotado. É o Filho de Deus que enfrenta corajosamente as circunstâncias adversas criadas pelo ódio daqueles que não quiseram entender a sua mensagem de amor e vida. É aquele que não recua, não se rende, mantém coerência e fidelidade até o fim. Vive integralmente uma vida humana e, por seu poder divino, ensina-nos que é possível viver como Ele a viveu: na fidelidade, no amor e na obediência ao Pai. A Semana Santa mais do que semana de morte tem de ser semana de vida.




quinta-feira, 5 de abril de 2012


CENTRO EDUCACIONAL: 
40 ANOS CONSTRUINDO EDUCAÇÃO (*)



Em seis de abril de 1972 o Centro Educacional de João Monlevade abre suas portas aos mil alunos da 5ª série do 1º grau e aos 105 matriculados na 1ª série do 2º grau.  A data se cristalizou em história porque marcou efetivamente o início das aulas. O processo de criação da escola começara, entretanto, um ano antes. O Prefeito Municipal Prof. Antônio Gonçalves, tomando posse no início de 1971, deflagrara o processo, criando  a nova escola através da Lei Municipal Nº 260/71, defendida e apoiada pelo então presidente da Câmara Wilson Vaccari. Enquanto se levantavam as paredes do novo prédio escolar, a Comissão Municipal de Educação, composta pelos Professores Héber Fraga de Assis, Vicente Soares, Wilton Rodrigues de Oliveira, Lúcia Muniz Telles e Vilma Stéfani, construía seu projeto pedagógico

No meio do percurso, a promulgação da nova LDB, a Lei Nº 5.692/71, redirecionou o trabalho dos planejadores do CEJM, fazendo com que o seu projeto pedagógico se desenvolvesse em sintonia com os objetivos da Lei que deslanchou uma das maiores mudanças na educação brasileira.

Aquele seis de abril de 1972, a despeito das dificuldades iniciais de qualquer empreendimento que toma corpo, firmou definitivamente alguns marcos para a história educacional do município de João Monlevade:
  • Instalação da primeira escola pública municipal;
  • Primeira escola a implantar a sondagem de aptidão profissional no ensino fundamental;
  • Primeira escola a contar, na Equipe Técnica, além de Diretor e Secretário, com supervisores e orientadores educacionais;
  • Primeira escola a atender com relativa tranqüilidade a crescente demanda educacional de Carneirinhos.

A Primeira etapa gerencial de nossa escola foi marcada pela preparação do Corpo Docente, através de Curso de Treinamento na Arpas e a construção coletiva da proposta pedagógica, conforme recente Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 5692/71), foram trunfos extraordinários. Paralelamente, outra saga inesquecível, vivida com giz, poeira, livros e barro, era vivida pelos alunos e professores, nos primeiros dias de aula, com o prédio ainda em construção. Não obstante, o CEJM marca presença grandiosa nos desfiles de Sete de Setembro, que celebraram o Sesquicentenário da Independência do Brasil, em 1972.

A Direção de uma escola é ponto crucial em seu desenvolvimento. Crises nesta área marcaram os seus quatro primeiros anos, passando pelas mãos de quatro diretores: a Profª Emilse Pacheco Alves dirigiu o CEJM por um ano, passando o comando, em 1973, para sua Vice-Diretora, Maria Irene Amorim Ruminski, que deixou o cargo dois anos depois. Nomeado em maio de 1975, o Cônego Dr. José Higino de Freitas, acometido de doença grave, foi, após quatro meses, aposentado por invalidez. Em 1975, toma posse o quarto Diretor, o Prof. Geraldo Eustáquio Ferreira (Dadinho), que, a despeito de sua juventude e inexperiência, colocou o pé na estrada com algumas medidas significativas: a substituição dos conceitos por créditos na tradução dos resultados, a introdução gradativa de língua estrangeira, a construção de um novo Currículo Pleno e a montagem do processo de reconhecimento dos cursos.

A grande marca deste segundo período foi, sem dúvida, a consolidação da atuação do Diretor, o Prof. Geraldo Eustáquio Ferreira, que, articulando professores e equipe técnica num trabalho bastante integrado, conduziu a escola a um excelente patamar. Datam deste período, entre outras realizações: a reforma do prédio, localizando Diretoria e Equipe Técnica em instalações mais funcionais na ala direita do prédio, onde até hoje permanecem; a   criação da Biblioteca e do Banco do Livro Didático; a obtenção do reconhecimento dos cursos de 1º e 2º graus, através da Portaria 072/79, de 21/02/79;  a instalação da Semana da Normalista e Semana da Secretária; a criação do Centro Cívico Escolar Rui Barbosa, coordenado pelo professor Afonso Alves Ferreira e da Associação de Pais e Mestres;  a realização da I Semana de Estudos do Corpo Docente em Integração com a EMIP; a reconstrução de um novo Regimento Escolar; a implantação da Merenda Escolar;  a instituição da Caixa Escolar, com diretoria e estatutos próprios, e, para finalizar, a instalação dos Círculos da Escola de Pais do Brasil.

Ao lado dessas atividades propriamente administrativas e pedagógicas, o CEJM viveu um forte período de presença em festivais de Música, Teatro, Gincanas, Concursos Literários e Olimpíadas. As comemorações do 10º Aniversário foram realizadas com muito brilhantismo. Desta comemoração, além da construção da Quadra de Esportes, ficou o refrão de uma paródia sobre música de Geraldo Vandré, que projetou o futuro da Escola: “Vem, vamos embora, que esperar não é saber! Se vencemos dez anos outros mais vamos viver!”

O início deste terceiro período coincide com a segunda recondução de Germim Loureiro à Prefeitura Municipal. Após uma interinidade de seis meses como Diretora, em agosto de 1983, a Profª Geralda Maria Nunes Machado é confirmada no cargo. Percebe-se neste período uma participação mais intensa da escola em eventos da comunidade: o CEJM brilha no 3º Forró das Escolas, na Feira da Paz, no Dia Nacional de Ação de Graças, nos Jogos da Primavera, na Gincana Cultural Intercolegial, na Feira de Ciências.

Em plano interno, criam-se as solenidades do Dia do Estudante, da Confraternização dos Professores, da Páscoa dos Funcionários, da Encenação da Via-Sacra, idealizada e coordenada pelo professor Afonso Alves Ferreira, da Noite do Boi Bumbá, Noite Cigana, Grito de Carnaval, entre outras promoções.

Cria-se o Curso Científico e institui-se a Medalha Cônego José Higino de Freitas, para premiar os alunos mais brilhantes. Na comemoração dos 15 anos do CEJM, premiam-se os professores e funcionários mais antigos com um relógio. Finalmente, o CEJM, pela sua atuação em 1987, recebe o Troféu Araponga, no início do ano seguinte. Formam-se as primeiras turmas do Curso Científico, colhendo-se, também, boas vitórias dos alunos em vestibulares.

No início de 1989, Leonardo Diniz assume o governo municipal, eleito pelo Partido dos Trabalhadores. Instaura-se, então, a eleição direta para Diretor de Escola Municipal. Enquanto se preparam as eleições, assume interinamente a diretoria do Centro Educacional, a Profª Maria da Conceição Cotta Cruz. Realizado o pleito, foi escolhida a Profª Maria Salomé de Moura Oliveira, que assume em 31 de agosto.

Os destaques do período ficaram com a realização do I, II, III, IV Educe (Encontro de Educadores do Centro Educacional) e com a participação no Projeto Semear, promovido pela Secretaria Municipal de Educação, idealizado pela Secretária de Educação, a Professora Vera Lúcia Drumond Westgeest. Encerrou-se o período com uma bela festa comemorativa dos 20 anos de instalação da Escola, que contou com as presenças dos quatro Prefeitos Municipais dos últimos vinte de anos, e dois dos ex-Diretores: a Profª Emilse e o Prof. Dadinho.

Germim Loureiro, em 1993, assume pela terceira vez o governo municipal, indo para a Secretaria de Educação a ex-Diretora do CEJM, a Profª Geralda Maria Nunes Machado. O prédio escolar recebe ampla reforma, que tem como destaque a construção do Refeitório para os alunos.

Em meados de 1993, realizam-se novas eleições para Diretor nas Escolas Municipais, vencendo o pleito a Profª Leiva Leite Lima, que assume em 24 de setembro. Na Semana do Folclore, singela homenagem foi prestada ao ativista cultural e folclorista Nilton de Souza, então recentemente falecido.

Entre os eventos promovidos com vistas ao enriquecimento curricular, a novidade foi a promoção do I, II e III Ejucen – Encontro da Juventude do Centro Educacional – idealizado e coordenado pelo Prof. Afonso Alves Ferreira. Outra medida de impacto foi o estabelecimento do mínimo de 60% de aproveitamento para a promoção.

Digna também de menção, ainda neste período, é a implantação do Programa de Gerenciamento de Qualidade Total, preparado com Seminários e Cursos de Treinamento e finalmente aplicado, embora com algumas resistências por parte dos docentes. A festa do Jubileu de Prata do CEJM constou de ampla programação cujo ápice foi uma Sessão de Gala no Anfiteatro, quando se ofereceu às autoridades presentes uma publicação resgatando os 25 anos de História do CEJM, a partir das crônicas deixadas pelos seus ex-diretores.

O período letivo se inicia ainda sob a direção da Profª Leiva Leite Lima, eleita para um segundo mandato, que se inicia em 1º de janeiro de 1998. O destaque para o período é o EJUCEN,- Encontro da Juventude do Centro Educacional -  reeditado por mais seis vezes, firmando-se como excelente instrumento de conscientização e formação ético-religiosa do jovem estudante.

A infra-estrutura física ganha novo suporte com a cobertura da Quadra de Esportes e com a construção do Palco interno, que vai dar novo alento a eventos como Feira Cultural, II Arraiá do CEJM, Noite da Primavera e I Festa da Família. Instauram-se premiações para alunos – ALUNO DESTAQUE – e professores – PROFESSOR NOTA DEZ – à guisa de reconhecimento para esses, e incentivo para aqueles, por sugestão da professora Maria Villani Bedetti Alves.

Confirmando a qualidade de seus alunos e profissionais, naquele ano de 2000, o Centro Educacional é apontado pela UFMG como a melhor escola pública de Minas Gerais, ocupando a 11ª posição entre aquelas que mais aumentam o desempenho de seus alunos.

No plano didático-pedagógico criam-se a Horta Escolar, o PAC (Projeto Aluno-Cidadão) como proposta de ensino acelerado e mais  duas instituições escolares: O Coral do CEJM e o Grêmio Estudantil,coordenados pela Orientadora Educacional Rosângela Vieira Lage e pelo professor Afonso Alves Ferreira, respectivamente; tendo o Grêmio Estudantil como primeira presidente a aluna Naira Soares Ananias. Implementa-se, também, o Projeto Sexualidade. As comemorações do 30º Aniversário da Escola, ocorridas em 2002, já se realizam sob a coordenação do 3º Diretor eleito, o Prof. Geraldo Gomes Fonseca, ex-aluno de seu curso de Secretariado, que assumira o posto em 2001.

Novo milênio. Novos Tempos. Grandes mudanças. O CEJM não ministra mais o Ensino Médio. Criou-se então o PROEMG (Programa de Ensino Médio Geral) que se transformou mais tarde em EJA – Educação de Jovens e Adultos, trazendo consigo o EJA – Ensino Fundamental, em substituição ao PAC - Projeto Aluno-Cidadão. Não obstante tantas mudanças, alguma coisa permanece. E o troféu vai para o EJUCEN, que realiza mais cinco Encontros.

Na promoção de seus eventos institucionais, a escola se abre para o exterior, para a comunidade, vivendo sua dimensão de escola-cidadã, instalando duas edições do Projeto ENCONTRO COM A NOSSA CIDADE (Resgate Histórico) – idealizado pelo prof. Afonso Alves Ferreira, o Projeto Laboratório Vivo - idealizado pela Prof. Maria Lúcia Ângelo, a Oficina de Materiais Recicláveis, a Campanha de Limpeza e Conservação do patrimônio público, Saraus – criado pela professora Dulcinéia Lírio Caldeira, O projeto Semana do Folclore sob a coordenação da professora Denise Maria Guedes, O PEAS (Programa de Educação Afetivo-Sexual) e o Seminário de Pais – PEAS, concebidos em parceria com a Belgo-Arcelor.

Entre 2005 e 2006, a escola passa por reformas em sua infra-estrutura física e instalações, com a construção do Jardim Central, a ampliação da sala de Reuniões, da Biblioteca Prof. Héber Fraga de Assis (aumento de seu acervo literário e instalação de Internet para uso de alunos) , ampliação e inauguração do Laboratório “Prof. Antônio de Paula”, com a inclusão das aulas de laboratório.

A partir de 2006, o Centro Educacional conta com novo diretor, o 4º por eleição direta, o Prof. Afonso Alves Ferreira, servidor desta escola desde 1976, que dá continuidade aos projetos anteriores como o Arraiá do CEJM e a III  edição da Mostra Científica e institui a I Tarde Literária, idealizada pela supervisora Silvânia de Fátima Hosken, a I Mostra de Conhecimento do EJA, 3ª edição do projeto Encontro Com a Nossa Cidade e o Projeto METAMORFOSE, que visa resgatar valores e conscientizar o educando sobre a necessidade de se preservar o meio em que ele vive. Informatiza os serviços da secretaria escolar, promove o retorno da Fanfarra do Centro Educacional e, em parceria com a Júnior Anchievement/Belgo-Arcelor, abre as portas da escola para o Projeto de Empreendedorismo, que muito contribuiu para a formação dos alunos.

Registre-se ainda o excelente desempenho do CEJM, laureado por quatro vezes consecutivas como destaque no “CEM MELHORES” instituído pelo Jornal A Notícia e a empresa H Design e sua participação nos JEM (Jogos Estudantis Monlevadenses) e JEMG (Jogos Escolares Mineiros).

Finalmente, neste tempo de festejos do 35º Aniversário do CEJM, a direção do Centro Educacional, juntamente com a sua equipe pedagógica, professores e demais funcionários, ganha fôlego, instituindo o Regime de Progressão Parcial com reforço escolar extra-turno, a disciplina OE – Orientação Educacional, onde o pedagogo atua diretamente em sala de aula. No ano seguinte executa o projeto Pan-Americano – idealizado pelo professor Dílson Mauro, cria-se um novo modelo de reunião de pais, onde é proporcionado aos mesmos um encontro com os professores de seu filho, um espaço externo para leitura em frente à biblioteca, dando maiores condições para trabalhos escolares no interior da Biblioteca, através da Internet.
   
Merecem menção ainda dois presentes que a administração Carlos Moreira dá ao Centro Educacional: a construção de arquibancadas na Quadra de Esportes, reforma e pintura geral da escola e a ampliação do Anfiteatro Prof. Antônio Gonçalves, palco de gloriosos eventos e de muitas e diversificadas atividades acadêmicas e comunitárias, que se tornara um dos mais sofisticados espaços culturais da Cidade, trazendo consigo a instalação de uma sala de projeção cinematográfica.

2009. Já no último ano de seu mandato, já se podia registrar a nota 5.1 no IDEB: sendo destaque entre os melhores resultados do Estado de Minas Gerais; 3 edições do Projeto “Um Encontro com a nossa Cidade, 4 Mostras Científicas, 3 Tardes Literárias, além do já tradicional Arraiá do CEJM. Implanta-se a educação física escolar, com ênfase no xadrez para alunos do 6º ano. O CEJM continua brilhando seja nos Jogos Escolares de Monlevade, seja nos  Jogos Escolares de Minas Gerais. Neste ano foi adquirido todo o material para a implantação da rádio-escola e recebido do Governo Federal 10 Computadores para montagem do laboratório de informática, não concluindo tais projetos devido à falta de espaço físico, uma vez que a Universidade Aberta do Brasil ainda não havia sido transferida para a FUNCEC. Neste ano, toma posse um novo prefeito: Gustavo Prandini.

A partir de 2010, a escola está sob o comando de outra direção eleita: Silvânia de Fátima Hosken. Neste tempo, algumas reformas físicas são feitas, no sentido de melhorar o atendimento à comunidade escolar. Cria-se a sala de AEE (Assistência ao educando especial). A Rádio-Escola é inaugurada. Uma das salas de vídeo é transformada em sala para capacitação de professores. Os projetos “Tarde Literária” e “Mostra Científica” são definitivamente institucionalizados, bem como o Arraiá do CEJM. Aumenta-se a carga-horária de Artes. Retira-se OE e educação física escolar. Institui-se a disciplina Geometria e Literatura. Tem início o projeto inclusão Digital. Não se pode deixar de registrar os excelentes resultados de nossos alunos na Olimpíada de Matemática.

O Centro Educacional, há quarenta anos é uma escola admirada por todos, pois tem sido considerada a melhor de Monlevade pela pesquisa de opinião pública, devido ao trabalho, a competência e a dedicação de nossos incansáveis servidores: equipe técnico-pedagógica, professores, auxiliares administrativos e serviços gerais, não me esquecendo, principalmente daqueles que deixaram impressas as suas marcas na história do Centro Educacional, quando aqui se aposentaram e daqueles que foram para o descanso eterno.

(*) História do Centro Educacional de João Monlevade, re-escrita pelo prof. Afonso Alves Ferreira, a pedido da direção da escola, por ocasião da realização do projeto 40 anos do CEJM.
                                     

quarta-feira, 4 de abril de 2012


A ESCOLA EM MINHA VIDA.
UMA VIDA NA ESCOLA.





Seis de abril de 1972 ... já faz tanto tempo! Eu não saberia dizer-lhes onde estava, mas sabia que estava surgindo não mais uma escola em nossa cidade, mas “a escola”, como dizia o Prefeito Antônio Gonçalves em seu discurso de inauguração. Naquela época, cursava a 8ª série do primeiro grau na extinta Escola Estadual de João Monlevade, situada na também extinta praça do cinema em “Monlevade” (Centro Industrial). Mas, sabe-se que esta data se cristalizou em história, porque marcou efetivamente o início das aulas. O processo de criação da escola começara, entretanto, um ano antes. O Prefeito Municipal Prof. Antônio Gonçalves, tomando posse no início de 1971, deflagrara o processo, criando  a nova escola através da Lei Municipal Nº 260/71, defendida e apoiada pelo então presidente da Câmara Wilson Vaccari. Enquanto se levantavam as paredes do novo prédio escolar, a Comissão Municipal de Educação, composta pelos Professores Héber Fraga de Assis, Vicente Soares, Wilton Rodrigues de Oliveira, Lúcia Muniz Telles e Vilma Stéfani, construía seu projeto pedagógico.

O mais interessante, porém, é que aquele seis de abril de 1972, a despeito das dificuldades iniciais de qualquer empreendimento que toma corpo, iniciava alguns marcos para a história educacional de nossa cidade e que ao longo de quarenta anos estaria vocacionada a ser sempre a primeira, a saber: Primeira escola municipal em nosso município; Primeira escola a implantar a sondagem de aptidão profissional no ensino fundamental; Primeira escola a contar, na Equipe Técnica, além de Diretor e Secretário, com supervisores e orientadores educacionais; Primeira escola a atender com relativa tranqüilidade a crescente demanda educacional de Carneirinhos: 2.000 alunos; primeira escola a ter um anfiteatro próprio; a única escola  pública entre as 10 primeiras classificadas pela UFMG no ano 2.000; a melhor escola pública de ensino fundamental em todas as edições dos “100 Melhores”; a melhor nota do IDEB em nossa cidade; melhor destaque nas Olimpíadas de matemática; a primeira escola pública a oferecer acesso à internet aos alunos; as melhores  classificações nos jogos estudantis de Monlevade (JEM’s); a primeira a participar, com louvor, nos JEMG’s –Jogos Escolares de Minas Gerais;

É sabido que uma saga inesquecível, vivida com giz, poeira, livros e barro, era vivida pelos alunos e professores do Centro Educacional de João Monlevade, nos primeiros dias de aula, com o prédio ainda em construção.

Quatro anos depois, não é que eu viria a trabalhar nesta escola? O meu primeiro emprego de carteira assinada: Contínuo, Office-boy, como hoje se diz,e mecanógrafo. O tempo foi se passando e o meu relacionamento com a “professorada” e com as alunas do curso de magistério acendeu uma centelha de luz, direcionando-me a seguir uma das profissões mais digna; mais valorizada, pelo menos para aquela época. E nesta escola me instalei, definitivamente, vindo a ser professor e, ao longo destes 36 anos, a ocupar os cargos de coordenador de turno, coordenador Pedagógico, Vice-diretor  e Diretor.

Aqui, vi entrar diretores, professores, auxiliares administrativos, serviçais, alunos e os vi sair saudosos, orgulhosos de terem participado desta linda história, que hoje completa 40 anos, ilustrando a trajetória histórica de uma instituição de ensino que mudou a história da educação em João Monlevade. Viajo sempre a  relembrar os momentos mais significativos dessa caminhada resplandecente, de onde jorraram as luzes que iluminaram os novos caminhos não somente da educação da minha cidade, como também da minha vida afetiva e profissional .

Se para educar é preciso crer no semelhante, naqueles que constroem e, principalmente, prosseguir os rumos dos acontecimentos, fazendo história,  sinto-me bastante honrado por, ao mesmo tempo, fazer parte dela.

O Centro Educacional, há quarenta anos é uma escola admirada por todos, pois tem sido considerada a melhor de Monlevade pela pesquisa de opinião pública, devido ao trabalho, a competência e a dedicação de nossos incansáveis servidores: equipe técnico-pedagógica, professores, auxiliares administrativos e serviços gerais, não me esquecendo, principalmente daqueles que deixaram impressas as suas marcas na história do Centro Educacional, quando aqui se aposentaram e daqueles que foram para o descanso eterno.


06 de  Abril de 2012 ... Quarenta anos se passaram. As suas cores alvi-verde  se fazem mais nítidas, hoje, nas suas Bodas de Rubi ou de Esmeraldas. Esmeraldas. Por que não Esmeraldas? A cor verde sinaliza esperança, siga em frente ... além de combinar com o Cedro, as minhas Bodas: Trinta e seis anos dedicados àquela que proveu a mim e à minha família. Por isso, tenho muito a agradecer a Deus por ter colocado esta escola em minha vida, por estar construindo minha vida nesta escola. Parabéns à toda comunidade CEJiMISTA. 

terça-feira, 3 de abril de 2012


EU TAMBÉM 
FAÇO PARTE DESTA HISTÓRIA




Ontem, dia 02 de Abril, no anfiteatro do CEJM, foi realizado um culto ecumênico e, em seguida, homenagens àqueles que fazem e fizeram parte da linda história de 40 anos do Centro Educacional de João Monlevade.

Uma cerimônia simples, singela, o retrato da comunidade escolar que ali estava para prestigiar tal evento. Entretanto, não fosse a gafe (?) causada pelo  despreparo  para a coordenação  de uma sessão solene de ação de graças, onde se pretendia reconhecer o valor daqueles que contribuíram para construção de nossa escola, o citado evento não teria perdido o brilho que perdeu. É que a direção atual se esqueceu de ler a história do CEJM ... e daí, somente homenageou dois funcionários atuais, dois porteiros aposentados, duas professoras aposentadas, uma ex-diretora e uma ex-vice.

E, como papel aceita tudo, reproduzo parte significativa de seu discurso:  “São 40 anos de trabalho e dedicação na busca de um objetivo maior, oferecer uma educação pública de qualidade. É a união de esforços e o compromisso coletivo que fizeram com que a nossa escola viesse a ocupar posição de destaque no município. Neste momento há muita alegria por pertencermos ao Centro Educacional. É dever de consciência agradecer a sociedade como um todo que durante estes 40 anos tem confiado seus filhos para serem formados por nós”, disse a gestora.

Aproveito a oportunidade para parabenizar ao Secretário de educação e ao Prefeito Municipal pelo discurso afetivo e sincero na solenidade, não fazendo nenhum discurso político. Aliás, se o fizessem ... sei não!

Parabéns aos professores pela execução do projeto de 40 anos do CEJM, sugerindo aos alunos uma entrevista com todos os ex-diretores da escola. Este é um reconhecimento de valor.

Nunca vi um "TAMBÉM" ocupar um espaço tão insignificante  numa frase feita ... Por outro lado, o "TAMBÉM" agora torna-se necessário para afirmar que EU TAMBÉM FAÇO PARTE DESTA HISTÓRIA com muito orgulho!