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Siga o Leão...

domingo, 31 de julho de 2011

Leões na pele de cordeiros....

" Tenho duas caras. Uma quase feia, outra quase bonita. O que sou? Um quase tudo."
 ( Clarice Lispector)

Eis o perfil de muitos políticos.
Enquanto não se elegem, defendem os direitos dos trabalhadores.
Depois que estão no poder, abandona-os, desvaloriza-os ...
Não é mesmo, Prandini???

sexta-feira, 29 de julho de 2011

ALGO MAIS DA MESMA COISA


Tão logo a administração municipal tomou conhecimento  que o SINTRAMON, juntamente com uma comissão de professores, estaria indo às escolas para conversarem com os pais, conscientizando-os sobre a paralisação; encaminhou relises para as rádios, chamando os pais a comparecerem nas escolas, para conscientizarem os professores a acabarem com a greve.
Tão absurda quanto a idéia acima. foi a proposta do secretário de educação de remanejar todos os professores contratados, encaminhando-os para outras escolas nos lugares  dos efetivos ...(?)
Enquanto isso, vão aparecendo mais gastos exorbitantes como gratificação para 400 funcionários. Pelo que se vê há muito mais caroço nesse angú e não me admiraria nem um pouco, se encontrassem mais sujeiras, desta vez, debaixo do tapete da Secretaria de Educação, como:  Internet de graça (?), investimentos em escolas superiores, transporte escolar para alunos dos cursos superiores e funcionários em escolas superiores bancados com verba destinada à Educação Básica (FUNDEB).

quinta-feira, 28 de julho de 2011


O Leão tá de cara nova...
Como dizia Elliot Gould, "ninguém pode ser escravo de sua identidade: Quando surge uma possibilidade de mudança é preciso mudar."
Mas, antes mesmo deste tal Elliot aparecer em meus pensamentos, apareceu um "anjo" de pessoa - cujo nome, por enquanto, não posso divulgar-lhes - que me disse: Vamos dar uma repaginada no seus site para que o pessoal da blogosfera possa ficar mais etc e tal nado, ou seja, antenado em você...
E aí resolvemos, democraticamente, mudar um pouco a nossa cara. Mas o conteúdo não vai estar muito longe de nossa identidade.
A cara do leão é que mudou... Um leão menos agressivo, mas de uma transparência animal desmedida, como pode ver. Até me disseram que o anterior era a minha cara, mas... a mudança é só um pouquinho generalizada. E  a possibilidade de mudança aconteceu de forma mágica... Depois lhes conto, ou ... sei lá...
Mas, se você quiser se deliciar com algo mais "cabeça", coisa de literatura, acesse o Katangara.blogspot.com e, se gosta da idéia, envie para a nossa equipe o seu trabalho literário.

terça-feira, 26 de julho de 2011

PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES II

Às vezes, eu me surpreendo tecendo textos críticos sobre os "desenrolares" da paralisação dos professores e, para o leitor, que ainda não me conhece bem, pode parecer que eu não tenho mais nada a escrever, além dessas questões. Acontece que, atualmente, o meu dever de educador e cidadão, só me  leva a refletir sobre as coisas que estão doendo na nossa pele.


Veja bem. O Prefeito diz não ter dinheiro para pagar o piso salarial, que já gasta em torno de 93% do FUNDEB com a folha de pagamento de professores  ...  mas é sabido que o governo municipal, além de ter investido em tanta coisa(?) que até agora não apareceu, dá gratificação para diretor da Fundação Casa de Cultura; doará 100 mil reais para a CAVALGADA, além de outros serviços de infraestrutura para a mesma; patrocinou um dia no TAUÁ para os seus assessores discutirem o que fazer ou “também não vai fazer bem”  nos próximos 18 meses;  está só esperando convencer os vereadores a aprovarem o projeto de vendas de áreas públicas para fazer caixa para outros investimentos que, com certeza, o fará contrair mais dívidas para o próximo prefeito pagar ...  e até agora não mostrou as contas detalhadas  do FUNDEB ao SINTRAMON, ou pelo menos até agora não conseguiu convencer  a ninguém sobre a falta de recursos ...


A  bem da verdade, o prefeito está mais preocupado em colocar a comunidade escolar contra o SINTRAMON, indo à Rádio para confundir a opinião pública ao dizer que muitos professores tem manifestado vontade de voltar ao trabalho;  fazendo-se de bonzinho ao dizer que não vai cortar o ponto dos professores; enfim, dando um ultimato aos professores convocando-os ao trabalho em 1º de Agosto e até mesmo  chamando os professores contratados para conversarem.
 Bem, com relação às flores ... Que flores?  Ah... nem tudo são flores...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Resultado da Assembléia


 O Governo Municipal, nas pessoas do procurador do município e dos secretários de Planejamento, Administração e Fazenda, encaminhou ofício nº 23/2011 ao presidente do SINTRAMON, Carlos Alberto da Silva, sobre mais uma proposta ridícula de pagamento do piso, "para apreciação da categoria, com o escopo de colocar fim ao movimento grevista e retorno dos professores à sala de aula ..."
A proposta trata-se de pagamento do piso R$ 1.187,00 para PI a PIII  e aumento de 6,31% para aqueles que já estão acima do piso, ou seja, P4 a P6; a partir de Julho e sem decote das vantagens (extra-classe, pó de giz e anuênio). Por fim, promete " pagamento dos dias parados em decorrência do movimento paredista."

 Tal ofício merece algumas considerações:

1°) O ofício foi reproduzido pela administração e entregue, "em mãos", para cada servidor na assembléia, ontem. Por quê? A administração achou que tal proposta não seria apresentada? Se deu mal. Basta perguntar ao oficial de justiça que esteve presente do começo ao fim da assembléia, a pedido do Governo Municipal.
2º) Realmente, a intenção da administração é a de dar calote à maioria dos servidores da educação.
3º) A data-base dos servidores é em Abril. Eles propõe pagar  a partir de julho... (?)
4º) Mais uma vez aparece a ameaça velada de corte do ponto ou o não pagamento de salário. Sabemos que os 200 dias letivos devem ser respeitados e nós nos propusemos a trabalhá-los aos sábados e feriados (abrindo mão de receber + 50% sob os dias a serem pagos), em decorrência da greve. Ora, se eu terei meus dias parados, quando tiver que pagá-los, quero recebê-los como hora-extra. Com certeza, vai sair mais caro!
5º) Até então, o prefeito e secretário de educação, com o propósito de nos fazerem de bobos, enviaram uma   porção cartinhas para nós. Desta vez, mandou os outros para darem as caras aos tapas.

Resultado: A assembléia ficou indignada com mais essa armação da administração, rejeitou a sua proposta e decidiu retornar com as três propostas apresentadas na última reunião com o governo municipal, que trata do pagamento do piso, aplicado à lei 920/89, dando prazo para pagamento do mesmo a partir de janeiro do próximo ano.

Na nossa assembléia, além dos vereadores Belmar e Guilherme Nasser, que sempre estiveram presentes, com o objetivo de levar o seu apoio à nossa causa, contamos com a presença do  Pastor Carlinhos e Sinval, quando a pedido dos mesmos, foi nomeada uma comissão de professores, para juntos discutirem e conhecerem as contas do FUNDEB.

Agora, cabe à administração pensar direitinho, pois há de se considerar que a lei é de 2008. Ninguém está pedindo retroativo e sabe-se que no dia 1º de agosto vem um acórdão por aí,o que pode elevar o piso salarial para em torno de R$ 1.300,00.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dignidade: A que preço?

Acordo e, ainda deitado na cama sob a coberta, ligo a televisão e vejo a hora. 7 horas e quarenta e seis minutos do dia 20 de julho de 2011. Pouco depois, levanto-me e olho pela fresta da janela: um frio intenso lá fora. Volto novamente para debaixo da coberta e viajo em devaneios.


Faço contas. 41 dias de greve. Isso equivale a pouco mais de 1 mês de férias. É como se agora estivéssemos voltando (?) a trabalhar no final de janeiro.


Em janeiro, depois de curtir férias, viajando ou não, você volta mais descansado e ansioso por começar um novo ano letivo. Aquela alegria imensurável de rever os colegas de trabalho, os alunos que sempre nos aparentam mudados e com bastante novidade para contar, conhecer os alunos que estão por chegar... Tudo, tudo nos parece novo!


Mas não é assim. Não estamos em janeiro. Não estamos descansados. Não estamos iniciando nada. Nada nos parece novo.


O que realmente será novo para cada um de nós, é a nossa postura. Uma nova postura nas nossas relações com outro e com o nosso trabalho, amadurecidas pelas consequências de uma luta árdua por justiça. Uma justiça que se não tiver sido desvendada, pelo menos nos fez conhecê-la melhor para que depois de uma breve recolhida, voltemos mais fortes.


Talvez eu esteja prenunciando algo, que nem eu mesmo tenho a certeza de que vai acontecer e nem de que forma. Mas, é que eu já estou ficando cansado. Cansado de esperar. Cansado de me sentir impotente diante das mazelas políticas-sociais que estão imperando em nosso meio. Cansado de assistir aos jornais televisivos, que reportam a nós somente violência, catástrofes, pobreza (a de espírito também), roubo do colarinho branco engravatado ou não, drogas ... tudo é uma droga!


Eu quero é trabalhar! Trabalhar com dignidade, enfim, sentir mais valorizado e, principalmente com a certeza de que nada foi em vão.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Prefeitura X Professores


Como já era previsto, a Prefeitura não abriu a burra. Em reunião de negociação realizada hoje, pela manhã, enquanto o SINTRAMON apresentou 3 propostas, demonstrando assim abertura ao diálogo e, se propondo a abrir mão de alguma coisa, a prefeitura se dignou a apresentar uma única proposta, cuja proposta já teria sido reprovada em assembléia, apenas maquiada por um achatamento maior de nossos salários, com a intenção ridícula de fazer com que os professores acreditem que a primeira proposta apresentada por eles é melhor, ou seja, menos pior que a atual.
O que eles agora  propõem é: Pagamento do piso de R$ 1.187,00 para PI,PII,PIII e PIV e 6,31% para o PV e PVI. Assim, transformam 4 níveis em 1, prejudicando àquela minoria de aproximadamente 4% dos servidores da educação e continua dando um calote de até 41 %  na maioria.
Amanhã, as 17:30 horas, na sede do sindicato dos metalúrgicos, haverá outra assembléia para apreciação desta "nova proposta".
Isso é que é querer  fazer os professores de bobos, de trouxas...
Enquanto isso, secretários, secretários-adjuntos, assessores, aspones,etc e tal passaram o dia inteiro no TAUÁ, programando metas para os próximos 18 meses da administração. 
Talvez eles estejam certos em se reunirem lá, uma vez que não há nenhuma sala de aula ou de reuniões nas nossas escolas, desocupadas para esse fim... Será que eles até já se esqueceram que o magistério está de greve?
Depois vem dizer que não tem dinheiro para  pagar o que está escrito na lei ...que a receita vai cair para 29 milhões a menos do estimado...
Estamos cada vez mais nos tornando reféns dos poderosos de plantão.
Derrota do Brasil 

Desde o domingo, quando constatei a derrota do Brasil para o Paraguai nos pênaltis, fiquei aguardando para saber qual seria a reação das pessoas e, principalmente, o que diriam os jornalistas e comentaristas esportivos. E não deu outra. Todos manifestaram a sua revolta com o resultado e até usaram termos como "derrota vergonhosa"...
Por aí mesmo é que se vê como a tradição no futebol e os vários títulos mundiais pesam nas costas da nossa seleção. E mesmo sabendo que nunca o selecionado é o mesmo, a mídia futebolística insiste em atribuir favoritismo ao Brasil, subestimando as seleções adversárias.
Agora, também não coloquemos a culpa no gramado,né? Os paraguaios usaram a mesma marca do penalti que nós.
O nosso time era ruim? Não. Os nossos adversários eram ruins? Também não. Portanto, venceu aquele que aproveitou com mais competência as oportunidades de gol e as deficiências do gramado.
Resta agora tirar o salto alto e guardar no armário.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

MOTOTÁXI


Parabéns aos mototaxistas pela regulamentação de sua profissão. Sabemos que já de longa data os mesmos vem lutando para conseguir tal intento. É preciso valorizá-los também pois são trabalhadores!
Agora, só falta boa parte dos motociclistas de nossa cidade, e por que não do Brasil, respeitarem as leis do trânsito, não cortando os outros pela direita, não transformando a sua moto em uma arma.
Tempo de Infância

Quando era menino
vivia na rua.
Que beleza! (imagino)
Brincava de pega-ladrão
Brincava de roda e jogo de botão.
No barranco, surgiam
estradinhas de carro,
que com as mãos eu fazia...
E me sujava de lama, de barro.
No campinho, a pelada
Pra briga mudava (e como apanhava!)
Minha mãe, na sacada,
Reprovando-me, olhava.
E pela mancada
Uma esfrega eu tomava...

E brincava...
Chicotim queimado é queimadim...
No trevo da rua,
bolinhas de gude
na meia-lua.
Na praça da matriz,
descia no tobogã
e ralava o nariz.
No início da ponte,
O papo  rolava.
causos e piadas aos montes.
no fim do mato,
esconde- esconde
e no barranco eu chiava.        
Antes de ser moço,
Joguei  muita finca
E caí muito no poço...

Quando cresci
plantei uma árvore
e filhos colhi.
Passei a jogar bola
e dos brinquedos esqueci.
Voltei a cantar (sem viola)
 pois um dia a perdi.
 A inspiração retornou
 e esse poema escrevi.
                                                                                        

sábado, 16 de julho de 2011

 Qual é a sua Belmar Diniz?

Pelo visto, o prefeito voltou à câmara municipal com o projeto de pedido de empréstimo de  700 mil ao DAE. Resta saber se o Belmar Diniz vai continuar apoiando tal projeto, uma vez que o mesmo teria prometido não votar em nenhum projeto de autoria do executivo, enquanto o prefeito não resolvesse a questão do professorado. 
O fato é que tal solicitação leva  o seu nome também ... E aí?
 PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES


 Ás vezes, eu me surpreendo tecendo textos críticos sobre os "desenrolares" da paralisação dos professores e, para o leitor, pode parecer que eu não tenho mais nada a escrever. Acontece que, atualmente, o meu dever de educador e cidadão, só me leva refletir sobre as coisas que estão doendo na nossa pele.
Veja bem. A prefeitura diz não ter dinheiro para pagar o piso salarial, que já gasta em torno de 93% do FUNDEB com a folha de pagamento de professores... mas é sabido que a prefeitura tem buscado recursos federais para investimentos em outros setores, empréstimos no DAE (?) e tentado vender áreas públicas além de, supostamente, ter gasto mais de 1 Milhão na implantação da PRANDINET com dinheiro da educação e estar abrindo mais vagas para servidores, através do próximo concurso público.
É aí que não dá para entender porque "não temos dinheiro". Não seria o caso de abrir mão de alguns projetos, pagar o que está escrito na lei e ficar de bem com a categoria e com a comunidade escolar, que também são contribuintes?
O que se pretende investir, somado ao crescimento estimado da receita do município em 20%, daria para tirar a educação do sufoco...
Bem. Com relação às flores...Que flores?

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Uma luz no fim do túnel?

A pedido do promotor da Infância e Juventude, hoje, pela manhã, reuniram-se no Fórum Milton Campos, Prefeitura e Sindicato, para uma possível reconciliação. Bem, até que enfim a prefeitura resolveu reabrir as negociações, ficando agendada uma reunião para terça-feira entre as partes. É esperar para ver se a prefeitura vai abrir a burra, ou não.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Convite Perfeito (ou do Prefeito)
Somente hoje tomei conhecimento de uma famigerada carta enviada aos servidores do magistério, pelo senhor prefeito, falando do respeito ao direito da nossa mobilização e das atitudes éticas e responsáveis de seu governo, sobre a possibilidade de perda do ano letivo (?), de sua insatisfação com os rumos das negociações fazendo com que ele procurasse o caminho do dissídio coletivo, enfim, PROPONDO que todos os professores retornem ao trabalho para que não haja prejuízos ainda mais graves para os alunos.
Nos "finalmente" PROPÕE que cada professor reflita sobre os IMPACTOS da greve na rotina das famílias monlevadenses e CONVIDA àqueles que se disponham a retornar, a procurarem a Secretaria de Educação.
É pena os conceitos de respeito, ética e responsabilidade serem carregados de uma subjetividade imensurável na ponta da pena de cada um.
E pensar que "ontem" ele estava do nosso lado ... 
Já pensou se ele nunca estivesse estado???
Estória para boi dormir
Era uma vez um Rei que, conforme dizia a lei, podia ter quantas esposas e concumbinas quisesse. E assim ele foi  povoando o seu reinado. Um belo dia, aliás, nem era tão belo assim, mas vamos lá... Ele viu que não estava conseguindo atender às necessidades de todos.
Depois de consultar a todas as suas esposas e concumbinas , somado a quantidade de filhos para saber se o seu orçamento daria para atender às necessidades de todos, viu que realmente estava complicada aquela situação, pois cada hora ele chegava a resultados diferentes: 472, 505 e até 517 filhos...
Então, reuniu todos os seu conselheiros e começaram a fazer as contas de novo. Ao mesmo tempo, chamou os maiores matemáticos e estatísticos do reino para saber, qual era a previsão da receita para aquele ano. Em princípio, ficou bastante satisfeito, pois a previsão era de 152 milhões de merrecas ...
Com isso, ele achou que podia ficar tranquilo ... Mas com o passar dos tempos chegou até aos seus ouvidos que aquela  previsão estava incorreta e que, colocasse as mãos para o céu se chegasse até 128 milhões de merrecas.
E seus filhos o apertavam ... E ele fazia contas, fazia contas ... Daí a pouco, ele ficou mais preocupado ainda, porque poderia até acontecer o pior: a receita poderia cair para 123 milhões de merrecas...
Moral da estória: Se você não tem certeza de quanto vai ganhar, nem da quantidade de filhos que tem, não faça mais filhos ou, se isso é difícil, deixe de ser Rei.
CQC
O CQC da Band, ontem, apelou ... A Mônica Iozzi ( a bedel do congresso ) sabatinou os congressistas se os filhos dos mesmos, estudam ou estudaram em escola pública. Resultado: 80% dos entrevistados disserem que seus filhos estudaram em escolas particulares, alguns até dizendo que era por causa de suas condições financeiras e outros, pela má qualidade da escola pública. É triste esta generalização, pois a ensino público em nossa cidade é nota 1.000.  Aí eu pergunto: O que eles estão fazendo lá que ainda não conseguiram contribuir para a melhoria do ensino público? Será que é preciso mesmo o Cristóvam Buarque encaminhar o projeto de  lei que obriga os congressistas a matricularem seus filhos em escola pública? Mas, espera aí, esse cara já foi Ministro da Educação ... e eu hein?  Foi sugerido até que se faça uma lei obrigando os deputados a utilizarem somente o serviço público de Saúde.
Venda de áreas públicas


Um passarinho verde me contou que o batalhão de choque da administração já está "encostando" em cada vereador, domiciliarmente, na tentativa de convencê-los a votar no tal projeto, amanhã, na última reunião da câmara que antecede o recesso parlamentar. Vamos conferir ...

sábado, 9 de julho de 2011

Cadeia Boa
Estou muito preocupado com algumas mudanças no código penal brasileiro e com outras leis que estão sendo criadas sob a máscara de preocupação com o sistema prisional e ressocialização de presidiários. Recentemente, ouvi na televisão que vai haver redução de pena para aqueles que estiverem estudando ... onde? como?
Mais recentemente ainda ouvi dizer que somente será preso se houver flagrante do delito e que isto estaria valendo até mesmo àqueles que já se encontram presos... E daí, serão "jogados" na sociedade em torno de 100 mil detentos ...
É sabido que hoje há uma necessidade maior de se construir presídios que escolas ...
E do jeito que estão querendo dar vida boa para presidiários, dentro em breve muitos cometerão delitos para serem presos...
Ontem, a Record noticiou que um fugitivo da Bahia estaria em Florianópolis "morrendo de frio". Resultado: foi até a delegacia mais próxima e pediu para ser preso novamente...

quinta-feira, 7 de julho de 2011


Tudo por causa de um “ou”
O Estatuto do Magistério foi criado na administração de Leonardo Diniz. Naquela época, o prof. Antônio der Paula, vice-prefeito e diretor do Departamento de Educação e Cultura, convidou o Sintramon para, junto aos servidores, formular um estatuto que atendesse os nossos anseios. E assim, depois de muitas reuniões e debates, nascia a lei 920 no dia 10 de julho de 1989.
Pensando na importância daquela conquista e preocupados para que ninguém “metesse o dedo”  alheatoriamente nele, no capítulo XV- das Disposições Finais e Transitórias - havia o artigo 66 que dizia que “ Este Estatuto só poderá sofrer alguma alteração mediante Projeto de Lei ao Legislativo, após a aprovação por uma comissão paritária formada de representantes da Administração Municipal e professores eleitos pela categoria.”

Em 30 de agosto de 1993, o prefeito Germin Loureiro, a pedido da secretária de educação prof. Geralda Maria Nunes Machado, uma vez que a mesma pretendia fazer mudanças no estatuto contra a vontade dos professores, envia à câmara municipal um projeto de lei alterando dispositivos da lei 920/89, no artigo 66, passando o mesmo a vigorar com a seguinte redação:  “ Este Estatuto só poderá sofrer alterações mediante Projeto de Lei ao Legislativo, de iniciativa dos órgãos competentes, ou por sugestão de Comissão representativa dos Servidores da área Municipal de Ensino”.
Desta forma, o nosso estatuto, elaborado democraticamente, passou a ser um “brinquedo” nas mãos dos assessores de educação. Por isso, estamos revivendo momentos de angústias, onde os administradores da educação querem mudar a lei a qualquer custo. Só que os mesmos se esqueceram de um detalhe: O prefeito daquela época tinha crédito com a maioria dos edis e menos ou quase nenhum desgaste político com a câmara e/ou com a comunidade que o elegeu.
É esperar para ver  ...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Filiação no SINTRAMON

Olá companheiros! Procurem a diretoria do SINTRAMON para se filiarem. A mensalidade é de apenas 1% daquela merreca de salário base que o Prandini noa paga...
 LEMBREM-SE: "JUNTOS SOMOS MELHORES!"

terça-feira, 5 de julho de 2011

Presente de Grego

Êta, prefeito bom, esse o nosso ... Agora para tentar convencer a mídia e o Médio Piracicaba resolveu dizer que aquela proposta medíocre de plano de cargo e carreira é “sensacional”, porque garante ao professorado licença remunerada para fazer mestrado e doutorado...
O mais interessante é que todos os prefeitos e secretários da educação que antecederam os atuais, garantiram aos pós-graduandos do magistério público municipal licença remunerada, por entenderem que o Pós-graduação tratava-se de “cursos de aperfeiçoamento e de caráter educativo-cultural”  e/ou que o mesmo poderia se enquadrar em “outros” , conforme reza no  Estatuto do Magistério,  criado pela lei 920/89, capítulo XV, artigo 60 : “ A licença para participação em cursos de treinamento, aperfeiçoamento, reciclagem ou outros de caráter educativo-cultural só poderá ser concedida mediante parecer do diretor da escola e apreciação do diretor do departamento de Educação e cultura.”
É sabido que o Secretário de Educação atual mandou cortar o ponto de uma professora mestranda da rede por achar que o caso dela não se enquadrava na lei em questão e que tem gente que para fazer o mestrado terá que “conseguir” uma licença médica, para não ter suas aulas cortadas...
Mas, será que esse presentinho ajuda? Já pensou se para melhorar esse presente, aproveitando a boa vontade desta administração em investir em cursos superiores, fosse oferecida a todos nós a oportunidade de fazermos o mestrado e até mesmo o doutorado ( gratuitamente, é lógico!) em parceria com as universidades mantidas pela nossa prefeitura? Pois eu já pensei que não adianta nos dar aquele presente ...e que o segundo vai ser impossível ... Primeiro, porque com esse salário ninguém agüenta investir em mais cursos; segundo, porque se conseguíssemos tal façanha, qual de nós, com um curso de  doutorado, permaneceria na rede por uns míseros R$ 15,00 por aula?
Pois é, senhor prefeito... a quem o senhor quer enganar?

domingo, 3 de julho de 2011


Investimentos na educação x Pagamento do piso
Há poucos tempos atrás estivemos à volta de questões que envolviam os investimentos da administração municipal na UAB, UFOP, UEMG e IFET, onde se questionava se era correto ou não tais investimentos, enquanto nossas escolas municipais encontravam-se sucateadas e professores com salários defasados, quando se falava no plano de carreira para o magistério.
A lei federal que versava sobre piso salarial para o magistério já existia, mas mesmo assim as correções salariais foram sendo empurradas de tal forma que hoje, quando chega a data-base da categoria, o prefeito vem nos dizer que não tem dinheiro para pagar o que manda a lei. Sabemos onde tudo começou, mas não sabemos aonde vai acabar... Mas, mesmo assim cogita-se a proposta de mais uma parceria do poder público municipal com a FUNCEC, para ajudá-la a sair do déficit.
Pergunto: Quem está pagando os (convênios) investimentos já existentes e quem vai pagar por esta nova parceria, se a mesma se concretizar? O FUNDEB? Se o é acredito ser ilegal, pois não se trata de investimentos na Educação Básica. Se são os cofres públicos, mais uma vez o Servidor Público não terá melhorias salariais, uma vez que estão dando um passo maior que a perna , em nome de uma vaidade de estarmos nos tornando uma cidade universitária.
Outra pergunta: Estamos investindo em curso superior em nossa cidade para quantos contribuintes monlevadenses? Não somos contra tais investimentos, desde que tais investimentos tragam melhores condições de vida para o nosso povo e não faltem recursos para a infra-estrutura  da educação básica e melhores salários para os profissionais do magistério público municipal.
Portanto, senhor prefeito, pague o  que determina a lei federal 11.738, de 16 de julho de 2008, de acordo com o que determina a Lei Municipal 1.121, de 29 de maio de 1992 e, não venha inventar uma lei que só atende a uma minoria irrisória de menos de 4% dos educadores da rede, o que acarretará uma perda salarial de 44% para o restante...
É ... a luta continua!
Os Efeitos da Paralisação
Esta greve, se não trouxer bons resultados para a nossa valorização profissional, estará, pelo menos, nos fazendo refletir melhor sobre os projetos fenomenais de nossa administração municipal, propagados pela mesma, em seu folhetim denominado Mãos à Obra, de 20 a 26 de junho. Vejamos:
Estão “ PASSANDO A LIMPO” nossa cidade empurrando toda a sujeira para debaixo do tapete da Educação.
O “MONLEVADE ÀS CLARAS”, está fazendo com que as suas luzes ofusquem a visão de nossos administradores, impedindo-os de enxergarem o caos que se instalou na administração pública, resultando em uma greve desproporcional, pela falta de diálogo e transparência nas negociações com o Sintramon, mas que deu luz ainda mais à consciência política de muitos servidores, ajudando-os a caminhar melhor após a “REVITALIZAÇÃO ASFÁLTICA”, na hora de se dirigirem para as suas seções eleitorais em outubro do próximo ano.
E como todo o mundo precisa de pão e circo, conforme diz um sociólogo que agora não me lembro o nome, a administração tem feito excelentes parcerias oferecendo ao povo monlevadense “ TEATRO, APRESENTAÇÕES CIRCENCES, OFICINAS DE ARTE E SHOWS”, para fazê-lo esquecer de suas mazelas políticas.
Mas, não se pode esquecer que quando falta o pão, fica difícil andar em ruas por mais limpas que estejam, enxergar por mais que esteja claro, gastar pneus e petróleo para fazer um tour pela cidade ou até mesmo ir ao areão visitar o tal “MUSEU DO AÇO” ou se divertir neste “MEIO AMBIENTE”...
Pior: Vamos voltar ao trabalho em breve, não importa de que forma, mas será que a “PRANDINET” ( que não se sabe bem de onde vieram tais recursos e se são legais) vai nos dar condições de enxergar as “TRANSPARÊNCIAS NAS CONTAS PÚBLICAS” desta administração.
Só nos resta esperar para ver...

"Eu, Você, Todos pela Educação"
Recentemente, o Governo Federal passou a usar esse marketing para se referir aos projetos pela educação de qualidade. Tentava-se, na verdade, tapar com a peneira da hipocrisia erros que são mais possíveis de serem consertados, a princípio, de cima para baixo, para depois partir para o coletivo. O governo do Gustavo (também acho quer os Prandini não têm nada a ver com a patacoada que se tem visto por aqui!) também resolveu aderir a tal marca, por meio da qual se procura “atacar” os pais, colocando-os como os maiores responsáveis pela indisciplina e fracasso escolares de seus filhos. Acho, sim, que boa parte da culpa é dos pais, que não foram preparados para os novos tempos auspiciados pela mudança de mentalidade. Muitos colocam uma armadura de proteção nas crianças e nos adolescentes, principalmente por meio da criação do Estatuto da Criança e do Adolescente, impedindo-lhes de continuar a encarar, de frente, as dificuldades para se alcançar uma maioridade responsável. Mas, daí, a fechar os olhos, como toda a classe política, para os problemas emergentes da educação, assumindo uma postura de descaso para com as questões salariais dos professores é o fim da picada; enfim, esquecer de planejar para aplicar o que está escrito na lei desde 2008, é agir como um fora-da-lei.
Os horrores acima mencionados têm contribuído, e bastante, para a desvalorização do EDUCADOR como ser humano e, portanto, digno de respeito. Enfrentamos, “secularmente”, a humilhação de um salário minguado. Muitos dos que hoje detêm o poder não se lembram que, para terem chegado onde chegaram, tiveram que se assentar em um banco escolar e precisaram de um professor.  Pior ainda é quando um professor se assenta em uma cadeira de secretário da educação e não enxerga um palmo à frente do nariz, preocupando-se apenas em atender aos próprios interesses e vaidades, traindo, renegando à sua classe, esquecendo-se de que o “poder” é passageiro.
Somos considerados agentes formadores de opinião. Mas chega uma hora em que nos vemos envoltos em um manto de desesperança, que nos faz chegar a uma deprimente conclusão: se não conseguimos sensibilizar os governantes, aqueles que têm na ponta da caneta uma solução para nossos anseios, o que vamos dizer para nossos alunos quando nos perguntarem o porquê do sucesso ou insucesso de nossa luta?
Essa luta por melhores salários está se transformando em uma válvula de escape da descrença. Descrença nos políticos de todas as esferas, desde os que fazem as leis aos que as executam. Não se pode ter esperança em dias melhores diante do caos em que vivemos. O que se precisa é de respeito humano, sem que haja necessidade de revolta.
Não se pode ter educação de qualidade apenas gerando projetos e planos mirabolantes. É preciso de educadores que se sintam valorizados, alunos receptivos, pais conscientes e governantes comprometidos.  Sendo assim, resta uma pergunta: Se os governantes não estão nem aí, quem está pela Educação? Com certeza, sobrará para nós, sacerdotes sempre de plantão, que a qualquer momento teremos que ser sacrificados na “fogueira da inquisição” por estarmos reclamando de barriga cheia.